Filmes que valem pena | Plano-Sequência dos Mortos (One Cut of The Dead, 2017)

A melhor forma de falar sobre Plano-Sequência dos Mortos (One Cut of The Dead, 2017) e explicar porque esse filme vale à pena, é não falar. Para entender o motivo de ele ser tão notável, você precisa dar o play sem saber absolutamente nada sobre o enredo, a não ser, no máximo, uma breve e cuidadosa sinopse – e na verdade, eu dispensaria até mesmo ela.

Por isso, o único motivo de esse longa japonês figurar hoje nesse texto é o fato de que nós aqui no ocidente temos pouco (ou nenhum) contato com as obras orientais, o que muitas vezes nos faz perder os momentos excelentes que elas podem nos proporcionar e, se querem saber um segredo, os japoneses sabem o que fazem.

Porém, para aqueles que não assistem filme totalmente no escuro de jeito nenhum, adianto que o enredo de Plano-Sequência dos Mortos trata de uma equipe cinematográfica que, ao filmar um um filme de baixo orçamento sobre zumbis em um local abandonado, acaba sendo atacada por zumbis de verdade. Paro por aqui pelos motivos já expostos!

Sou obrigada a dizer, no entanto, que não faz diferença citar nomes de atores por aqui, já que não conhecemos nenhum deles por essas bandas do Oeste. O pulo do gato está em saber que as interpretações são maravilhosas, o que, para produzir uma película como a que está em análise é imprescindível, ou ela não daria certo.

O diretor, porém, se chama Shin’ichirô Ueda, um nome nem de perto tão conhecido como o de Mizoguchi, Kurosawa ou Ozu, (se é que posso compará-los…), ícones do cinema japonês, mas que produziu uma das obras mais incríveis do gênero a que pertence, o qual também não vou dizer qual é!

 

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Flávia Leão

Cinéfila mineira que ama os filmes desde quando os clássicos da Disney ainda eram em VHS e os seriados desde que Jeffrey Lieber e J.J. Abrams inventaram Lost.