Projeto Gemini | Filme de Ang Lee com Will Smith chegará ao Brasil com tecnologia 3D+; já assistimos a prévia

Na última quinta-feira (5), a Paramount Pictures realizou um evento de divulgação do novo filme do aclamado e conceituado diretor Ang LeeProjeto Gemini

Lee,para contextualizar, é a mente visionária por traz de projetos como As Aventuras de Pi(2012) O Segredo de Brokeback Mountain, por exemplo, e Projeto Gemini possui forças para marcar sua filmografia da mesma forma que os dois projetos citados anteriormente, principalmente se levada em consideração a tecnologia exorbitante que está sendo trazida para as telas.  

Projeto Gemini vêm rodando de mãos em mãos há mais de uma década, esperando que a tecnologia consiga estar avançada o suficiente para comportar as necessidades do roteiro. A história pode até soar simples em primeira vista, consistindo em um assassino veterano ter que enfrentar uma versão mais jovem sua que possui as mesmas características e habilidades. Mas, a grande questão é em como ela é executada, e a tecnologia inserida para criar a versão clonada do personagem principal. 

Esqueça o rejuvenescimento digital, Ang Lee descartou essa possibilidade a partir do momento em que aceitou o projeto. A versão mais jovem de Will Smith é feita inteiramente de forma digital, lembrando bastante a tecnologia que remake de O Rei Leão utilizou recentemente, mas de forma ainda mais impressionante por possuir os mesmos trejeitos que Smithe ainda nos fazer remeter a verdadeira versão mais jovem do ator, que tanto foi vista em Um Maluco no Pedaço, por exemplo. 

Will Smith contracena com sua versão digital em “Projeto Gemini” – Paramount Pictures

Em entrevista exibida durante evento, Lee diz que teve como base diversos projetos antigos de Smith parar criar a versão digital do ator, com o intuito de deixa-la o mais próxima possível da realidade. Afinal, o próprio diretor afirma que devido a tamanha relevância e popularidade do ator, uma parte do público já é familiarizado com a versão jovial de Smith, e chegaria a estranhar caso não fosse parecida à sua aparência antiga.  

Will Smith conta que, mesmo sendo criado inteiramente de forma digital, ainda precisou atuar para compor o personagem. Ele brinca dizendo que o diretor pediu para que ele atuasse de forma não tão satisfatória, pois sua versão mais jovem não possuía a mesma experiência e a mesma qualidade de atuação que ele possui hoje em dia. Sendo assim, o cuidado com o personagem foi enorme, tornando o resultado ainda mais real. 

Além de toda essa tecnologia envolvida, Ang Lee não pareceu satisfeito, e gravou o filme em 120 quadros por segundos, o que é um número bastante alto comparado aos filmes normais, que são gravados em 24 quadros. Utilizando essa tecnologia para rodar o filme, ele faz com que a experiência obtenha uma taxa de realismo absurda, fazendo com que cada detalhe em cena seja perceptível aos olhos. Mas, infelizmente, a versão brasileira de Projeto Gemini será exibida em 60 quadros por segundos, o que já traz uma enorme diferença, mas ainda é abaixo ao que o diretor propôs inicialmente.  

No Brasil, o longa poderá ser encontrado na versão comum, em 24 quadros por segundos, 3D normal, e 3D+, onde será possível conferir o filme em 60 quadros. Projeto Gemini será o primeiro filme exibido dessa forma no país, conseguindo superar a tecnologia utilizada na trilogia O Hobbitque foi exibida em algumas salas à 48 quadros por segundo.  

Ang Lee e Will Smith no set de Projeto Gemini – Paramount Pictures

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Durante o evento, a Paramount Pictures possibilitou a imprensa de conferir 3 cenas completas do filme com a tecnologia 3D+. A primeira delas é uma cena de ação, a qual foi possível notar perfeitamente a qualidade que o 3D+ proporciona a imagem – e, consequentemente, à experiência também -. Nela, vemos as duas versões de Will Smith em meio a um tiroteio e perseguição entre si. A experiência é levada à 5ª potência devida ao realismo exorbitante que a tecnologia oferece, deixando a sequência ainda mais tensa, empolgante, e bem filmada. 

A segunda cena, também de ação, é passada dentro de uma caverna, onde podemos ver um dos primeiros embates das duas versões de SmithMesmo sendo passada em um ambiente escuro, a tecnologia 3D+ não faz com que a cena escureça, fazendo com que todos os detalhes presentes em tela sejam perceptíveis aos olhos. O realismo impressiona, e o embate entre os personagens é bastante interessante, mostrando, mais uma vez, o grande talento que Smith possui. 

Mas, em questão de atuação, a cena mais impactante é a terceira, que deixa a ação de lado para dar espaço ao drama, mostrando uma conversa entre a versão mais jovem do ator, e o vilão do filme. O talento de Smith toma conta da tela, fazendo-nos crer cada vez mais que o personagem não foi criado digitalmente, e sim que o ator está presente em cena em sua versão jovial.  

Ao final dos 18 minutos exibidos de Projeto Geminié possível notar o cuidado que o diretor e a produção tiveram com o projeto. É notável a necessidade de esperar mais de uma década para ser colocado em prática, pois a tecnologia utilizada consegue elevar a qualidade do material, tornando-o único. Mas, por agora, só nos resta esperar para conferir o resultado final por completo. 

Projeto Gemini chega aos cinemas brasileiros no dia 10 de outubro.  

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Gabriel Granja

Jornalista apaixonado pela sétima arte. Acredita que o cinema tem o poder de mudar pensamentos, pessoas e o mundo. Encontra nos filmes e séries um refúgio para o caos da vida cotidiana.