La Casa de Papel | Criador da série fala sobre as grandes novidades da 3ª temporada

Está chegando! A terceira parte da série espanhola  La Casa de Papel estreia amanhã na Netflix. Esta semana, seu criador, Alex Pina, deu uma entrevista à Variety e destacou vários pontos sobre a nova fase do seriado, e o que os fãs podem esperar.

“Estamos sempre interessados ​​em incluir muitos problemas na série, embora superficialmente isso possa ser considerado puro entretenimento”, diz Pina, sobre os múltiplos temas que a série pretender abordar como a crítica ao capitalismo e feminismo, carregados de muito melodrama e tensão. Afinal de contas, o que seria da série sem os seus adoráveis absurdos?

Destacamos aqui os principais pontos da entrevista:

UMA TEMPORADA MENOR E MAIS PRODUZIDA

A terceira temporada – ou parte 3 – contará com oito episódios de aproximadamente 45 minutos. Quando a Netflix adquiriu os direitos de transmissão que deram visibilidade à série, transformou o que era uma minissérie com episódios de até 1 hora de dez minutos em duas partes, no formato atual. Agora, a narrativa será toda estruturada dessa forma.

Já o orçamento da Parte 3 é bem maior, e embora números não tenham sido revelados, permitiu que as filmagens acontecessem em vários locais, com variedades de sequências, ângulos e formatos. “Nós tínhamos um teto mais alto para a imaginação. ‘La Casa’ sempre foi muito claustrofóbico. Pensamos que os trechos de abertura da Parte 3 deveriam ser diferentes. Estamos sempre procurando um ângulo que os espectadores não esperem. ‘La Casa’ sempre teve tomadas complicadas. Desta vez, elas são ainda mais complicadas ”, diz Pina. Segundo ele, a Parte 4 já está sendo gravada.

VÁRIAS LINHAS TEMPORAIS

A Parte 3 de La Casa de Papel vai ser uma mistura cronológica, segundo Pina. A nova temporada mostrará, pelo menos, sete períodos de tempo diferentes: 77 dias antes do novo assalto, três anos, 73 dias, 62 dias, 50 dias, o dia do assalto e cinco anos antes, divididos em cinco períodos principais.

As Partes 1 e 2 mostraram os eventos do primeiro assalto, alternados com flashbacks que antecedem o grande dia. “Queremos que a série cresça e seja muito melhor de muitas maneiras. É um grande desafio para o espectador montar o quebra-cabeça. Ele permite que você mude a estética, mas também o gênero. Você pode estar no clímax do roubo do banco, depois cortar uma cena com o mesmo personagem, explorando seus sentimentos, ou até mesmo comédia. Você pode mover os espectadores de um jeito ou de outro para que a série nunca seja monótona”, diz Pina.

FICÇÃO X REALIDADE E O ANTISSISTEMA

A trama da Parte 3 se desenvolve a partir da captura de Rio, no Panamá. Além de libertá-lo, a nova reunião do Professor pretende dar um golpe fatal no sistema. O novo assalto promete criticar (mais uma vez) duramente o capitalismo. A máscara de Dalí “inspirou muita gente”, diz o professor, em determinado momento. A partir disso, cenas reais de manifestantes no Rio de Janeiro e em Buenos Aires serão mostradas, além de uma manifestação feminista, com mulheres usando macacões vermelhos da Casa de Papel, e um estádio de futebol na Arábia Saudita com uma enorme faixa de máscara Dali, misturando realidade e ficção.

A MONTANHA RUSSA DE EMOÇÕES

Para Alex Pina, as mudanças de comportamento mediante as situações mostradas constituem possíbilidades de desenvolvimento a longo prazo, e isso continuará acontecendo. “…Essa série oferece a possibilidade de desenvolver personagens em arcos narrativos muito mais longos. Você pode ver os personagens se transformando… Sempre tentamos dar aos personagens múltiplos lados, o que quebra os preconceitos dos espectadores. Os vilões podem ter boas qualidades, como vimos em Berlim. Isso deixa os espectadores muito mais interessados ​​na série, porque a qualquer momento qualquer personagem pode mudar”.

BERLIM

O primeiro episódio mostrará uma grande cena envolvendo o personagem Berlim, que morre no episódio final da Parte 2. Acontece que este momento se trata, obviamente, de um flashback, cinco anos antes dos eventos atuais.  Ou haveria uma outra possibilidade? Um diálogo no segundo episódio sugere outro possível fim para o desfecho de Andrés na série. Somente o tempo dirá.

La Casa de Papel – Parte 3 (Netflix)

A terceira temporada (ou terceira parte) de La Casa de Papel ganhou trailer oficial (confira abaixo). Nele, o Professor (Álvaro Morte) reúne a equipe novamente. Após a fuga, eles deixam suas vidas paradisíacas para resgatar Rio (Miguel Herrán), capturado pela polícia.

A prévia mostra o grupo reforçado por novos rostos, além de muitas cenas de ação. O exagero parece retornar com força total nesta temporada, mas a grande surpresa fica por conta do aparecimento de Berlim (Pedro Alonso), supostamente morto no último episódio da parte 2 da série.

Antes do trailer, foram divulgados pequenos teasers anunciando o retorno da série. Um deles mostra a inspetora Alicia Sierra, nova responsável por caçar os criminosos. Já em outra prévia, é possível ver a nova equipe, que também é vista em uma imagem com todos eles reunidos, inclusive Berlim e a inspetora Raquel Murillo (Itziar Ituño). Veja:

Confira a imagem divulgada, aproveitando a final da Liga dos Campões da Europa, disputada no último sábado (01):

“Todos os que entendem essa máscara como símbolo de resistência também entenderão nosso retorno…Não tínhamos intenção de voltar. Mas ante essa situação, nos vemos obrigados a reagir. E, desta vez, vamos fazer algo grandioso”, diz o líder do grupo.

Depois de chegar sem alarde na Netflix e fazer um enorme sucesso, a minissérie espanhola La Casa de Papel  tornou-se um fenômeno de audiência, especialmente no Brasil.

Produzida originalmente como uma minissérie pela Antena 3, a série garantiu sua continuidade. Em abril de 2018, o serviço de streaming americano anunciou em suas redes sociais que a terceira parte da história chegará na plataforma em 2019.

A terceira temporada de La Casa de Papel será novamente estrelada por Álvaro Morte (Professor), Úrsula Corberó (Tóquio), Jaime Lorente (Denver), Alba Flores (Nairóbi), Miguel Herrán (Rio), Pedro Alonso (Berlim) e Esther Acebo (Mónica Gaztambide).

Recentemente, La Casa de Papel se tornou a série de língua não inglesa mais assistida história da Netflix. Fenômeno no Brasil, a produção chegou ao streaming sem muito alarde e fez um enorme sucesso entre os assinantes em vários países, abrindo caminho para novas produções do país na plataforma.

La Casa de Papel  retorna em 19 de julho na Netflix.

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Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...