As Golpistas | Jennifer Lopez e Constance Wu definem filme como uma história feminista e empoderadora

Um dos destaques do Festival de Toronto deste ano, As Golpistas (Hustlers) conta a história de um grupo de strippers que se unem para aplicar golpes nos seus clientes de Wall Street.

O filme conta com um grande elenco feminino, com Jennifer Lopez, Constance Wu, Cardi B, Lili Reinhart, Keke Palmer, Julia Stiles, Madeline Brewer e Lizzo e conquistou uma aprovação impressionante da crítica, com 95% no Rotten Tomatoes e 80 no Metacritic.

Em entrevista à Variety, quando perguntada se considerava As Golpistas um filme feminista, Constance Wu respondeu: “Depende de como você define o feminismo, o que eu acho que é apenas igualdade. Uma das razões pelas quais eu acho que é especialmente feminista é porque estamos pegando mulheres que antes foram julgadas e envergonhadas pela sociedade e conhecendo-as como pessoas e não como objetos. Eu acho que esse é o verdadeiro espírito do feminismo é a humanidade. E é isso que o nosso filme vai atrás.” 

Embora admitam ser uma história feminista, Jennifer Lopez vê o longa como “uma história universal sobre vida, ganância, desespero e o que as pessoas fazem”, mas enfatiza que essa é uma história “sobre mulheres”. A publicação aponta, inclusive, que sua atuação está gerando comentários na temporada de premiações. Até hoje, apenas quatro atrizes latinas foram indicadas ao Oscar da categoria de melhor atriz: Fernanda Montenegro, Salma Hayek, Catalina Sandino Moreno e Yalitza Aparicio.

A diretora Lorene Scafaria destaca ainda que pretendia contar uma história de grande alcance. “Foi divertido contar uma história épica sobre mulheres“, disse ela. “Sim, temos muitas histórias menores. Eu acho que as pessoas assumem que nossas vidas são pequenas histórias. Eu acho que isso contribui para a quantidade de papéis de mulheres falando em filmes como esse. Nos últimos 20 anos, não houve um filme vencedor do Oscar com mulheres conversando, exceto ‘Chicago’, onde elas estão cantando”.

Scafaria ressalta que sua história não tem personagens preto e branco, com mulheres fazendo o que julgam ser necessário em sua realidade. “Eu acho difícil fazer qualquer filme hoje em dia. É especialmente difícil fazer filmes sobre mulheres fazendo coisas questionáveis”.

Para Jennifer Lopez, que também produz o longa, um dos desafios de levar esse filme adiante é o fato de que histórias originais não tenham tanta aceitação quanto os grandes blockbusters, e endossa a opinião de Scafaria sobre a dificuldade de fazer filmes sobre mulheres fazendo coisas questionáveis: “Quando você tem personagens femininas na frente, é outra batalha. E você diz: ‘Sim, é tudo estrelado por mulheres. Não há realmente personagens masculinos nele.’”

As Golpistas conta a história de Ramona (Lopez), Destiny (Wu) e outras strippers de Nova York que, cansadas dos abusos do trabalho, decidem virar o jogo e armam um plano para tirar vantagem dos seus clientes mais ricos. Quando o esquema começa a dar certo, elas embarcam em uma onda de extravagância e glamour. Mas logo a ambição toma conta do grupo e ameaça as amizades, ao mesmo tempo em que a lei coloca o plano em risco. 

 Com produção de Adam McKay (Vice, A Grande Aposta) e Jennifer Lopez, o filme foi escrito e dirigido por Lorene Scafaria (Procura-se um Amigo Para o Fim do Mundo). A trama é inspirada no artigo “The Hustlers at Scores”, de Jessica Pressler, publicado na New York Magazine.

As Golpistas chega aos cinemas brasileiros em dezembro de 2019, com distribuição da Diamond Films.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...