Crítica | Titãs: 2ª temporada expande o universo de forma divertida, mas com alguns escorregões

Se na primeira temporada de Titãs, o roteiro apresentava alguns problemas de ritmo e diálogos vergonhosos, na segunda temporada, temos uma significativa melhora nesses quesitos, mas a série escorrega em outros. O último episódio da primeira temporada finaliza em um gancho que prometia um épico embate, contudo, isso não chega de fato a acontecer, se concretizando logo no primeiro episódio da segunda temporada.

A partir daí, esperava-se agora que os Titãs, após sofrer tanto para se consolidar como uma equipe, fossem lutar lado a lado, especialmente agora que possuem um QG e treinam como time. Porém, isso infelizmente não acontece, pois tão logo eles se juntam, já se separam novamente. O foco da trama fica à encargo dos conflitos do líder do grupo, Dick Grayson (Brenton Thwaites) e suas inseguranças sobre liderá-los.

Ao invés de investir melhor no desenvolvimento individual de cada personagem e nas características deles como uma equipe de heróis, a série aposta na expansão do universo DC na TV, o que não necessariamente se trata de algo ruim, mas que de certa forma, coloca a carroça na frente dos bois. Talvez fosse interessante se essa expansão tivesse sido desenvolvida mais pra frente, após dar mais rodagem ao grupo propriamente dito. Com tantas subtramas, fica difícil enxergar os Titãs como um time de heróis.

Dessa forma, apesar de entregar origens interessantes para os novos heróis, especialmente no que se refere ao Superboy (Joshua Orpin) e ao vilão Exterminador (interpretado de forma excelente por Esai Morales), o todo fica meio confuso, com cenas que tentam juntar os personagens de forma no mínimo forçada.

Brenton Thwaites em “Titãs” – 2ª temporada

O roteiro acerta ao formar duplas para sub-arcos durante o enredo, como por exemplo Jason Todd (Curran Walters) e a filha do Exterminador, o Superboy e Mutano (Ryan Potter), e Kory (Anna Diop) e Donna Troy (Conor Leslie). É interessante também acompanhar os embates filosóficos entre Grayson e Bruce Wayne (Iain Glen).

O episódio final entrega conflitos interessantes, especialmente o desenvolvimento de Dick Grayson, mas peca e em algumas coisas, especialmente ao se considerar o que acontece com Donna Troy (um final no mínimo questionável para a personagem).

Titãs se enrosca em algumas coisas, mas se prova como uma excelente série de herói, com cenas de ação empolgantes e muitos fã services.

TITÃS
3

RESUMO:

Apesar de explorar muitas subtramas, que prejudicam o ritmo da segunda temporada, Titãs continua sendo uma boa série de super-heróis, com direito a muito fã service para os amantes da DC Comics.

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Jeziel Bueno

Cineasta independente e amante de filmes e séries. Nutre uma intensa paixão pela habilidade que só o ser humano tem de transmitir os aspectos de sua alma por meio da Arte...