Crítica | ‘Bala Perdida’ se revela como um surpreendente longa francês de ação

O que se precisa para fazer um bom filme de ação? A resposta é comumente caracterizada por uma frase bastante simples: cenas de ação e uma premissa genérica para justificar a violência. E é por isso que temos tantos filmes de ação que se mostram como mais do mesmo, saturando o gênero. Porém, não é o que acontece com o excelente Bala Perdida (Balle Perdue), estreia do roteirista e diretor francês Guillaume Pierret no gênero de ação na Netflix. A premissa é simples e direta, porém, a forma como o longa se desenvolve é bem inspirada e bem executada.

Quando Lino (Alban Lenoir) um ladrão mecânico acaba preso em uma tentativa de roubo mal sucedida, seu método de atravessar várias paredes de concreto com um mero Clio surpreende o chefe de polícia. Algum tempo depois, o mesmo chefe o convoca da prisão para ajudar a polícia, fazendo adaptações nas viaturas para que elas possam fazer frente aos carros tunados usados pelo narcotráfico.

A partir daí, as coisas acontecem muito rápido, pois o protagonista se vê em uma situação desesperadora quando testemunha o chefe de policia sendo traído pelos seus subordinados policiais e assassinado. Agora resta a Lino utilizar-se de todas as suas artimanhas para provar sua inocência antes que acabe nas mãos dos policiais traidores.

Logo no início do longa, alguns mistérios são lançados, tais como a existência de um informante na polícia que passa informações para os traficantes, bem como uma misteriosa relação entre Lino e uma das policiais. Se sustentando por esses mistérios, o filme se desenvolve com belas cenas de ação e momentos eletrizantes e muito bem executados.

Em muitos filmes de ação, as cenas de conflito, elemento principal de um filme de ação, são genéricas ou filmadas de forma confusa, em que o expectador acaba perdendo algumas informações e não compreendendo direito o que está se passando na tela. Apostando em coregrafias de combate mano a mano muito bem executadas e convincentes, Bala Perdida se destaca nesse aspectos, seja nos combates corporais ou até mesmo nas bem inspiradas, apesar de poucas, perseguições de carro.

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O que se precisa para fazer um bom filme de ação? A resposta é comumente caracterizada por uma frase bastante simples: cenas de ação e uma premissa genérica para justificar a violência. E é por isso que temos tantos filmes de ação que se mostram como mais do mesmo, saturando o gênero. Porém, não é o que acontece com o excelente Bala Perdida (Balle Perdue), estreia do roteirista e diretor francês Guillaume Pierret no gênero de ação na Netflix. A premissa é simples e direta, porém, a forma como o longa se desenvolve é bem inspirada e bem executada. Quando Lino (Alban Lenoir) um ladrão mecânico acaba preso em uma tentativa de roubo mal sucedida, seu método de atravessar várias paredes de concreto com um mero Clio surpreende o chefe de polícia. Algum tempo depois, o mesmo chefe o convoca da prisão para ajudar a polícia, fazendo adaptações nas viaturas para que elas possam fazer frente aos carros tunados usados pelo narcotráfico. ⭐⭐⭐⭐ Leia a crítica completa no site, no link da bio. #BalaPerdida LostBullet #Netflix #Filme #streaming #tv

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Apesar de o protagonista geralmente lutar desesperadamente e com isso acabar vencendo seus oponentes, em alguns momentos, pode-se ficar na mente do expectador uma questão relacionada à origem dessas habilidades e de todo esse vigor em combate de um indivíduo comum que apesar de ser um excelente mecânico e piloto, pelo menos pelo que é mostrado na tela, nunca possuiu treinamento militar ou de combate.

Porém, ignorando esses detalhes e alguns outros, especialmente quando analisamos a resistência quase sobrenatural do protagonista (as vezes, ele parece ter sido tirado de um filme da Marvel, especificamente dos filmes do Capitão América). Fora isso, o enredo, apesar de simples, é muito bem acertado no que se propõe e ainda promove alguns relacionamentos acerca da violência policial por meio de símbolos narrativos, que são muito bem empregados pela direção de arte.

O elenco se mostra bastante harmônico e apesar de a história não demandar nenhum grande esforço dramático, exige de alguns atores preparação física para as coreografias de luta, algo que precisa ser elogiado na performance de Lenoir. Outros elementos que merecem atenção é o arco do vilão, que vai contra os finais genéricos de vilões, bem como a propaganda que beira a forçação de barra para os veículos da Renault e outras marcas francesas.

Com um história simples, mas muito bem executada e com tensão e ação eletrizantes, Bala Perdida se mostra como uma ótima alterativa francesa para os amantes de filmes de ação acostumados a acompanhar os lançamentos hollywoodianos.

BALA PERDIDA | BALLE PERDUE
4

RESUMO

Ação bem construída e enredo envolvente dão o tom em Bala Perdida, longa francês de ação do diretor Guillaume Pierret.

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Jeziel Bueno

Cineasta independente e amante de filmes e séries. Nutre uma intensa paixão pela habilidade que só o ser humano tem de transmitir os aspectos de sua alma por meio da Arte...