Confira aqui todos os filmes brasileiros indicados ao Oscar até hoje

Muitos esperavam a indicação de Bacurau, de Kleber Mendonça Filho Juliano Dornelles, ao Oscar 2021 mesmo que isso não pudesse acontecer na categoria Melhor Filme Internacional. No entanto, isso acabou não acontecendo. Na verdade, era uma possibilidade muito pequena, até por uma questão de falta de campanha em cima da produção.

Confira a lista de indicados ao Oscar 2021.

No entanto, o Brasil tem uma história na premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Confira abaixo todos os filmes brasileiros indicados ao Oscar:

Veja aqui todos os filmes brasileiros que disputaram uma vaga no Oscar 2020.

PRODUÇÕES BRASILEIRAS

A primeira indicação de uma produção totalmente brasileira ao Oscar foi em 1963 com o filme O Pagador de Promessas (Melhor Filme Estrangeiro). Dirigido por Anselmo Duarte, o longa conta a história de um homem humilde, chamado Zé do Burro (Leonardo Villar), que tenta entrar numa igreja, carregando uma cruz enorme, para cumprir uma promessa. No entanto, o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1962 acabou perdendo a estatueta dourada para o filme Sempre aos Domingos (França).

O Brasil só voltaria a ser indicado ao Oscar em 1996 com O Quatrilho, de Fábio Barreto, também na categoria Melhor Filme Estrangeiro. O longa, que conta com Gloria Pires e Patricia Pillar em seu elenco, acabou perdendo para o holandês A Excêntrica Família de Antônia.

O irmão de Fábio, Bruno Barreto, levou ao Oscar de 1998 o longa O Que É Isso, Companheiro?, na mesma categoria que os anteriores. Esse conta a história do sequestro do Embaixador estadunidense, Charles Burke Elbrick (Alan Arkin). Também estão no elenco Fernanda Torres, Pedro Cardoso, Luís Fernando Guimarães, entre outros. Nesse ano, mais uma vitória para a Holanda com o filme Caráter.

Uma História de Futebol, de Paulo Machline, foi a primeira produção totalmente brasileira a ser indicada à categoria Melhor Curta-Metragem em Live Action. O filme de apenas 21 minutos perdeu para o curta mexicano Quiero Ser.

Cidade de Deus (foto), de Fernando Meirelles, foi o auge. O filme recebeu 4 indicações – Melhor Direção, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Fotografia -, algo inédito até então. Infelizmente não ganhou nenhum Oscar. O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei chegou forte naquele ano.

A última produção brasileira indicada ao Oscar foi O Menino e o Mundo, de Alê Abreu (Melhor Animação), em 2016. O filme conta a história de uma criança, chamada Cuca, que deixa a aldeia onde vive e parte para a cidade grande a procura de seu pai. Nessa jornada o personagem faz grandes descobertas e encara uma difícil realidade. O vencedor do prêmio foi Divertidamente, da Pixar.

O Menino e o Mundo, de Alê Abreu

O caso mais recente foi do documentário Democracia em Vertigem, dirigido por Petra Costa e distribuído pela Netflix. O longa apresenta o processo de Impeachment da ex-Presidenta Dilma Rousseff e todos os eventos que ocorreram na sequência, que culminaram no governo do vice Michel Temer e na vitória do representante da extrema-direita e atual Presidente Jair Bolsonaro (e derrota de 99% da população brasileira).

Ele foi indicado a Melhor Documentário em 2020, porém perdeu para o filme Indústria Americana, também distribuído pelo serviço de streaming.

Democracia em Vertigem foi a última produção brasileira indicada ao Oscar.
Democracia em Vertigem (2019) – Netflix

Leia a nossa crítica de Democracia em Vertigem

COPRODUÇÕES BRASILEIRAS

Em 1960, o Brasil, ao lado da França e da Itália, ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por Orfeu Negro, de Marcel Camus. No entanto, o representante e, portanto quem levou a estatueta para casa, foi a França.

Em 1979, a produção Raoni, compartilhada entre Brasil, França e Bélgica, foi indicada à Melhor Documentário. Dirigido por Jean-Pierre Dutilleux e Luiz Carlos Saldanha, o filme narra o dia a dia de tribos indígenas que vivem no Parque Nacional do Xingu, no Mato Grosso. O grande vencedor nesse ano foi o documentário Scared Straight!, de Arnold Shapiro.

No ano de 1986, chegou ao Oscar um dos maiores filmes de Hector Babenco, O Beijo da Mulher-Aranha. O longa, que é uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos, recebeu 4 indicações à premiação – Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Ator (William Hurt), na qual saiu vencedor.

E, finalmente, chegou a vez do grande injustiçado Central do Brasil, de Walter Salles. O filme, resultado de uma parceria entre o Brasil e a França, recebeu 2 indicações ao Oscar: Melhor Filme Estrangeiro (representando o Brasil) e Melhor Atriz (Fernanda Montenegro). Agora reparem quais foram os vencedores nas respectivas categorias e tirem as suas próprias conclusões: A Vida é Bela (Itália) e Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado).

Diários de Motocicleta, também dirigido por Walter Salles, teve duas indicações em 2005 – Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original (“Al Otro Lado del Río”), na qual saiu vencedor. O filme é uma produção entre Brasil, Argentina, Chile, Peru, Reino Unido, Alemanha, França e EUA.

Lixo Extraordinário, de Lucy Walker e João Jardim, foi indicado à Melhor Documentário em 2011. Porém, a produção entre Brasil e Reino Unido perdeu para o filme Trabalho Interno. E em 2015, outro indicado na mesma categoria, O Sal da Terra, uma coprodução entre Brasil, França e Itália. O documentário dirigido por Juliano Salgado e Wim Wenders perdeu para Citizenfour, que fala sobre Edward Snowden.

Central do Brasil, de Walter Salles

A cerimônia do Oscar 2021 será realizada no dia 25 de abril.

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Depois que descobriu "The Truman Show" e "Lost", passou a viver de filmes e séries. Também é muito fã dos filmes do Spielberg. Tenta assistir de tudo para poder debater com outras pessoas.