Disney+ no Brasil | Confira todas as informações e as polêmicas sobre o novo serviço de streaming

O Disney+, novo serviço de streaming da Disney, está chegando ao Brasil com algumas críticas.

No dia 17 de novembro, o serviço de streaming da Disney será lançado aqui no Brasil e no restante da América Latina. O Disney+ já possui mais de 60 milhões de assinantes ao redor do mundo.

A partir do seu lançamento na região, o Disney+ será o destino exclusivo para a mais completa e melhor seleção de filmes e séries de Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic, além de produções originais exclusivas, tornando-se a única plataforma de streaming a reunir todos esses conteúdos. Dessa forma, a empresa por trás do serviço deixa claro que a única forma de ter acesso a esses conteúdos será através da plataforma e/ou dos cinemas. Além disso, é válido lembrar que os canais lineares da Disney continuarão em funcionamento.

Aqui, você pode conferir todos os títulos já confirmados pela Disney. Além de The Mandalorian — série que recebeu 15 indicações ao Emmy 2020 — também serão lançadas séries do MCU, como Falcão e o Soldado InvernalWandaVision , Loki e um documental chamado Marvel 616, cujo trailer foi divulgado recentemente.

Animações clássicas da Walt Disney serão oferecidas aos assinantes do serviço; Branca de Neve e os Sete Anões, A Bela e a Fera, Pinóquio, Bambi, O Rei Leão, A Dama e o Vagabundo, Peter Pan, A Pequena Sereia, Cinderela e mais. Chegam também os mais recentes sucessos da Disney em live-action, tais como Aladdin, Mogli – O Menino Lobo, O Rei Leão, A Bela e a Fera, Cinderela, entre outros. Ainda mais, as tradicionais séries do Disney Channel, como Zack e Cody: Gêmeos em Ação, Hannah Montana e O Clube do Mickey Mouse também entrarão no catálogo.

Outra novidade diz respeito ao live action Mulan. O longa, dirigido pela cineasta Niki Caro, custou 200 milhões de dólares, um alto valor que nem inclui o gasto com publicidade. A Disney decidiu lançar a produção nos EUA diretamente na plataforma, ou seja, deixando de lado os cinemas. Isso também acontecerá no Brasil, mas com uma diferença. Nos EUA, os assinantes precisaram pagar uma taxa extra, o que não vai acontecer aqui.

O valor de assinatura do Disney+ será de R$21,90. Ou seja, o mesmo do valor do plano básico da Netflix, uma das principais concorrentes no Brasil.

Críticas ao Disney+ no Brasil

Embora muitos fãs estejam aguardando ansiosamente o lançamento da plataforma de streaming da Disney, é preciso ter atenção às críticas que muitos especialistas têm feito.

Em agosto desse ano, de acordo com o jornal O Globo, a Claro apresentou uma denúncia à ANATEL (Agência Nacional de Telecomunicações) contra o Disney+. A concessionária de telefonia e TV por assinatura apontou que o serviço seria lançado sem conteúdos nacionais no seu catálogo, o que contraria a lei 12.485/2011 (a Lei do SeAC ou Lei da TV Paga). De acordo com a legislação, pelo menos 3% do conteúdo exibido em canais de TV por assinatura deve ser nacional. Mas representantes da Disney defenderam-se, argumentando que a nova plataforma se encaixa como streaming e não como TV paga.

Dessa forma, isso também evidencia uma importante questão no Brasil: a falta de uma regulamentação no caso de serviços de streaming no país. A Lei da TV Paga garante a arrecadação do Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), que compõe o FSA (Fundo Setorial do Audiovisual), que fomenta a indústria audiovisual brasileira. A questão levantada pela Claro diz respeito à concorrência desleal, que vai se instalar com a chegada do Disney+ nesse sentido.

Ainda mais, a estratégia adotada pelo novo serviço tem sido caracterizada por muitos como “agressiva” uma vez que pretende retirar conteúdos de outras plataformas de streaming. Já é possível perceber que muitos filmes, por exemplo, já foram retirados da Netflix e do Amazon Prime Video.

Recentemente, em entrevista à Veja, Diego Lerner, Presidente da The Walt Disney Company Latin America, contou que a empresa realizará produções com com atores e diretores brasileiros. De acordo com ele, O Brasil está entre os 10 principais mercados para a Disney. Logo, o investimento será proporcional ao seu tamanho e importância.” Diego complementa: Teremos conteúdos para brasileiros feitos por atores e diretores daqui. Haverá investimento em séries e filmes. O streaming permite que tenhamos essa diversificação.”

No entanto, essa entrevista não passa por questões como o investimento em produtoras independentes brasileiras, o comprometimento com os projetos ou se a Disney participará de algum retorno financeiro com o FSA. Ou seja, quais serão os benefícios para o mercado nacional?

Enfim, muitas questões ainda precisam ser avaliadas e respondidas.

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Paulo Victor Costa

Depois que descobriu "The Truman Show" e "Lost", passou a viver de filmes e séries. Também é muito fã dos filmes do Spielberg. Tenta assistir de tudo para poder debater com outras pessoas.