Crítica | ‘Anna – O Perigo tem Nome’: novo filme de Luc Besson é um bom entretenimento

Com grandes filmes como O Quinto Elemento, Lucy, e Nikita – Criada Para Matar, o diretor Luc Besson chega aos cinemas com o mais novo filme de ação e espionagem Anna – O Perigo tem Nome.

O filme conta a história de Anna, que enquanto de maneira oficial é uma modelo extremamente talentosa requisitada por marcas de todo o mundo, esconde que na verdade é uma das mais perigosas assassinas da KGB. Porém, cansada de ter uma vida dupla, Anna fará de tudo para ser livre desse mundo de traições e manipulações.

O elenco conta com Luke Evans (de A Bela e a Fera e da trilogia O Hobbit), como o oficial da KGB Alex, Cillian Murphy (de A Origem e Batman Begins), no papel de Lenny, o contato da CIA de Anna, além de uma irreconhecível Helen Mirren no papel de Olga, uma oficial da KGB que auxilia Anna durante seu treinamento. Já a protagonista Anna, é vivida pela novata Sasha Luss, que ficou extremamente conhecida por sua carreira de modelo e que antes de Anna, participou apenas de mais um filme (inclusive outro filme de Luc Besson, Valerian – A Cidade dos Mil Planetas).

Infelizmente a inexperiência de sua atriz principal é um dos principais problemas do longa. Apesar da personagem ser extremamente complexa e cheia de camadas emocionais, o que faz o público não saber o que esperar de suas ações (rendendo até ótimos plot twists por causa disso), a atuação simples e de tom único de Sasha Luss acaba atrapalhando a conexão emocional que o público poderia ter com Anna.

Quanto ao resto do elenco, o que se vê são atuações razoáveis e que não chamam muita atenção, o que acaba dando espaço para Helen Mirren roubar a atenção em praticamente todas as cenas que aparece, além de ser a personagem mais cheia de personalidade com apenas poucos minutos em tela.

Outro grande aspecto do filme é sua narrativa, que é toda contada de maneira não cronológica, com flashbacks não só contando a origem de personagens, mas de acontecimentos do filme. Por ser uma trama de espionagem, a narrativa é recheada dos mais diversos tipos de viradas que surpreendem a cada momento, porém a grande sacada do filme é de nesses momentos, justificar a cronologia da história, explicando o porquê daquele plot twist ter acontecido. Porém, esse recurso é usado de maneira excessiva, fazendo com que a trama passe a sensação de ser mais complicada do que realmente é e de maneira desnecessária.

Apesar de seus pontos negativos, Anna – O Perigo tem Nome consegue entregar uma boa trama de espionagem, com boas doses de ação e um bom número de plot twists, que fazem seus 119 minutos de duração sejam interessantes a todo momento.

ANNA - O PERIGO TEM NOME | | ANNA
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RESUMO:

Apesar da inexperiência da atriz principal ser perceptível, Anna – O Perigo tem Nome tem boas cenas de ação e um ritmo que surpreende o espectador a todo momento.

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Paulista, jornalista em formação, gamer e viciado em filmes e séries. Acredita que boas histórias nos ajudam a conhecer não só a maneira que a sociedade funciona, mas a conhecer a nós mesmos.