Meu Nome é Bagdá | Filme brasileiro é premiado no Festival de Berlim

No final do mês passado, foi realizado o tradicional Festival de Berlim 2020. Muitos filmes foram premiados como o iraniano There Is No Evil, de Mohammad Rasoulof, que levou o Urso de Ouro, o sul coreano The Woman Who Ran, de Sang-soo Hong, que ficou com o Urso de Prata de Melhor Direção, entre outros.Meu Nome é Bagdá

Foram 19 filmes brasileiros selecionados para o Festival. Mas teve um que chamou a atenção de todos que estavam em Berlim acompanhando o evento. Trata-se do longa Meu Nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza, que recebeu o Prêmio do Júri de Melhor Filme na Mostra Generation 14Plus, dedicada ao público infanto-juvenil. Nessa mesma mostra, outros filmes brasileiros foram apresentados, como Alice Júnior, de Gil Baroni. Confira a ficha técnica do longa aqui.

A sinopse oficial do filme, escrito por Caru e Josefina Trotta, diz: “Bagdá (Grace Orsato) é uma skatista de 17 anos, que vive na Freguesia do Ó, um bairro da periferia da cidade de São Paulo. Bagdá anda de skate com um grupo de meninos skatistas do bairro e passa boa parte de seu tempo com sua família e as amigas de sua mãe. Juntas elas formam um grupo de mulheres pouco convencionais. Quando Bagdá finalmente encontra um grupo de meninas skatistas, sua vida muda.”

“Uma impressionante peça de liberdade, cheia de maravilhosas amizades, música, movimento e solidariedade. Era impossível não ficar impressionado com a protagonista, com as pessoas ao seu redor e era também impossível esquecer o clímax glorioso e poderoso deste filme. Isso é prova de que a vida pode não fazer milagres por nós, mas podemos superar todos os obstáculos se seguirmos nossa paixão”, anunciou o júri na entrega do prêmio. Também foi revelado que a escolha do longa foi unânime.

Para a diretora, Meu Nome é Bagdá é “sobre solidariedade entre mulheres e sobre as dificuldades que elas enfrentam no dia a dia.”

Meu Nomes é Bagdá (2020)

É importante divulgar os filmes brasileiros que ganham destaque internacionalmente – ainda mais nesse caso do Festival de Berlim, um dos maiores do mundo no que diz respeito ao cinema – porque mantém vivo o válido debate acerca do Cinema Brasileiro. É um momento extremamente complicado para este setor, que sofre um verdadeiro desmonte por parte do Governo Federal. A atenção que produções como a da diretora Caru Alves de Souza recebe, mostra que o audiovisual brasileiro é valioso e muito maior do que um Presidente e um grupo de Ministros incompetentes que reproduzem o absurdo que “no Brasil só se faz filme ruim”.

Meu Nome é Bagdá tem previsão para estrear aqui no segundo semestre desse ano.

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Paulo Victor Costa

Depois que descobriu "The Truman Show" e "Lost", passou a viver de filmes e séries. Também é muito fã dos filmes do Spielberg. Tenta assistir de tudo para poder debater com outras pessoas.