Crítica | A humanidade de uma heroína em WandaVision

Desde sua estreia, WandaVision vem acumulando diversas teorias por parte dos fãs do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Com a exibição do último episódio da série, ficou claro que o objetivo principal, desde seu início, é contar a história de Wanda (Elizabeth Olsen) e sua origem. Uma das personagens mais fascinantes do MCU sem nunca ter ganho o destaque merecido nos filmes. Uma trama sobre amor e luto, sentimentos tão humanos, no entanto experimentados por heróis. 

É uma surpresa agradável constatar que os nove episódios do Disney + não funcionaram apenas como intermédio para as próximas aventuras a serem lançadas nas telas. Tudo foi feito na medida certa, para que Wanda não fosse ofuscada por outros personagens, e também houvesse espaço para hipóteses criativas que nos permitisse ir além das informações dadas. O roteiro e o formato harmonizaram muito bem juntos, dando um tom leve e divertido sem deixar de se aprofundar em temas mais pesados. 

Na obra, Wanda confronta sua identidade e descobre sua origem. Além de encarar traumas de sua vida passada e aprender a lidar com um trauma presente: amor e luto. O primeiro, que supõe uma presença e o segundo, que supõe uma ausência. Contradições, confusões e caos. Todos enfrentamos tais situações e Wanda, dotada de tanto poder, não escapa dessa humanidade juntamente frágil e forte. No entanto, é essa mesma humanidade que produz heróis. 

É preciso elogiar, acima de tudo, o elenco principal da série. É com ele que Wanda Vision torna-se, mais do que ótima, brilhante. Há um carisma e autenticidade nos atores que gera um conteúdo e entretenimento à parte. Um grande destaque para Elizabeth Olsen e Paul Bettany, que puderam brilhar fora dos enquadramentos dados a seus personagens nos filmes anteriores. Pudemos conhecê-los a fundo, inclusive nuances jamais vistas nos filmes dos Vingadores

WandaVision (2021) – Disney +

Apesar de seu início não ter agradado alguns fãs, é justamente suas homenagens a sitcoms tradicionais, como “A Feiticeira” e “The Dick Van Dyke Show” que, no todo, acrescentaram maior simpatia à série.  Além de inovar o estilo de narrativa da Marvel. Talvez o único ponto que poderia ser exposto como “negativo” é que há algumas cenas muito expositivas e explicativas, mas que não diminuem em nada seu mérito.

É importante mencionar também a existência de duas cenas pós-créditos que apenas ratifica o já confirmado: sua presença em Doctor Strange in the Multiverse of Madness. WandaVision consegue divertir e emocionar e elevou ainda mais nossas expectativas para as próximas produções.  

WandaVision
4.5

Resumo

WandaVision foca na Feiticeira Escarlate, sem atuar como intermédio para as próximas produções do MCU.

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Jornalista e estudante de cinema. Acredita que o cinema é um documentário de si mesmo, em que o impossível torna-se parte do real. "Como filmar o mundo se o mundo é o fato de ser filmado?"