Festival de Veneza 2020 | Seleção de filmes é divulgada; confira

Festival de Veneza anunciou, nesta manhã (28), a programação de sua 77ª edição. Será o primeiro grande evento internacional de cinema a realizar uma edição física após a crise do coronavírus. A Itália foi severamente atingida pela pandemia da Covid-19, entretanto, o quadro na Europa e no país tem se mostrado estável, possibilitando uma gradual reabertura.

Os títulos anunciados incluem o drama Nomadland,  da diretora Chloé Zhao, estrelado por Frances McDormand. O longa será exibido em Veneza e Toronto simultaneamente no dia 11 de setembro, em apresentações virtuais, como parte de uma cooperação mútua.

Presidida pela atriz australiana Cate Blanchett , o júri do Festival de Veneza também tem os diretores Christian Petzold (Alemanha), Cristi Puiu (Romênia), Joanna Hogg (Reino Unido) e Veronika Franz (Áustria), a atriz Ludivine Sagnier (França) e escritor Nicola Lagioia (Itália).

Já o o corpo de jurados da seção “Horizontes (Mostra Orizzonti)” será presidido pela cineasta francesa Claire Denis e também contará com os diretores Francesca Comencini (Itália) e Oskar Alegria (Espanha) e os produtores Christine Vachon (EUA) e Katriel Schory (Israel).

A 77ª Edição do festival Será inaugurada pelo filme Laços, estrelado por Alba Rohrwacher (Lazzaro Felice) e Luigi Lo Cascio (O Traidor) e dirigido por Daniele Luchetti.

Em 2020, alguns festivais e premiações precisaram se adequar, devido à pandemia. O Festival de Cannes foi cancelado, enquanto premiações como o Oscar e o Globo de Ouro precisaram ser adiadas por contra da janela para os filmes concorrerem.

No ano passado, Coringa, de Todd Phillips levou para casa o maior prêmio de Veneza, o Leão de Ouro. Dirigido por Roman PolanskiO Oficial e o Espião ficou com o Leão de Prata do Prêmio do Júri. Bárbara Paz levou o prêmio de melhor documentário na Mostra Clássicos com o longa Babenco, Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou. 

O Festival de Veneza acontece de 2 a 12 de setembro de 2020. Confira abaixo os filmes selecionados (via Variety):

COMPETIÇÃO

“In Between Dying,” de Hilal Baydarov (Azerbaijão, U.S.)

“Le Sorelle Macaluso,” de Emma Dante (Itália)

“The World to Come,” de Mona Fastvold (EUA)

“Nuevo Orden,” de Michel Franco (México, França)

“Lovers,” de Nicole Garcia (França)

“Laila in Haifa,” de Amos Gitai (Israel, França)

“Dear Comrades,” de Andrei Konchalovsky (Rússia)

“Wife of a Spy,” de Kiyoshi Kurosawa (Japão)

“Sun Children,”de Majid Majidi (Irã)

“Pieces of a Woman,” de Kornel Mundruczo (Canadá, Hungria)

“Miss Marx,” de Susanna Nicchiarelli (Italia, Bélgica)

“Padrenostro,” de Claudio Noce (Itália)

“Never Gonna Snow Again,” de Malgorzata Szumowska e Michal Englert (Polônia, Alemanha)

“The Disciple,” de Chaitanya Tamhane (Índia)

“And Tomorrow The Entire World,” de Julia Von Heinz (Alemanha, França)

“Nomadland,” de Chloe Zhao (EUA)


FORA DE COMPETIÇÃO – FICÇÃO

“Lacci,” de Daniele Luchetti (Itália) – Filme de Abertura

“Lasciami Andare,” Stefano Mordini (Itália) Filme de Encerramento

“Mandibules,” de Quentin Dupieux (França, Bélgica)

“Love After Love,” de Ann Hui (China)

“Assandira,” de Salvatore Mereu (Itália)

“The Duke,” d Roger Mitchell (Reino Unido)

“Night in Paradise,” de Park Soon-Jung (Coreia do Sul)

“Mosquito State,” de Filip Jan Rymsza (Polônia)


FORA DE COMPETIÇÃO – NÃO-FICÇÃO

“Sportin’ Life,” de Abel Ferrara (Itália)

“Crazy, Not Insane,” de Alex Gibney (EUA)

“Greta,” de Nathan Grossman (Suécia)

“Salvatore – Shoemaker of Dreams,” de Luca Guadagnino (Itália)

“Final Account,” de Luke Holland (Reino Unido)

“La Verità Su La Dolce Vita,” de Giuseppe Pedersoli (Itália)

“Molecole,” de Daniele Segre (Itália) Pré-abertura

“Narciso Em Ferias,” de Renato Terra, Ricardo Calil (Brasil)

“Paolo Conte, Via Con Me,” de Giorgio Verdelli (Itália)

“Hopper/Welles,” de Orson Welles (EUA)

“City Hall,” de Frederick Wiseman (EUA)


FORA DE COMPETIÇÃO – EXIBIÇÕES ESPECIAIS

“30 Monedas – Episode 1,” de Alex De La Iglesia (Espanha)

“Princesse Europe,” de Camille Lotteau (França)

“Omelia Contadina,” de Alice Rohrwacher, Jr (Itália)


MOSTRA ORIZZONTI

“Apples,” de Christos Nikou – Filme de abertura

“La Troisieme Guerre,” de Giovanni Aloi (França)

“Milestone,” de Ivan Ayr (Índia)

“The Wasteland,” de Ahmad Bahrami (Irã)

“The Man Who Sold His Skin,” de Kaouther Ben Hania (Tunísia, França, Alemanha, Bélgica, Suécia)

“I Predatori,” de Pietro Castellitto (Itália)

“Mainstream,” de Gia Coppola (EUA)

“Genus Pan,” de Lav Diaz (Filipinas)

“Zanka Contact,” de Ismael El Iraki (França, Marrocos, Bélgica)

“Guerra e Pace,” de Martina Parenti, Massimo D’Anolfi (Itália, Suiça)

“La Nuit Des Rois,” de Philippe Lacote (Costa do Marfim, França, Canadá)

“The Furnace,” de Roderick Mackay (Austrália)

“Careless Crime,” de Shahram Mokri (Irã)

“Gaza Mon Amour,” de Tarzan Nasser, Arab Nasser (Palestina, França, Alemanha, Portugal, Catar)

“Selva Tragica,” de Yulene Olaizola (México, França, Colômbia)

“Nowhere Special,” de Uberto Pasolini (Itália, Romênia, EUA)

“Listen,” de Ana Rocha De Sousa (Reino Unido, Portugal)

“The Best is Yet to Come,” de Wang Jing (China)

“Yellow Cat,” de Adilkhan Yerzhanov (Casaquistão, França)

“Notturno,” de Gianfranco Rosi (Itália, França, Alemanha)

“Never Gonna Snow Again,” de Malgorzata Szumowska e Michal Englert (Pol}onia, Alemanha)

“And Tomorrow The Entire World,” de Julia Von Heinz (Alemanha, França)

“Quo Vadis, Aida?,” de Jasmila Zbanic (Bósnia e Herzegovina, Áustria, Romênia, Holanda, Alemanha, Polônia, França e Noruega.

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Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...