Festival de Cannes | Novo filme de Tarantino não desbanca longa de Almodóvar no Jury Grid

O Jury Grid, tabela de notas dadas por críticos aos filmes que estão em competição no Festival de Cannes, já é tradição na Croisette. Todo ano, uma seleção de críticos preenche suas colunas com suas respectivas estrelas aos filmes. Em 2018, o filme Em Chamas, do coreano Lee Chang-Dong teve a maior pontuação de todos os tempos na tabela: 3.8, desbancando o alemão Toni Erdmann (2016), de Maren Ade, que liderava com 3.7.

Em 2019, o favorito dos críticos segue sendo Dor e Glória, exibido no último sábado. O longa, que é considerado o filme mais pessoal do diretor espanhol Pedro Almodóvar, lidera com 3.3; logo atrás vem Portrait of a Lady on Fire, da francesa Céline Sciamma, que foi o filme mais comentado em Cannes no sexto dia do festival com 3.2; e em terceiro lugar, o novo filme de Quentin Tarantino, Era Uma Vez em Hollywood, que estreou no dia 21/05 no festival e teve uma calorosa recepção, sendo aplaudido por sete minutos e alcançou a pontuação 3.0.

Apesar de tradição, o jury grid não tem nenhuma ligação direta com os prêmios que são entregues no Festival de Cannes. Quem escolhe os prêmios do festival é o Júri Oficial, composto por conhecidos nomes da indústria cinematográfica. Enquanto o jury grid é formado por críticos de todo o mundo que cobrem o festival para os seus respectivos sites e jornais.

Ainda assim, o jury grid é conhecido por informar ao público que acompanha o festival, quais filmes tem agradado e quais tem desapontado, apresentando aqueles que disparam como os favoritos do ano. Mesmo que não tenha uma ligação direta com a Palma de Ouro, os que possuem as maiores notas na tabela geralmente saem premiados do festival.

Nesta quarta-feira, dia 22, serão exibidos o novo filme do canadense querido por Cannes, Xavier Dolan, Matthias & Maxime. Além do novo filme de Arnaud Desplechin, Oh Mercy!

A premiação do Festival de Cannes ocorre no próximo sábado, 25  de maio.

(via Screen Daily).

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Juliana Oliveira

Estudante de psicologia e fascinada pelo audiovisual. Acredita que o cinema seja uma arte de teor político que dá voz a quem não é ouvido. Gosta de conhecer novas culturas e acredita que o cinema seja a melhor forma para isso, expandindo assim a visão de mundo dentro se sua limitada realidade.