Martin Scorsese diz que filmes da Marvel não são “cinema”

Em entrevista Empire, o aclamado diretor Martin Scorsese disse que os filmes da Marvel “não são cinema” e comparou as produções de super-heróis a parques temáticos.

O cineasta está prestes a lançar um filme original Netflix, O Irlândes, protagonizado pelos grandes Robert De Niro, Al Pacino e Joe Pesci, Questionado sobre a proliferação do gênero de super-heróis e do Universo Cinematográfico da Marvel, Scorsese não ficou em cima do muro e confessou que tentou e não conseguiu gostar dos filmes da Marvel, que ele vê como diversão e não como um drama humano de verdade.

Eu não os vejo. Eu tentei, sabia? Mas isso não é cinema”, disse Scorsese. “Honestamente, o mais próximo que consigo pensar neles, por mais bem feitos que sejam, com os atores fazendo o melhor que podem sob as circunstâncias, são em parques temáticos. Não é o cinema de seres humanos tentando transmitir experiências emocionais e psicológicas a outro ser humano.”

Curiosamente, em 2019, Pantera Negra, um filme da Marvel, foi indicado ao Oscar em sete categorias, incluindo melhor filme. O longa dirigido por Ryan Coogler levou três estatuetas, de melhor figurino, design de produção e trilha sonora. No ano passado, Logan, de James Mangold, concorreu na categoria de melhor roteiro adaptado.

Já a corrida em 2020 promete levar outro filme baseado em um personagem das HQs. Coringa, de Todd Phillips (que se inspirou em clássicos do próprio Scorsese como Taxi Driver, Touro Indomável e O Rei da Comédia) arrebatou críticos e público nos festivais de Veneza e Toronto, e está em cartaz nos cinemas, com destaque para a atuação de Joaquin Phoenix.

E por falar em temporada de premiações, O Irlandês estreou no Festival de Nova York e encantou, com aprovação de 100% no Rotten Tomatoes. O longa de três horas e meia é considerado um dos melhores filmes do diretor nos últimos anos e também chegará forte na corrida do Oscar. A produção chega à Netflix em 27 de dezembro, após uma curta temporada nos cinemas dos EUA.

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Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...