Crítica | Encantadora e prazerosa de assistir, 1ª temporada de ‘Emily em Paris’ é cativante

Moda, comida boa, vinhos, festas chiques, pequenos e sofisticados cafés e paisagens estonteantes idealizam aquele cenário irresistível e glamuroso que qualquer pessoa já desejou em algum momento da vida. Se você acha que não é essa pessoa, pense de novo depois de assistir a nova produção da Netflix, Emily em Paris. Aquela série encantadora e muito prazerosa de assistir situada em uma das mais belas cidades do mundo: Paris. 

Emily Cooper (Lily Collins) é um jovem comum de Chicago que parece ter tudo planejado. No entanto, a oferta de um emprego inesperado promete virar sua vida de cabeça para baixo. Ao aceitar o trabalho e se mudar para a França, ela precisa lidar com um novo idioma e uma cultura completamente diferente da sua. De uma forma divertida e jamais monótona, esta história nos leva a conhecer lugares incríveis e acompanhar Emily nesta aventura. 

Para quem gostou de O Diabo Veste Prada e Sex and the City, uma maratona de Emily em Paris – apenas dez episódios – não tem erro. Inclusive, a série leva a assinatura do mesmo criador dos relatos da icônica Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) em Nova Iorque. Não tem como não se apaixonar pela energia “aproveite os prazeres da vida” da obra. Um dos diálogos que mais me marcou foi quando um dos colegas de trabalho de Emily diz a ela: “Vocês (americanos) vivem para trabalhar. Nós trabalhamos para viver”. Com certeza, faz toda a diferença. 

Emily em Paris poderia facilmente entrar para a categoria “confort series”, então não espere temas extremamente complexos ou reflexões super profundas. Não é o intuito. Seu propósito é ser prazerosa ao olhar e talvez inspirar alguns sonhos. Apesar de alguns problemas de execução, estes passam quase desapercebidos quando simplesmente nos entregamos ao bom humor e entusiasmo de Emily, vivida de maneira notável por Lily Collins

Lily Collins em “Emily em Paris” (Netflix)

Com uma fórmula já conhecida de um pequeno obstáculo e sua resolução a cada episódio, a trama mostra a que veio e entrega o que se propôs. Os personagens são ótimos e suas narrativas pessoais fazem sentido. Aos poucos, vamos descobrindo traços da cultura parisiense intrigantes e deliciosos. Figurinos maravilhosos, croissants de chocolate após uma corrida, vinho no café da manhã, dividir uma baguete com uma amiga em uma praça, pratos apetitosos da culinária francesa e o melhor: verdadeiros espetáculos visuais na Cidade das Luzes. 

EMILY EM PARIS – 1ª TEMPORADA
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RESUMO

Emily em Paris é encantadora e prazerosa de assistir, cheia de figurinos e paisagens incríveis.

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Isa Carvalho

Jornalista e estudante de cinema. Acredita que o cinema é um documentário de si mesmo, em que o impossível torna-se parte do real. "Como filmar o mundo se o mundo é o fato de ser filmado?"