Criador de Deadpool detona a Disney por não aproveitar o personagem

Rob Liefeld, criador do personagem Deadpool, reclamou da postura da Disney em relação ao personagem, após a aquisição de parte da Fox pelo estúdio. Em uma live promovida pelo portal IGN na cobertura da [email protected], o autor criticou o estúdio por não aproveitar melhor a popularidade do personagem, não apenas em filmes, mas em animações e games.

O raciocínio de Liefeld faz todo o sentido, embora, é claro, ele também seja beneficiado por isso (ou pela ausência dessa exploração). Por conta da pandemia do coronavírus, os parques da Disney estão fechados há meses, e esses empreendimentos trazem metade do lucro total da empresa, que agora detém a propriedade do mercenário tagarela. “Vocês não têm como ganhar seus US$ 3 bilhões nos cinemas. Sem Mulan, nem Viúva Negra, nem Eternos”, disse o quadrinista.

Para Liefeld, animadores e artistas digitais podem trabalhar de casa. Portanto, monetizar animações e games do anti-herói seria o melhor caminho nesse momento, para obter retorno dos cerca de US$ 70 bilhões investidos na compra das propriedades da Fox.

Leifeld também alfinetou Bob Iger, ex-presidente da Disney, e Kevin Feige (a quem ele se refere como gênio), presidente do Marvel Studios. e que agora comanda as divisões de TV e cinema em um único universo. Segundo ele, “existem outros gênios” fora da empresa que podem ajudar o estúdio a recuperar o dinheiro investido na união das companhias. Para ele, há demanda, mas não há certeza de que isso seja feito. “Os caras que criaram Homem-Aranha no Aranhaverso? Gênios. A Disney não tinha nada a ver com isso. A Disney não tinha nada a ver com Deadpool, Deadpool 2, Logan”.

Ainda não se sabe se Deadpool 3 vai acontecer. Seu antecessor, Deadpool 2, superou a marca do primeiro filme e se tornou a maior estreia e maior bilheteria mundial de um filme para maiores em 2018, posto que tomado em 2019 por Coringa.

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Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...