Crítica | ‘Exterminador do Futuro: Destino Sombrio’ mostra a inevitabilidade do que está por vir

Os anos que se passaram não esmaeceram a Sarah Connor de Linda Hamilton nem o Exterminador de Arnold Schwarzenegger

I’ll be back (eu voltarei) disse Arnold Schwarzenegger em Julgamento Final, numa das frases mais conhecidas da franquia O Exterminador do Futuro. E desde então vieram A Rebelião das Máquinas, A Salvação e Gênesis. Mas foi somente em Destino Sombrio, quase 30 anos depois, que ele cumpriu sua promessa.

Trazer de volta personagens antigos que marcaram uma época não é uma estratégia nova no cinema. Já aconteceu antes, com Star Wars e Rambo, por exemplo. E quando feita direito, não tem como dar errado. É coisa que mantém uma identificação forte do público com a história.

No caso de O Exterminador do Futuro, dois desses personagens são marcantes: o Exterminador de Schwarzenegger e a Sarah Connor de Linda Hamilton. O grande trunfo de Destino Sombrio foi trazê-los de volta em seus papéis originais. Com isso, o diretor Tim Miller fez a história retornar à sua essência.

Ignorar os três filmes anteriores da saga foi outra sacada inteligente, já que, sem dúvida, os dois primeiros longas são, de longe, os melhores. Só um detalhe veio de A Salvação, que introduziu na trama os híbridos entre humano e máquina, ou “humanos aprimorados”. Dessa vez, essa super-humana é Grace (Mackenzie Davis) que, junto com Dani (Natalia Reyes), traz o frescor jovem que o filme necessitava, é claro.

Mas não faltam referências aos longas anteriores das décadas de 80 e 90, não só pelos bordões, como também pelas sequências narrativas. Os ambientes industriais e as longas perseguições de carro e de helicóptero, verbi gratia, já viraram marcas da franquia. E o mais interessante é notar que mesmo que a IA esteja sempre um passo a frente no quesito tecnologia, os humanos ainda não foram exterminados, mas tampouco conseguiram exterminar as máquinas, que teimam em dominar o mundo por mais que Connor e seus aliados interfiram no passado. É aquela coisa de inevitabilidade do futuro. Não importa o que façamos, ele sempre vem, de uma forma ou de outra.

Questão interessante também é observar como questões políticas e algumas militâncias são mostradas de forma sutil (algumas mais e outras menos, mas não tão explícitas). Basta reparar, por exemplo, no protagonismo feminino e na eterna briga na fronteira EUA/México.

E é assim, tão bom quanto os filmes que o antecederam, Exterminador do Futuro: Destino Sombrio traz uma pequena mudança no chavão de Schwarzenegger. Mas isso não vou contar, para não perder a graça! Enquanto isso, Hasta la vista, baby.

O EXTERMINADOR DO FUTURO: DESTINO SOMBRIO
4

RESUMO

Com a volta de Arnold Schwarzenegger e Linda Hamiltom em Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, Tim Miller traz de volta o que a franquia tem de melhor.

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Flávia Leão

Cinéfila mineira que ama os filmes desde quando os clássicos da Disney ainda eram em VHS e os seriados desde que Jeffrey Lieber e J.J. Abrams inventaram Lost.