Harry e Sally, a evolução do Instinto do Amor e como ele pode libertar

Gostaria de ser bem pessoal logo de início – Amo Harry e Sally (Harry e Sally: Feitos um para o Outro) – seria ousado classifica-lo como o melhor romance de todos, algo que nem sei se acho. Todavia, acredito que temos aqui uma joia rara da sétima arte, que abordou o tema amor de forma racional, crível e divertida; fugiu da esfera mágica, pura e fantasiosa da maioria dos outros filmes, mas não tirou nem um pouco o brilho, a importância e a seriedade do afeto mais importante de todos.

Em Harry e Sally acompanhamos um amor que se constrói com o tempo, vemos como o Iinstinto do amor tenta se manifestar em ambos a todo o momento e é castrado por forças internas e externas como: o medo interno que temos de amar e ser amado, o impacto cultural e social que nos empurra constantemente para a individuação pessoal, a autossuficiência, o “auto amor” e ao comportamento narcisista. Porém, o instinto amoroso triunfa no final e mostra que é possível amar em um mundo real e concreto.

Antes de continuarmos, gostaria de deixar algumas coisas claras para o leitor. A primeira é que vamos analisar neste artigo como Harry e Sally chegaram a uma manifestação plena do Instinto do Amor, então vou deixar a genialidade do roteiro da indicada ao Oscar Nora Ephron, as excelentes atuações de Billy Crystal e Meg Ryan, a ótima direção feita por Rob Reiner e a fotografia de Barry Sonnenfeld de lado, pois este artigo não se trata de uma análise cinematográfica.

A segunda é que para analisarmos o Instinto do Amor, vamos considerar o amor um instinto, isto é, um desejo biológico e inato a qualquer ser humano, que se choca com interesses sociais e sofre inconstantes deturpações e impossibilidades de uma manifestação plena.

Perceber que o amor não é um fenômeno cultural, mas um desejo inato humano, um instinto que nasce junto com o fim da gestação e a expulsão do ser humano do paraíso materno, fenômeno que chamamos de nascimento, e que se altera e evolui com o passar dos anos, foi algo que aprendi com a leitura dos livros do psicólogo brasileiro Flávio Gikovate, que citarei aqui em alguns momentos. Saber disso nos leva para o terceiro aviso: vamos analisar o instinto amoroso e o instinto sexual como fenômenos distintos, regidos por leis distintas e que inevitavelmente se cruzam na jornada da vida. Amor está ligado a uma necessidade de união dual, uma sensação de completude, aconchego, bem-estar e muita amizade; a sexualidade tem caráter pessoal, individual, físico e estimulante, mesmo a dois, a preocupação maior do indivíduo é consigo e com o próprio prazer.

Não digo aqui que quando se tem amor não se tem sexo, mas onde existe ligação amorosa, o instinto sexual toma posição subsidiaria. A maioria dos grandes psicólogos e filósofos não enxergam dessa forma, percebendo sexo e amor como o mesmo fenômeno ou o amor como uma construção tipicamente social; eu também pensava assim, mas o amor é sempre um dos temas que mais me inquietam e conhecer a obra de Gikovate mudou a minha visão sobre o assunto, algo que gostaria de compartilhar com vocês.

Antes de começarmos, de fato gostaria de fechar os avisos com uma reflexão – Já parou para pensar como o amor é tema mais tabu do que a sexualidade? Ao longo da história sempre existiram prostitutas, fissão que não parece ver um fim, reis geralmente podiam ter amantes, os casamentos sempre foram marcados por conflitos de interesses e jogos políticos, a mulher sempre vista como objeto de desejo sexual masculino, atualmente a nossa cultura da individuação nos priva cada vez mais do afeto, a pornografia é uma indústria que não para de crescer, a individuação e a ideologia de consumo continua a patrocinar o machismo, do ponto de vista masculino, que é o meu, como poderá um machista admirar uma mulher por atributos que não apenas os físicos?

Mas, aí você pode estar pensando: e a poesia e a nossa vasta literatura? Inúmeras delas se dedicam ao tema do amor. Sim, é verdade, mas perceba como o amor é uma profunda contradição em si mesmo no estilo maneirista de Camões, no Romantismo temos Álvares de Azevedo em sua poesia onde o amor é vivido apenas na fantasia e nunca no mundo real, Castro Alves mistura o Instinto do Amor com o sexual (mas, já é um progresso); Romeu e Julieta nos mostra que se tentarmos viver o instinto do amor no mundo real, acabaremos morrendo, pois, o mundo material concreto não da base para este instinto. O Realismo/Naturalismo dispensa o amor e cede lugar ao adultério, a prostituição, a selvageria e a loucura. Perceba que quando o homem não vive o amor apenas na fantasia o confunde com o instinto sexual, talvez porque o sexo sempre foi socialmente mais fácil de ser domado, do que o amor, que dá ao homem um sentido maior de completude.

“…. Sendo o homem insatisfeito, incompleto, quando não se estabelece uma relação amorosa capaz de o apaziguar, é possível supor que está insatisfação determine um maior empenho no sentido da resolução dos problemas básicos para a sobrevivência. Em outras palavras, é possível que a insatisfação subjetiva estimule o homem no sentido dele se tornar mais produtivo, mais ágil no sentido de buscar mais altivamente a solução para a sua incompletude. Além disso, o vazio interior torna o ser humano mais inseguro e menos confiante em si mesmo, a modo de se deixar governar mais facilmente…”

Flávio Gikovate, O Instinto do Amor.

Sem mais delongas, vamos ao filme.


Parte 1

Quando Harry conheceu Sally – O caso Casablanca

Harry e Sally se conhecem pela primeira vez durante uma longa viagem de carro de Chicago para Nova York. No carro conversam bastante, sempre marcando território e, aparentemente, mostrando muitas diferenças de personalidade, mas a conversa não para, resultado de um certo vínculo de intelectualidade.

Um dos primeiros impasses intelectivos que vemos se dá devido a diferentes interpretações do final do filme Casablanca, celebre romance onde os amantes não terminam juntos. Sally acredita que a personagem de Ingrid Bergman quis ir embora, para viver uma vida mais prática, se casar com um diplomata e ter condições de se tornar alguém importante. Já Harry acredita que a personagem de Humphrey Bogart quis coloca-la no avião, pois depois do sexo o que os homens pensam é em como se livrar.

Por mais que discordem um do outro, um vínculo intelectivo é inconscientemente percebido, uma leve sensação de bem-estar por estar junto e Harry toma a frente para evitar que uma amizade apareça, levantando a afirmação que homens e mulheres nunca poderão ser amigos, pois sempre haverá o sexo no meio. Sally odeia esta afirmação, mas para não ficar por baixo diz que lamenta, com tom de frieza, pois Harry era a única pessoa que ela conhece em Nova York.

Perceba como fatores externos sociais, típicos da cultura, interiorizados em Harry e Sally, impedem uma manifestação mínima do instinto amoroso. Harry confunde o instinto sexual com o do amor e freia a possibilidade de um simples vinculo intelectual, ironicamente, sendo sincero sobre como a mente dos homens trabalham. Sally, mulher que luta por uma carreira e por independência (com toda a razão) acaba interpretando o amor como algo sem importância.

 


Parte 2

5 anos depois – O caso da amizade

Depois de cinco anos Harry e Sally voltam a se encontrar, por acaso, em um avião. O primeiro encontro foi em um carro, o segundo em um avião, sinais simbólicos de uma vida que se encontra em trânsito, em mudanças e sem um claro destino.

Sally agora está em um relacionamento, mais aberta ao tema amoroso, quando vê Harry sente algo diferente, inconscientemente se lembra de um vínculo que tiveram, que provavelmente não teve com outro homem. Ela finge que não se importa em revê-lo, mas se importa.

Harry agora está para casar, Sally ironicamente se surpreende, pois se viu diante de uma atitude que ela não esperava de um homem como ele, algo que a deixa em conflito, que acaba brevemente quando Harry explica que está se casando, pois chega um momento em que o homem cansa da vida de transar com todas. Harry chega ao desgaste de uma vida pouco afetiva patrocinada pela sociedade e pretende se casar para sossegar, ainda mixando o instinto sexual com o instinto do amor.

Ao retornar o vínculo intelectivo de 5 anos atrás, retomam o assunto sobre se homens e mulheres podem ser amigos, Harry tenta criar uma exceção para este assunto, pois quer convidar Sally para sair, chegam a conclusão que é inviável e proíbem mais uma vez a manifestação simples da amizade.

Vale ressaltar que não só em questões sociais como a tóxica masculinidade, em questões psicológicas os homens se mostram mais duros ao tema do amor, pois sofrem mais com o fim do Complexo de Édipo e entram em período denominado Latência, onde se afastam do sexo feminino e consideram o amor como pieguice feminina.

As mulheres tendem a sofrer menos com o fim da era Edipiana, se relacionam melhor com o instinto amoroso e o harmonizam muito melhor com o instinto sexual. Sally se mostra muito mais aberta ao tema e Harry num processo maior de individuação e medo do sofrimento vivido na era Edipiana ainda afoga tal instinto com maior intensidade.


Parte 3

Mais 5 anos depois – A Amizade

Harry e Sally se encontram mais uma vez por acaso, mas desta vez o ambiente é uma livraria, lugar simbólico da razão e do intelecto. Algo diferente está para acontecer.

Ambos estão passando por dificuldades no relacionamento, Sally terminou com seu namorado e Harry está se divorciando, o sofrimento os liga dessa vez e eles finalmente saem, mas ainda não como amigos.

Sally terminou pois percebeu que seu relacionamento era afetivamente frio e narcísico, o amor começou a virar tema importante para ela, mas não para seu namorado. Harry está terminando, pois descobriu que de fato sua esposa nunca o amou.

Ao conversarem, Sally pela primeira vez mostra carinho e semelhança pelo jeito irritante do Harry de ser e o convida para sair. Por sua vez Harry percebe que tem por Sally profunda admiração intelectiva e, no momento, nenhuma atração sexual e começa a acreditar que amizade entre homens e mulheres é possível e vê isso como um amadurecimento pessoal.

Tanto o amor como a amizade se dão através de aproximações intelectivas, admiração pelo outro e por suas semelhanças, porém a amizade não é geradora de dependência, pois não visa preencher uma lacuna, sendo assim a ausência do amigo é menos sentida e sua aproximação geradora de uma alegria genuína (verdadeiros amigos, claro), o amor por sua vez visa uma união dual que fora rompida com o fim da gestação, então perceba a importância que a amizade tem para o amor. Todo amor que não for recheado de amizade, não foi concebido pela admiração para com o outro, apenas uma carência foi desesperadamente sanada, estes relacionamentos estão fadados ao fracasso, como os antigos relacionamentos de Harry e Sally, agora eles chegaram na amizade, será que conseguirão chegar no amor?

Vale ressaltar também que admiração também pode estar fadada ao fracasso amoroso quando há amor por diferenciação, isto é, quando uma pessoa generosa, que geralmente se sente socialmente inferior se apaixona por um narcisista, visto socialmente como superior. Esta admiração se dá, pois o generoso enxerga no narcisista atributos sociais que ele acredita não ter e tem a convicção de que são bons, apenas por serem socialmente aceitos.


Parte 4

Sexualidade Masculina X Falso Orgasmo

Harry e Sally agora são amigos, acreditam estar unidos pelo sofrimento de um amor perdido. Harry afirma estar com depressão para que a percepção da admiração intelectual se torne mais afastada ainda.

Ambos assistem Casablanca, tema do primeiro debate no carro, Sally agora acredita que Ingrid Bergman deveria ficar com o homem que ama, Harry a lembra que a 10 anos atrás pensava o oposto. Harry aparentemente não muda de opinião sobre Bogart, porém, Casablanca se encerra com um grande vinculo de amizade entre a personagem de Bogart e outro homem. Harry vangloria a amizade final, vê nela grande importância.

Harry e Sally usam a desculpa do sofrimento para saírem juntos a todos o tempo, ambos refreiam o amor tentando ajudar o outro a se relacionar com alguém, quando saem em encontros, ambos odeiam a companhia e compartilham diferenças do ponto de visa masculino e feminino, o que gera discordância, mas também sinceridade, pensam que os afasta do amor, mas na verdade acaba aproximando mais, pois o vínculo intelectual se fortalece.

Harry relata que está odiando os encontros, não sente vínculo com a mulher, como se o período de Latência da infância tivesse retornado, porém transa com todas as mulheres como seu instinto sexual fosse potencializado. Sally se sente horrorizada com o fato, pois não sentiu vínculo com os encontros, por isso não transou com os homens.

Harry começa a apresentar sintomas narcísicos e individualistas em dizer que leva as mulheres ao delírio e começa a dar indícios de afogar o instinto do amor de uma vez. Sally quebra sua perspectiva masculina ao dizer que muitas das mulheres podem estar apenas fingindo orgasmo, Harry retruca dizendo que com certeza saberia a diferença e Sally nos brinda com uma das melhores cenas do cinema – O falso orgasmo na lanchonete – que traz a Harry um enorme senso de realidade.

Em termos psicológicos podemos fazer algumas diferenciações entre a sexualidade masculina e a sexualidade feminina. O desejo sexual dos homens sofre muito mais estímulos visuais do que o das mulheres, vide a pornografia.  Tanto a psique quanto a cultura estimulam o homem a ir atrás das mulheres, estas por sua vez, ao perceberem o poder que tem nas mãos e por sofrerem menos com o fim do período edipiano, conseguem ser mais passivas e seletivas na hora da escolha, harmonizando melhor amor e sexo.

O Homem imaturo abraça o individualismo e o machismo cultural e apresentarem comportamento narcísico, enganando as mulheres, ignorando seu lado afetivo e as tratando como mero objeto de prazer sexual, conquista e status social. A imaturidade masculina por parte psíquica, provem do medo da dor que o amor poderá acarretar, a questão cultural e/ou social não abordarei aqui. A Mulher imatura usa do seu poder de escolha para enganar o homem e fazer com que o mesmo aja de acordo com os interesses dela, interesses estes que podem ser qualquer coisa, menos o amor, pois amor não se cobra. A imaturidade feminina por parte psíquica, provêm da percepção que seu poder de atração pode ser usado para ganhos pessoas que não são o amor. Perceba que quando estes jogos de interesse se impõem, fica impossível um prazer sexual claro, imagine então o prazer amoroso.


Parte 5

O Medo do Amor e da Felicidade

É agora que as coisas começam a ficar feias para Harry e Sally (para você leitor e para mim também) pois, é agora que nos damos conta que os fenômenos externos, sociais e/ou culturais, alá Romeu e Julieta, muitas vezes podem ser apenas um pretexto para a não manifestação do Instinto do Amor.

O que mostra claramente que o amor é um instinto inato é biológico é o fato de que a dor de sua ruptura no fim do período edipiano deixa, tanto em homens quanto em mulheres, um profundo medo de reproduzir tal instinto e passar pelo sofrimento que o mesmo pode proporcionar. Sentimos que a qualquer momento algo horrível pode acontecer com a nossa felicidade, como que se o retorno ao paraíso fosse contra as leis. Atribuímos a falha do amor a causas externas que, em alguns momentos podem não estar interferindo em nada, implicamos demais com problemas de natureza desprezível e vivemos em uma profunda desconfiança, achando que nossa felicidade é apenas uma ilusão, que será varrida no primeiro choque de realidade.

A verdade é que o amor não é a última parada, pois quando ele chega os amantes se tornam mais ativos, querem ser sempre admirados um pelo outro, se sentem mais confortáveis para se encontrar na vida e mais corajosos para tentar novas coisas.

Mas, é preciso ter coragem para liberar o instinto. O amor liberta, acolhe, aconchega, completa, assegura, mas é preciso muita coragem prévia para amar, é preciso enfrentar a dor da ruptura e todos os medos internos que ela gerou para chegar num estado de vida completamente novo. Amor é coisa de quem tem coragem, é coisa de que treina para isso. Este é um nível de completude na vida em que os poetas precisam se empenhar mais para chegar, acredito que todos podem conseguir.

Infelizmente, também não vemos Harry e Sally chegando a este estágio, pois o filme acaba antes, todavia, acompanhamos o medo de liberar o instinto do amor com toda a força.

Uma forte sensação de solidão causada pelo tempo e pelo reencontro de antigos amantes faz com que Harry e Sally façam sexo pela primeira vez; depois deste contato íntimo – que já poderia marcar o fim do filme, é quando tudo começa a degringolar de vez. Ambos esfriam um com o outro, a amizade esfria, a admiração esfria e por aí vai. Se não houver coragem, nós mesmos matamos o Instinto do Amor e nos adequamos aos padrões sociais para evitar um sofrimento muito grande.

Vale ressaltar a genialidade do filme, pois é neste momento que nenhum fator externo vem para atrapalha-los, inclusive recebem conselhos de seus amigos para que fiquem juntos.


Parte 6

Liberando o Instinto do Amor

É na festa de ano novo, sinal que as coisas estão prestes a mudar que Sally tenta, mas falha, a ir com outro cara, apenas para cumprir o papel social. Não suporta estar ali.

Harry por sua vez se isola e começa a consumir todos os tipos de produto que o fazem se sentir bem, no intuito de preencher o buraco. Caminha na rua sozinho, se recorda de toda a amizade, de toda a admiração que tem por ela e, obviamente, dá o passo corajoso numa ótima e divertida cena final.

“Eu te amo, adoro quando sente frio, adoro quando você demora uma hora para pedir um sanduíche, adoro sua ruga na testa, adoro quando olha para mim como se eu fosse doido, gosto de sentir seu perfume em mim depois de passar o dia com você, adoro que seja a última pessoa com quem eu queira falar antes de dormir. E não é porque estou solitário, vim aqui hoje porque quando se percebe que quer passar o resto da vida com alguém, você deseja que o resto da vida comece o mais cedo possível.”

Temos em Harry e Sally: Feitos um para o Outro um excelente filme com um roteiro magistral, que tocou no tema do amor se ser melancólico, pesado ou fantasioso, mostrou diversos problemas reais e mostrou que podem ser vencidos. Porém, para que Harry e Sally pudessem ficar juntos foi preciso terem se encontrado algumas vezes por acaso, nós provavelmente não teremos essa sorte então não temos tempo para perder. Só não interprete isso como desespero e abrace qualquer um que estiver aí fora, se não tudo que eu me esforcei para explicar terá sido em vão.

Para concluir gostaria de dizer que adoro o fato de que Harry e Sally ser um filme mantido em suma maioria em diálogos inteligentes e conversas aparentemente sem sentido, isto me remete um aforisma do filosofo Friedrich Nietzsche, filósofo um tanto machista, mas brilhante. Aforisma este que pode se aplicar tanto para homens quanto para mulheres.

“Ao iniciar um casamento, o homem deve se colocar a seguinte pergunta: você acredita que gostará de conversar com esta mulher até a velhice? Tudo o mais no casamento é transitório, mas a maior parte do tempo é dedicada à conversa. ”

Para encerrar de verdade vou colocar uma breve citação de Shakespeare para mostrar que os poetas estão no caminho certo.

Quando o amor é sincero ele vem com um grande amigo, e quando a amizade é concreta ela é cheia de amor e carinho

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Matheus Amaral

Formado em Audiovisual, amante do cinema em todos os seus aspectos. Filósofo de bar. As vezes mistura as coisas...Desde pequeno assistia tudo o que via pela frente, cresceu lado a lado com o cinema e com as suas diversas vertentes.