Crítica | ‘Esquadrão 6’ entrega muitas explosões em um típico filme de Michael Bay

Michael Bay consolidou uma carreira de diretor de blockbusters de ação repletos de explosões, porém, aquilo que tanto agradava aos fãs, ao longo do tempo começou a dividir opiniões. De quê adianta cenas de ação eletrizantes, se o expectador não se importa com os personagens?

Dessa forma, muitos foram os acertos e os escorregões desse realizador. Agora, em parceria com a Netflix, chega Esquadrão 6, porém, essa não necessariamente vai ser uma das obras primas de Bay.

No longa, após forjar a própria morte, um bilionário monta uma equipe de profissionais internacionais para a ousada e sanguinária missão de derrubar um ditador cruel.

Filmado com a câmera objetiva característica do diretor, o filme até que começa interessante, já colocando os personagens principais em uma situação de grande perigo de forma rápida e eletrizante, sem tempo para respirar, tentando desenvolver cada personagem logo nos primeiros diálogos.

A sequência inicial é realmente empolgante e já revela muito sobre os personagens e que tipo de filme o telespectador vai ver. Porém, assim que a poeira baixa, o ritmo começa a cair. Não necessariamente a velocidade em que os eventos vão acontecendo, mas sim, na energia geral da história.

Esquadrão 6 (2019) – Netflix

No desenvolvimento do segundo ato, momento este em que não havia razão para os novos personagens serem introduzidos de forma abrupta, é isso o que acontece. A impressão que dá é que tudo está se desenvolvendo com pressa, nos distanciando dos personagens. O problema é que se o expectador não se importa com os mesmos, as cenas de ação se tornam apenas cenas de ação, sem empatia.

Contudo, nem tudo é perdido no longa. As explosões e coregrafias de luta, bem como situações dinâmicas de vários tipos diferentes de perigos, considerando as manobras de parkour, os tiroteios e até mesmo as situações em que são usados tipos inovadores de tecnologia, são extremamente bem produzidas, com cenas impressionantes e que enchem os olhos.

O humor que o filme trabalha está mais para o humor ácido, com piadas rápidas e algumas físicas, típicas de Ryan Reynolds, que também é responsável por protagonizar o longa.

As atuações estão todas bem executadas, dadas as devidas proporções considerando o roteiro limitado. A direção de fotografia também é bem interessante, com a câmera posicionada nos locais mais inusitados. A escolha das lentes também é bem feita, criando efeitos diferentes, dependendo de cada sensação que cada cena procura proporcionar.

A assinatura da direção de Michael Bay está bem presente, o que não é necessariamente algo totalmente positivo, pois o diretor demonstrou estar realizando uma obra quase que no “piloto automático”.

Esquadrão 6 (2019) – Netflix

Dessa forma, Esquadrão 6 é um entretenimento fácil, com cenas de ação de tirar o fôlego, mas com uma história que mais parece que foi contada às pressas.

ESQUADRÃO 6 | 6 UNDERGORUND
2.5

RESUMO:

Com muitas explosões e cenas de ação, Esquadrão 6 , do diretor Michael Bay, possui um ritmo apressado e se esquece de desenvolver seus personagens.

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Jeziel Bueno

Cineasta independente e amante de filmes e séries. Nutre uma intensa paixão pela habilidade que só o ser humano tem de transmitir os aspectos de sua alma por meio da Arte...