Crítica | ‘Aladdin’: live-action é divertido e bem fiel, mas não empolga tanto quanto o original

A geração que viveu a infância nos anos 90 com certeza conhece a famosa história de Aladdin e sua princesa Jasmine, claro, o Gênio da lâmpada. O longa-metragem animado da Disney, de 1992, foi um grande sucesso e ganhou vários prêmios, principalmente por sua inesquecível trilha sonora. Por isso, quando um remake em live-action foi anunciado, a empolgação foi grande e a nostalgia foi total. Mas o Aladdin do diretor Guy Ritchie não empolga tanto quanto a animação que lhe deu base.

Não há como negar que o remake é bem fiel ao longa de 1992, algumas cenas são de impressionar de tão perfeitas e iguais. O tapete mágico, poro exemplo, parece ter saído diretamente d desenho animado e Agrabah está linda. Chega a ser emocionante. E as músicas (ainda bem!) estão todas ali, incluindo os grande sucessos A Whole New World (Um Mundo Ideal) e Never Had a Friend Like Me (Nunca Teve um Amigo Assim), que não poderiam faltar. O figurino enche os olhos, cheio de cores (e de panos!), bem arábico, e a maquiagem nem se fala, não há do que reclamar.

Mena Massoud, o Aladdin, é uma grata surpresa. O ator egípcio de nacionalidade canadense foi muito bem e sustentou o personagem principal. Já Will Smith…bem, nós já sabemos que o homem é um grande ator, mas apesar de sua atuação não ser ruim, ele pareceu não estar muito a vontade na pele azul do Gênio, o que, talvez, tenha tirado um pouco do brilho do filme. Ora, o Gênio é um personagem importantíssimo, é quase que a alma da história, e ele tinha que “brilhar”. Faltou aquela animação por parte de Smith e isso afetou as interpretação de Never Had a Friend Like Me e Prince Ali (Príncipe Ali), que poderiam ter empolgado muito mais.

A atuação mais apagada, no entanto, foi a de Marwan Kenzari, que vive o vilão Ja’Far. Claro que ele não é tão alto quanto deveria ser para interpretar o vizir real de Agrabah, mas não foi esse o problema. Na verdade, ele não conseguiu convencer ninguém, suas expressões são muito forçadas e não deram medo. Pobre Ja’Far.

Mas a melhor de todas, sem dúvida, é Naomi Scott, que viveu a princesa Jasmine. A atriz estava realmente linda e sua voz é bastante agradável. Jasmine, aliás, sempre foi, desde 1992, uma das personagens femininas mais fortes da Disney, isso é certeza absoluta. Não era necessário, portanto, terem forçado tanto o feminismo como foi feito, diminuindo o próprio Aladdin para alçá-la ainda mais, criando uma música em que ela repete sem parar que “ninguém vai silenciá-la” e nem era preciso ter modificado um pouco o final do jeito que fizeram…(ok, vou tomar cuidado com spoilers aqui!)

Outras coisas, contudo, foram modificadas e deram muito certo. Dalia (Nasim Pedrad), a criada da princesa, por exemplo, foi uma delas e é uma excelente adição à história! Ela foi a maior responsável pelas risadas dos espectadores, melhor até mesmo do que o Gênio (que o Will Smith perdoe!).

Sendo assim, mesmo com os pontos controversos, o live-action Aladdin é bastante agradável e divertido. Com certeza vale uma ida ao cinema para assistir. A nostalgia, pelo menos, é garantida.

ALADDIN
3.5

RESUMO:

Remake do longa-metragem animado da Disney de 1992, Aladdin não é tão empolgante quanto o original, mas agrada e é bem nostálgico.

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Flávia Leão

Cinéfila mineira que ama os filmes desde quando os clássicos da Disney ainda eram em VHS e os seriados desde que Jeffrey Lieber e J.J. Abrams inventaram Lost.