Filmes que valem a pena | Yojimbo, o Guarda-Costas (Yôjinbô, 1961)

Akira Kurosawa é um dos cineastas mais conceituados do mundo. O diretor japonês possui filmes icônicos em seu vasto currículo tendo influenciado várias gerações que vieram depois dele. Yojimbo, o Guarda-Costas (1961), pode nem ser o mais conhecido, mas com certeza ilustra muito bem o que acabo de dizer.

Em primeiro lugar, é necessário deixar claro que essa película não é para qualquer um e, provavelmente agrada mais àqueles do meio do que o grande público, mas para quem curte cinema no sentido mais puro da palavra, é imperdível, uma grande aula, na verdade.

Filmado todo em preto e branco, ela conta a história do ronin Sanjuro (Toshirô Mifune) que chega a uma cidade e se envolve na briga entre duas quadrilhas criminosas. Os detalhes do longa chamam a atenção, sendo o principal deles a trilha sonora – uma das melhores de que tenho notícia. Nunca antes tinha visto a música participar tanto de um filme, ressaltando as nuances da história tão perfeitamente que assombra. Veja bem, escute a ameaça, agora conheça o som do tensão e os passos do perigo. É impressionante, mas não o mais interessante.

O mais interessante, por certo, é o fato de o personagem principal parecer um mero espectador dos acontecimentos, mesmo que faça parte deles e, mesmo que o gênero do filme passe longe da comédia, dá para rir bastante das atuações afetadas de vários dos personagens.

Yojimbo, o Guarda-Costas (Yôjinbô, 1961)

Toda a ideia, no entanto, é mostrar a transição do Japão feudal para o mundo moderno, onde é possível perceber a queda e a degeneração moral dos famosos samurais, antes figuras respeitadas na hierarquia social japonesa.

Sendo assim, se a motivação para assistir a Yojimbo não for o engrandecimento da cultura cinematográfica – da qual Kurosawa é um grande professor -, que seja pelo engrandecimento da cultura geral, servindo para nos informar mais sobre a história oriental.

Fica a dica!

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Cinéfila mineira que ama os filmes desde quando os clássicos da Disney ainda eram em VHS e os seriados desde que Jeffrey Lieber e J.J. Abrams inventaram Lost.