Stanley Kubrick | Conheça a cinematografia do diretor

Em 26 de julho de 1928, nascia, em Nova York, um dos maiores cineastas dos EUA, Stanley Kubrick. De acordo com várias associações estrangeiras de cinema, Stanley tem uma cinematografia impressionante. Essa pode não ter rendido muitos prêmios ao diretor ou elogios da crítica na época em que seus filmes eram lançados, mas, certamente, ficou marcada na história do cinema.

O cineasta não era um aluno muito bom na escola, mas sempre demonstrou muito interesse por assuntos como literatura, cinema e fotografia. À princípio, Stanley trabalhava como fotógrafo na revista de entretenimento, Look. Através desse link, você poderá conferir alguns trabalhos do diretor.

Um tempo depois, Stanley Kubrick chegava aos cinemas. No final da década de 40, ele começou a produzir trabalhos cinematográficos com orçamentos bem pequenos. E logo em 1951, ele apresentou dois documentários em curta-metragem, Day of The Fight e Flying Padre. O primeiro, que tem 12 minutos de duração, conta a história de um boxeador, chamado Walter Cartier, no dia de uma grande luta. Enquanto que o segundo, que tem apenas 9 minutos, acompanha durante dois dias a vida do Reverendo Fred Stadtmueller, no Novo México.

O Início da Carreira

Mas é em 1953, que Kubrick lança o seu primeiro longa-metragem. Em Medo e Desejo, quatro soldados caem atrás das linhas inimigas depois de sofrerem um acidente de avião. A partir disso, eles são expostos a situações que podem, inclusive, levá-los à loucura. Distribuído pela RKO Radio Pictures (1928-1959) e com roteiro de Howard Sackler, a produção custou 20.000 dólares e boa parte do dinheiro veio do tio de Stanley, que era dono de uma farmácia. Por mais que o trabalho tenha sido bem recebido, o diretor não gostou muito dele. Considerava-o amador e lutou para que ele não fosse exibido. Porém, falhou nessa.

No mesmo ano, foi lançado seu terceiro documentário em curta-metragem, The Seafarers, feito para a União Internacional dos Marítimos. A produção foi lançada em DVD no ano de 2007 com uma entrevista com a filha de Kubrick, Vivian.

Em seguida, com apenas 26 anos, Stanley Kubrick dirigiu, produziu e roteirizou A Morte Passou por Perto (1955). O longa contava a história de um boxeador, chamado, Davey Gordon, que se apaixona pela dançarina de salão, Gloria Price. A fim de darem início ao romance, ela termina seu relacionamento com o chefe do crime, Vincent Rapallo. Com isso, Vincent envia capangas para matarem o boxeador, porém acabam assassinando a pessoa errada. A partir desse filme, Kubrick começa a se destacar no mundo do cinema. Inclusive, ele ganhou seu primeiro prêmio como Melhor Diretor no Festival Internacional de Cinema de Locarno por esse trabalho em 1959.

Logo depois, também em 1959, foi lançado O Grande Golpe. Nesse, é apresentado o ex-presidiário, Johnny Clay, que reúne um grupo para colocar o seu grande plano em ação: roubar 2 milhões de dólares. Depois desse trabalho, Kubrick passou a lançar os seus maiores sucessos.

A Virada na Carreira de Stanley Kubrick

Antes de mais nada, as produções do cineasta até aqui não ganhavam um amplo lançamento. Eram bem exclusivos. Porém, em 1957 veio o seu primeiro grande sucesso.

Glória Feita de Sangue, estrelado por Kirk Douglas (que faleceu recentemente aos 103 anos), se passa durante a Primeira Guerra Mundial (1914 a 1919). Paul Mireau, general francês, ordena uma missão fracassada contra as tropas alemães. A fim de não ter a imagem prejudicada, ele responsabiliza três soldados inocentes, que, consequentemente, acabam sendo condenados à morte.

Por mais que seja um filme de guerra, Kubrick inova por, diferente de várias produções hollywoodianas, fazer um discurso contrário à guerra. Tal como o seu primeiro longa, o diretor volta a trabalhar com os efeitos que a guerra causa nos homens. Além disso, ele começa a apresentar alguns de seus recursos técnicos mais impressionantes. O trabalho cuidadoso e detalhista com a mise-en-scène, o uso da câmera nas cenas das batalhas, a trilha sonora, a sensação de espaço apertado nas trincheiras etc.

Mesmo assim, o filme teve problemas no período chamado de pré-produção e após a sua estreia. Sobre o primeiro caso, Kirk Douglas gostou tanto da visão de Kubrick que ajudou a dar sequência ao projeto depois que esse foi rejeitado por alguns estúdios. Até que a United Artists decidiu distribuir o filme. Por outro lado, a produção foi censurada na Europa. Os casos mais emblemáticos foram na França, onde o longa só foi lançado em 1975, devido à representação das tropas francesas; na Alemanha, Glória Feita de Sangue foi retirado do Festival de Berlim; também foi banido na Espanha, que era governado pelo General Francisco Franco de extrema-direita; entre outros.

A Década de 60 na Carreira do Cineasta

Na década de 60, Kubrick lança alguns de seus principais filmes. Começando por Spartacus (1960)! O longa também estrelado por Kirk Douglas conta a história de um escravo do Império Romano, que é condenado à morte. Porém, um negociante (Laurence Olivier) decide comprá-lo e treiná-lo para que se torne um grande gladiador. Spartacus era, até então, o filme de maior orçamento de Kubrick (US$ 12 milhões) e arrecadou US$ 60 milhões em bilheteria. Uma curiosidade muito interessante acerca da produção é a de que Stanley não estava cotado para ser diretor inicialmente; Anthony Mann assumiria tal função. No entanto, desentendimentos entre ele e os produtores levaram à mudança.

Além disso, o longa venceu o Globo de Ouro (Melhor Filme – Drama) e foi indicado a outras 5 categorias – Melhor Ator – Drama (Laurence Olivier), Melhor Ator Coadjuvante (Peter Ustinov e Woody Strode), Melhor Diretor e Melhor Trilha Sonora. Foi também a primeira vez que um filme do Kubrick chegou ao Oscar. Esse saiu com quatro vitórias – Melhor Ator Coadjuvante (Peter Ustinov), Melhor Direção de Arte Colorida, Melhor Fotografia Colorida e Melhor Figurino Colorido -, sendo também indicado a outras duas categorias: Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora de Drama ou Comédia.

Lolita

Logo depois, em 1962, estreava nos cinemas Lolita, um filme que dividiu os críticos na época. Adaptado do romance de mesmo título, escrito por Vladimir Nabokov (que também escreveu o roteiro), o longa chegou a ser censurado pela Motion Picture Association of America (MPAA). A história apresentava Humbert (James Mason), um professor que aluga um quarto na casa da viúva Charlotte Haze (Shelley Winters). Com o passar do tempo, ele começa a tornar-se obcecado pela filha de Charlotte, “Lolita” (Sue Lyon). Muito da polêmica veio justamente do suposto relacionamento entre Humbert e “Lolita”, que na época tinha 14 anos de idade. Os críticos também tiveram um pouco de dificuldade em entender o tom e de se adequar ao ritmo do filme.

Por outro lado, o longa foi indicado à Melhor Roteiro Adaptado no Oscar. Enquanto que no Globo de Ouro foi um sucesso, sendo indicado a 5 categorias: Melhor Diretor, Melhor Ator de Filme Drama (James Mason), Melhor Ator Coadjuvante (Peter Sellers), Melhor Atriz Coadjuvante (Shelley Winters), e Novato Mais Promissor – Feminino (Sue Lyon), na qual saiu vencedora.

Dr. Fantástico

Uma vez que o ator Peter Sellers já foi citado, é possível falar sobre o seguinte longa de Kubrick, Dr. Fantástico (1964). O filme é uma grande sátira política ao período que se convencionou chamar de “Guerra Fria”, no contexto de uma possível guerra nuclear entre EUA e URSS. Peter, que ficou muito conhecido pelos filmes da Pantera Cor de Rosa, interpretou 3 personagens diferentes em Dr. Fantástico (Capitão Lionel Mandrake, Presidente Merkin Muffley e o ex-nazista Dr. Strangelove). Ademais, o longa conta com várias cenas improvisadas, ou seja, que não estavam no roteiro. Era uma produção tão ousada que Kubrick tinha o plano de encerrar o filme com uma grande guerra de comida entre os estadunidenses e os russos. Porém, ele não gostou muito do resultado e não usou a cena. Essa foi exibida apenas em 1999, depois da morte do diretor.

Enfim, Dr. Fantástico é um sucesso até hoje e considerado por muitos como um dos melhores filmes da história do cinema dos EUA. Por causa desse trabalho, Stanley Kubrick recebeu a sua primeira indicação ao Oscar na categoria Melhor Diretor. O longa também recebeu outras três indicações: Melhor Filme, Melhor Ator (Peter Sellers) e Melhor Roteiro Adaptado.

2001 – Uma Odisseia no Espaço: A Grande Obra de Stanley Kubrick

“Um drama épico de aventura e exploração” é a frase presente no cartaz de 2001: Uma Odisseia no Espaço. Essa complexa obra cinematográfica é talvez a mais ambiciosa na carreira de Stanley Kubrick. Sinceramente, aqui ele mostrou que seria capaz de fazer qualquer coisa.

Em 1968, quando o filme foi lançado, aconteceu algo que já era bastante comum com os filmes do cineasta. A crítica se dividiu. A história complexa e, até mesmo, incompreensível fez com que a obra não fosse reconhecida na época. Porém, foi exatamente isso que fez com que ela sobrevivesse por tanto tempo. O filme até hoje gera discussões.

Kubrick escreveu o roteiro ao lado de Arthur C. Clarke e, simultaneamente, escreveram um livro de mesmo nome, que foi publicado após a estreia do filme. Reza a lenda que Arthur disse a seguinte frase no dia do lançamento: “Se você entender 2001, então nós falhamos completamente.” É um espetáculo visual e sensorial. O público tem acesso a pouquíssimos diálogos, a diversas temáticas (como a evolução do homem, a invenção de tecnologias cada vez mais avançadas e a questão da inteligência artificial), a excelentes recursos técnicos, a uma trilha sonora grandiosa e a uma experiência narrativa pouco usual no cinema estadunidense até então. Certamente também contou com um orçamento maior do que Kubrick estava acostumado (US$ 12 milhões). Ainda mais, arrecadou US$ 68.7 milhões em bilheteria.

2001 até hoje é lembrado por muitos e influenciou uma série de outros cineastas como Steven Spielberg e Ridley Scott. É um filme constantemente reexibido em sessões especiais de cinema ou em festivais e é rotulado por muitos como um dos maiores já produzidos. Desse modo, o longa recebeu quatro indicações ao Oscar: Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original (apesar de ser adaptado de um conto escrito pelo próprio Arthur), Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Visuais, na qual saiu vencedora merecidamente. Por mais que Kubrick tenha saído com a sua primeira e única estatueta dourada, muitos ainda criticam a ausência na categoria Melhor Filme naquele ano.

Possível Envolvimento com a Chegada do Homem à Lua

2001 foi uma produção tão influente que uma teoria da conspiração começou a se espalhar na época e muita gente acredita nela até hoje. Como no ano seguinte (1969), Neil Armstrong tornou-se o primeiro homem a pisar na Lua, muitos apontavam que o próprio Kubrick teria auxiliado o governo norte-americano, dirigindo esse evento. Portanto, esse episódio não passaria de uma mentira.

Todas as cenas do Apollo 11 aterrissando e de Neil caminhando pela primeira vez em território lunar teriam sido realizadas pelo diretor. Muitos usam como argumentos as reuniões que o cineasta teria tido com cientistas aeroespaciais. Porém, ele só estava fazendo uma pesquisa para 2001.

De acordo com Vivian Kubrick, isso não passa de um boato e em 2016 ela decidiu colocar um fim na discussão.

Outro Clássico na Lista: Laranja Mecânica

Imediatamente após a estreia de 2001, Stanley Kubrick preparou uma produção sobre Napoleão Bonaparte. Dessa forma, a ideia do filme era retratar a vida do líder francês desde seu nascimento até o seu exílio na Ilha de Santa Helena. De acordo com o site Isto É, o diretor pesquisou durante um bom tempo tudo que havia sido escrito em inglês sobre Napoleão. Mas a estimativa do orçamento (cerca de US$ 100 milhões) fez com que os estúdios obrigassem Kubrick a deixar o trabalho de lado. Ele planejava montar grandes cenários, batalhas enormes e utilizar milhares de figurantes nas cenas, num filme que teria mais de 3 horas de duração.

Uma vez que o filme sobre Napoleão não saiu do papel, Kubrick resolveu trabalhar na adaptação de um livro de Anthony Burgess. Laranja Mecânica  (1971) é mais um filme que entra para a lista de clássicos do diretor. Por outro lado, não foi diferente em relação à crítica. Mais uma vez ela se dividiu. Uns enalteceram a história sobre Alex DeLarge (Malcolm McDowell), que comete atos extremamente violentos ao lado de sua gangue, numa Londres distópica. Outros criticaram o excesso de violência no filme.

Através do roteiro escrito pelo próprio Kubrick, ele conseguiu trabalhar temas políticos/sociais, a questão da moralidade, da delinquência juvenil, da busca por tratamentos psiquiátricos, a violência e o autoritarismo, entre outros. Assim, o filme recebeu 4 indicações ao Oscar (Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição), mas não ganhou em nenhum desses. Além disso, também foi lembrado em premiações como o Globo de Ouro e o Bafta.

Leia: Laranja Mecânica: um método fascista

Barry Lyndon: Uma Obra Não Reconhecida

Em 1975, Stanley Kubrick lança Barry Lyndon, baseado no livro As Memórias de Barry Lyndon, de William Makepeace Thackeray. O filme se passa no século XVIII, quando o irlandês Redmond Barry, após cometer um crime, é obrigado a deixar a sua cidade. Logo depois, ele ingressa no Exército Britânico com o objetivo de fazer parte da elite europeia.

O que o diretor faz na verdade nesta produção é uma grande análise sobre um personagem, dividida em duas partes, que consegue ter uma ascensão social, mas, na sequência, entra em declínio. Essa história rendeu sete indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, e quatro vitórias – Melhor Design de Produção, Melhor Figurino, Melhor Cinematografia e Melhor Trilha Sonora Original. Ademais, Kubrick recebeu o Bafta de Melhor Diretor por esse filme.

As Confusões nos Bastidores de O Iluminado

Após Barry Lyndon, em 1980, Kubrick lança o famoso O Iluminado. A adaptação para os cinemas do romance de mesmo nome de Stephen King contou com as atuações de Jack Nicholson e Shelley Duvall.

Essa provavelmente foi uma das produções mais problemáticas na carreira do diretor. Começando pelas discussões entre Kubrick e King. O autor do livro teria escrito um roteiro para o filme. No entanto, o polêmico cineasta chamou o texto de “fraco” e optou por trabalhar com Diane Johnson. Inclusive, no documentário O Labirinto de Kubrick (2012), que faz uma análise dessa adaptação, há uma discussão sobre supostas “indiretas” que Kubrick teria mandado para King ao longo do filme.

Além disso, a relação entre o diretor e o elenco não era das melhores. Jack Nicholson vivia reclamando sobre as constantes mudanças que o roteiro sofria. Shelley Duvall sofria uma forte pressão psicológica por parte de Kubrick. Ele dizia à atriz que ela não sabia atuar e gritava com ela nos bastidores. De acordo com a própria Shelley, ela teve problemas de saúde por causa do estresse diário durante as gravações. No que diz respeito a isso, é importante lembrar a cena de discussão entre Wendy e Jack, que Kubrick fez questão de realizar 127 tomadas. Ainda mais tinha o jovem ator Dan Llyod, que interpretou Danny. Segundo ele, Kubrick, na época, lhe contou que aquilo tudo se tratava de um filme de drama e não de terror.

O filme também não foi muito bem recebido pela crítica. Inclusive, ele recebeu duas indicações ao Framboesa de Ouro – Pior Diretor e Pior Atriz (Shelley). Não que seja uma premiação séria. Porém, com o passar do tempo, ele passou a ser bem aceito e acumulou uma legião de fãs. “All work and no play makes Jack a dull boy.”

Em 2019, O Iluminado ganhou uma sequência chamada Doutor Sono. Ela foi dirigida por Mike Flanagan e estrelada por Ewan McGregor Rebecca Ferguson.

Artigo | ‘O Iluminado’ o clássico de Stanley Kubrick por uma via psicológica

A Carreira de Stanley Kubrick Chegando ao Fim

O grande cineasta trabalhou em mais duas obras cinematográficas após O Iluminado. A primeira foi Nascido para Matar, lançado em 1987. Kubrick estava retornando à questão dos efeitos que a guerra causa no homem. Nesse caso, a Guerra do Vietnã. Muitos colocam esse longa, ao lado de Platoon Apocalypse Now, como um dos maiores filmes da década de 80.

Em 1997, ele foi homenageado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza pelos seus trabalhos.

No entanto, seu último filme só foi lançado em 1999. O suspense De Olhos Bem Fechados foi estrelado por Tom Cruise e Nicole Kidman. As gravações contaram com atrasos, por causa das insistências por parte do diretor em repetir as tomadas e reescrever cenas do roteiro. Do mesmo modo, o período de pós-produção também foi longo.

Kubrick apresentou o seu corte final ao estúdio da Warner Bros. no dia 02 de março de 1999. Apenas cinco dias depois ele sofreu um infarto enquanto dormia e faleceu.

Artigo | ‘De Olhos Bem Fechados’: uma aventura erótica na busca pelo desejo (análise)

Igualmente, o diretor não pode seguir em frente com um projeto no qual ele estava envolvido. No entanto esse acabou caindo nas mãos de Spielberg. Tratava-se do filme A.I.: Inteligência Artificial, lançado em 2001.

Enfim, ficou marcado na história um cineasta com uma extensa carreira e que não abria mão de suas convicções para realizar os seus filmes. Seus projetos podem não ter sido tão reconhecidos quanto deveriam na época de seus respectivos lançamentos, mas até hoje influenciam uma nova geração.

Vale lembrar que está para ser lançado um documentário sobre a carreira do diretor, chamado Kubrick by Kubrick. Veja mais aqui!

 

 

 

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Depois que descobriu "The Truman Show" e "Lost", passou a viver de filmes e séries. Também é muito fã dos filmes do Spielberg. Tenta assistir de tudo para poder debater com outras pessoas.