Crítica | Nostálgico, ‘Bad Boys Para Sempre’ entrega um filme repleto de ação e aventura

O terceiro capítulo da saga Bad Boys, iniciada pelo diretor Michael Bay em 1995 (Os Bad Boys), e que ganhou uma continuação em 2003 (Bad Boys II), chega aos cinemas brasileiros hoje (30). Com Will Smith e Martin Lawrence nos papéis principais, o longa, intitulado Bad Boys Para Sempre, resgata a memória do público ao entregar uma história repleta de ação e aventura. Com direção dos belgas Bilall Fallah e Adil El Arbi, o filme ainda conta com Vanessa Hudgens (High School Musical), Alexander Ludwig (Vikings), Joe Pantoliano (Matrix), e Charles Melton (Riverdale) no elenco.

Apesar de Hollywood estar atravessando uma fase em que remakes e franquias se sobrepõem à originalidade, onde muitas sequências se baseiam apenas na nostalgia do espectador e não se preocupam em entregar um produto de qualidade, os Bad Boys não sofrem com esse problema. Mantendo a essência da dupla, a produção construiu uma narrativa linear que mistura suspense policial e comédia em uma conhecida fórmula de sucesso.

As habilidades de Mike Lowrey (Smith) e Marcus Burnett (Lawrence), assim como a amizade dos dois agentes, são testadas quando eles se unem mais uma vez para derrubar o perigoso líder de um cartel de drogas em Miami, conhecido como Armando Armas (Jacob Scipio). A trama complica ainda mais quando Armas planeja um atentado contra Mike Lowrey, fazendo com que a luta contra o crime, dessa vez, tenha uma motivação ainda mais pessoal.

Bad boys, bad boys

Whatcha gonna do, whatcha gonna do

When they come for you

Mike (Will Smith) e Marcus (Martin Lawrence) nas ruas de Miami em “Bad Boys Para Sempre” (Sony Pictures)

Para aqueles que assistiam incontáveis vezes aos filmes, sempre cantando a música tema no volume máximo, voltar ao cinema será ainda mais prazeroso. Apesar de não ter mais Michael Bay, conhecido pela franquia Transformers, à frente do projeto, a experiência não é prejudicada. Com perseguições alucinantes pelas ruas de Miami e ótimas cenas de luta, o legado do diretor é honrado. A história é bastante dinâmica, possui um texto rápido que faz com que o público seja cativado a todo o momento pelo misto de adrenalina e humor.

O maior desafio de Bad Boys Para Sempre, que foi concluído com sucesso, era apresentar versões mais velhas e experientes de Mike e Marcus, onde os dias agitados de agentes da lei ficaram para trás. A necessidade de cuidar da família e aproveitar a aposentadoria versus a vontade de continuar em ação é, talvez, o maior vilão do longa, gerando o principal embate entre os dois protagonistas. Will Smith e Martin Lawrence entregam boas atuações, tanto em cenas cômicas quanto dramáticas, constatando que os dois são, literalmente, a alma da trilogia.

Apesar da divergência entre os agentes, o verdadeiro antagonista é Armando Armas. Em um desempenho morno, Jacob Scipio entrega um personagem genérico, pouco carismático e com uma motivação não muito convincente, o que talvez seja mais culpa do roteiro do que de suas habilidades profissionais. A mexicana Kate del Castillo, que interpreta a mãe de Armas, também não se destaca muito. Sua participação é bastante estereotipada e não contribui muito para o desenvolvimento da trama.

É difícil saber se a Sony Pictures desenvolverá mais uma continuação para a franquia. Porém, é sempre muito bom ver os Bad Boys em ação. Com uma boa fusão dos principais elementos que regem suas aparições, o mais novo capítulo Bad Boys Para Sempre é um prato cheio para os fãs que acompanham a dupla nos cinemas.

BAD BOYS PARA SEMPRE | BAD BOYS FOR LIFE
3.5

RESUMO:

Bad Boys Para Sempre honra o legado dos filmes anteriores e se apoia na carismática dupla de protagonistas para entregar um novo capítulo com ação, humor e aventura.

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Carioca e Jornalista graduado. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.