Festival de Cannes | Dia 5: Almodóvar se lamenta por situação do Brasil; filmes de Gaspar Noé e Albert Serra causam

No último sábado (18) aconteceu o quinto dia do Festival de Cannes. Nas conferências de imprensa foi a vez dos filmes Little Joe, de Jessica Hausner e Dor e Glória, de Pedro Almodóvar.

A primeira conferência teve a presença do elenco, produtores e diretora de Little Joe. No início da coletiva, foi perguntado a Hausner sobre a forma como ela aborda a maternidade no filme. “Pelo menos na Áustria e na Alemanha, a maternidade ainda é um tema muito tabu. As mães devem amar seus filhos incondicionalmente. E eu acho que elas provavelmente o fazem, mas às vezes, não. E eu queria contar uma história sobre uma mãe que ama muito seu filho, mas também ama muito seu trabalho. E por fim ela se vê dividida entre os dois lados, mas também por causa de seu próprio sentimentos de culpa”, respondeu a cineasta.

No filme, as sementes de uma planta parecem afetar as criaturas vivas, fazendo com que elas ajam de forma estranha, mais felizes. Uma das questões abordadas foi com relação a noção de felicidade expressa no filme. “O filme faz a pergunta: “o que é felicidade? o que esperamos de uma planta que nos faz mais felizes?” Eu acho que é muito sobre essa ideia. É um desejo de todos, ser feliz. Mas então, se você está feliz, fica feliz por um momento e vai embora de novo. Não é nada que você possa realmente segurar. Então, eu acho que isso também faz parte. É uma ideia, a felicidade é uma ideia, não é real”. respondeu a diretora.

Já na conferência de Dor e Glória, foi possível conferir o trabalho feito com os atores Antonio Banderas, Penélope Cruz e elenco, além de saber como foi para Almodóvar realizar um filme tão pessoal. Em uma das perguntas, o jornalista brasileiro Rodrigo Fonseca da TV Globo fez referência ao Brasil, rendendo do diretor Alomdóvar a seguinte resposta: “É verdade que me sinto extremamente vinculado a cultura brasileira. Grande parte das músicas que escuto enquanto escrevo, são brasileiras.”

“Eu me identifico demais com o Brasil, com a estética do país. É exatamente isso que eu reproduzo nos meus filmes. Tem uma música de Miguel Aceves Mejía que diz “Antes de te conhecer, te adivinhei”, e isso é o que aconteceu comigo e com o Brasil. Antes de conhecer o Brasil, eu já era influenciado por esse país, por suas vibrações e por suas cores.” “Lamento muitíssimo que estejam passando por uma etapa tão ruim. Espero que o povo brasileiro encontre a solução, mudando a direção do país”, finalizou o diretor.

Os atores Antonio Banderas e Penélope Cruz também dividiram suas experiências com relação ao filme. Cruz afirmou que conheceu a mãe de Almodóvar e pôde passar um tempo em sua casa, isso fez com que a mesma conhecesse mais o diretor com quem trabalha a tantos anos, passando a admirar ainda mais. Enquanto Banderas confessa que o tempo que passou trabalhando em Dor e Glória, foi a experiência mais rica que já teve como ator.

“Para assumir esse papel, tive que matar o Banderas que era, sem que isso fosse um suicídio profissional. Em 2011, quando Pedro e eu fizemos A Pele que Habito, eu havia passado uns 20 anos sem trabalhar com ele, filmando em Hollywood, tendo estabelecido família nos Estados Unidos. Cheguei com uma bagagem hollywoodiana de que ele não precisava. O que ele precisava era de um Banderas que eu não imaginava ter ainda dentro de mim. Tive de recuperá-lo então. E foi lindo”, finalizou o ator, emocionado.

Pedro Almodóvar e o elenco de “Dor e Glória”

Seleção Oficial

Na competição oficial pela Palma de Ouro, foram exibidos os filmes The Wild Goose Lake, do chinês Diao Yinan, e The Whistlers, do romeno Corneliu Porumboiu.

The Wild Goose Lake conta a história de Zhou (Hu Ge), um bandido do submundo que sai em disparada depois de matar um policial. Com aparentemente toda a força policial e submundo do crime em sua cola, Zhou decide se esconder em uma cidade de férias à beira do lago, onde se alista a prostituta local Aiai (Gwei Lun Me) para ajudá-lo a contatar a sua esposa.

Estavam presentes na premiere do filme Liao Fan, Gwei Lun-Mei, Diao Yinan, Hu Ge, Wan Qian, além do diretor Quentin Tarantino. O filme foi recebido de uma boa forma, sendo caracterizado de forma unânime entre os críticos como indulgente; sem muito entusiasmo, mas sem grandes queixas quanto a sua execução.

O The Wrap, ao decorrer de sua crítica, aborda pontos negativos e positivos do filme. “Algumas de suas escolhas maiores não funcionam bem. A cronologia fraturada e a estrutura de flashback do filme tornam a narrativa um tanto quanto opaca, enquanto o movimento de vestir as legiões de policiais à paisana nunca cria totalmente o ambiente de paranoia e desconfiança que ele espera alcançar. Por outro lado, muitas seqüências autônomas são infundidas com brio sangrento, incluindo uma perseguição de motocicleta marcada por uma decapitação chocante e uma cena de luta que termina com um assaltante empalado por um guarda-chuva aberto.”

De acordo ao The Guardian, que deu 3 de 5 estrelas, há grandiosas cenas de destaque que mergulham o telespectador no mundo de uma China noir. “No entanto, todos esses momentos individuais de brilhantismo são exibidos em uma tela narrativa um tanto sem traços: senti que não tínhamos muito acesso aos pensamentos mais íntimos do personagem, e assim, parte do romance do filme e seu fatalismo não tiveram tanto impacto como golpe de mestre. Mas não há como duvidar do estilo de Diao.

O site IndieWire deu B- para o longa de Diao, na crítica afirma que “A musicalidade do cinema de Diao nunca foi tão sinfônica, mas vem à custa de sua capacidade de conduzir adequadamente esse roteiro. The Wild Goose Lake se amplia toda vez que você quer contrair e refocar, e quando seus heróis redobram seus esforços para comprar seu caminho livre de sua amarga fortuna, nós perdemos a noção do preço que eles têm que pagar isto. Seja qual for o custo, o mais recente filme de Diao não recompensa o investimento necessário para concretizá-lo. O dinheiro é tudo em um país que nunca teve mais, mas a confiança ainda é o bem mais valioso.”

“The Wild Goose Lake”

Outra estréia na Croisette foi o romeno The Whistlers, de Corneliu Porumboiu. A premiere do filme teve a presença de Antonio Buil, Catrinel Marlon, Corneliu Porumboiu, Vlad Ivanov e Rodica Laza. Além de um dos membros do júri da Seleção Oficial, o diretor Yorgos Lanthimos e sua mulher Ariane Labed, que estréia como diretora na mostra de Curtas com Olla.

O filme apresenta Cristi (Vlad Ivanov), um inspetor da polícia de Bucareste, na Romênia, que trabalha para os dois lados da lei. Quando ele se junta a Gilda (Catrinel Marlon) em um importante roubo, ambos terão que tomar cuidado ao navegar as viradas e perigos do universo da enganação.

A crítica recebeu o novo filme do diretor de Polícia, Adjetivo (2009) com tímidos aplausos. De acordo a Variety, “The Whistlers é um caso agradável com apenas o suficiente para parecer um pouco incomum. Mas os aficionados de Porumboiu que perseguem a mesma elevação estranha que ele entregou uma e outra vez antes – em que um único momento pode transformar um esquema ridículo em um conto de fadas, ou uma noção boba em uma grande busca filosófica – vão ter que assobiar por ele.”

O Adoro Cinema, que deu 3,5 para o longa, afirma que “Porumboiu desenvolve sua trama com leveza e senso de humor, sem acelerar as cenas para imprimir tensão nem tornar o desenvolvimento didático no intuito de agradar o espectador médio. Ao mesmo tempo, o cineasta se diverte com composições clássicas, muito bem fotografadas e filmadas, além do uso lúdico da língua assobiada, da música pop e rock e das reviravoltas constantes”.

De acordo ao The Playlist, que deu nota A-, “compreender The Whistlers é como tentar fazer cara ou coroa do The Big Sleep (1946); o enredo do filme é complicado e contraditório, mudando de forma imprevisível a cada novo capítulo. Numerosos flashbacks não são marcados e exigem que a atenção extasiada do espectador seja decodificada. Pode não ser a maneira mais eficiente de apresentar a história, mas certamente está de acordo com a ludicidade do trabalho anterior de Porumboiu.”

“The Whistlers”

Sessões Especiais

A seção paralela de Cannes começou com o documentário Que Sea Ley, de Juan Solanas. O filme apresenta uma história de luta do movimento feminista na Argentina em sua tentativa de legalizar o direito ao aborto de maneira segura e gratuita, acompanhando mulheres argentinas envolvidas na luta, enquanto a Lei do Aborto passa para aprovação no Congresso Nacional.

Durante a premiere do filme no festival, houve um protesto da equipe e ativistas da causa que agitavam lenços verdes, cor que representa a luta abordada no documentário. Antes da exibição do filme, foi apresentado um cartaz em homenagem a Ana María Acevedo, mulher que perdeu a vida 12 anos atrás em uma gravidez de risco, mesmo os médicos tendo conhecimento e a mesma tendo recorrido ao aborto legal anteriormente. Além disso, foram colocados lenços verdes em todos os assentos, na sala de projeção onde o filme foi exibido, afirma uma jornalista da AFP.

Os artistas Pedro Almodóvar, Penélope Cruz, Asier Etxeandia, Nora Navas e Leonardo Sbaraglia aderiram a luta, apoiando a causa do filme.

De acordo com o Screen Daily, o filme é um retrato digno e tocante sobre um recorte focado na Argentina, mas que pode ser generalizado para diversos países. “Visualmente, o filme se beneficia de uma série de imagens marcantes, incluindo demonstrações inspiradas no tema de The Handmaid’s Tale; pequenos barracos onde as mulheres lutaram por suas vidas depois de soluções domésticas brutais; e o tamanho das marchas públicas. Mas a intimidade, e não a escala, é a característica mais forte do Let It Be Law. Agitar pela mudança requer encarar uma questão diretamente no rosto e torná-la pessoal, como Solanas entende claramente.”

“Que Sea Ley”

Outro filme presente na mostra, foi a comédia Les Plus belles années d’une vie, de Claude Lelouch. O diretor francês, finaliza sua trilogia, comparada a trilogia Before do americano Richard Linklater, continuação dos filmes Um Homem, Uma Mulher (1966) e Um Homem, Uma Mulher: 20 Anos Depois (1986). Dessa vez, o casal interpretado pelos colegas octogenários Jean-Louis Trintignant e Anouk Aimée reprisam seus papéis como amantes apaixonados, oferecendo uma saudação melancólica ao filme original.

Para o IndieWire, que deu nota C+, “Les Plus belles années d’une vie aparece como uma versão desanimada e higienizada da ruminação sobre mortalidade e perda encontrada em Amour. A escuridão ilude Lelouch a cada passo em favor de reacender a química de seu amado casal.”. “Lelouch se apega à nostalgia tão densa que sufoca o potencial do desenvolvimento gentil. Auto-indulgente a uma falha, os flashbacks subsequentes às cenas em tons de sépia de Um homem e uma mulher surgem ao longo do filme enquanto o antigo casal dirige e relembra os velhos tempos. Em algum nível, pode ser apropriado que um filme sobre se perder no nevoeiro do passado sofra o mesmo destino.”

Family Romance, LLC, de Werner Herzog foi exibido na sala Lumiére apresentando a premissa de um documentário sobre uma empresa japonesa de mesmo nome, cujos serviços consistem em alugar atores para servirem de maridos, pais ou amigos a pessoas em situação de carência afetiva. O filme, no entanto, navega por um registro muito menos claro do que se esperaria da linguagem documental, em virtude do alto grau de intervenção do cineasta no mundo ao redor.”, de acordo ao Adoro Cinema, que deu 2 estrelas para o filme, alegando que o filme “deixa a impressão de um projeto inacabado, como se Herzog tivesse filmado um roteiro em fase inicial, sem dedicar o tempo necessário a aprofundar seu tema nem reunir as condições necessárias de produções.”

Já o Cinema em Cena, que gostou bastante do filme, destacou a falta de um roteiro fixo como sendo um dos pontos positivos. Para o crítico Pablo Villaça, o filme “foi construído com uma estrutura solta, aberta ao acaso, e produzido com a energia e o impulso de um jovem. É admirável como, aos 76 anos, Herzog conta ainda com um impulso criativo, uma necessidade de contar histórias, que o leva a decidir pegar a câmera e filmar mesmo sem grandes recursos à sua disposição.”

“Les Plus belles années d’une vie”

Finalizando as sessões da mostra de Sessões Especiais, foi exibido o novo média-metragem de Gaspar Noé, Lux Aeterna. No filme, as atrizes Charlotte Gainsbourg e Béatrice Dalle interpretam a estrela e diretora, respectivamente, de um projeto sobre bruxas sendo queimadas na fogueira. Suas conversas amigáveis ​​e abertas sobre as humilhações que sofreram ao longo de suas carreiras – e como elas, no entanto, levaram a filmes interessantes – dão lugar a um retrato de um pesadelo no caos.

O filme dividiu as opiniões dos críticos, como já era de se esperar de um dos cineastas mais controversos em atividade. Noé alegou que “muitas pessoas gostaram do meu último filme e eu me senti mal, então espero ter irritado muito mais pessoas com esse filme.”

O site The Up Coming deu 4 de 5. Para o crítico Sam Gray, “o argumento de Noé sobre a crueldade criativa pode parecer um pouco reducionista, até mesmo ofensivo, mas é apresentado de maneira confiante e irônica – e de uma maneira que honestamente reconhece o quanto a arte provavelmente foi um pesadelo para fazer – que esse crítico é inclinado a dar ao diretor o benefício da dúvida, e vê-lo como um ensaio emocionante sobre o prazer e a dor de seu próprio processo criativo.”

A crítica do site Vulture destaca como foi durante a sessão do filme, já que o diretor é conhecido por ter suas sessões abandonadas. “Até onde posso imaginar, ele vê esse tipo de tortura leve como o antídoto para o entretenimento irracional do cinema popular. Ou em outras palavras, apenas para foder com seu público ele pode realmente libertá-los. O público de Cannes é famoso por sua irritação, mas eles pareciam passar pela provação sem reclamar muito. Do meu ponto de vista na varanda, eu só vi uma pessoa deixando a sala, embora muitos na platéia recorriam a cobrir os olhos ou tapar as orelhas às vezes. (No saguão depois, pelo menos uma pessoa estava claramente chorando.) Os famosos boo-pássaros do Palais não saíram hoje à noite: assim que os créditos pararam, o público aplaudiu – e não apenas porque as luzes da casa estavam acesas.”

“Lux Aeterna”

Um Certo Olhar

No dia 18 de maio, na vitrine paralela à competição de Cannes, Un Certain Regard, teve presença de produção nacional. O filme Port Authority, da estreante Danielle Lessovitz, produzido por Martin Scorsese e pelo brasileiro Rodrigo Teixeira (RT Features), conta a história de amor entre o jovem Paul (Fionn Whitehead) e Wye (Leyna Bloom), uma diva adolescentes de um grupo de dançarinos gays. A relação entre eles vai bem, até que ele descobre que ela é uma mulher trans. O de garota-encontro-trans sobre identidade e pertencimento na cena do baile subterrâneo de Nova York.

O nome do filme é baseado no terminal rodoviário Port Authority, na West 42nd Street, em Nova York, conhecido por ter uma longa e corajosa história no cinema como ponto de entrada para um mundo multicultural de agitação, correria e perigo.

De acordo a The Hollywood Reporter, que destaca a fotografia e a trilha sonora do filme, “Port Authority é um pouco frágil em termos de seu esqueleto narrativo, às vezes tendendo a ocioso no lugar quando deveria estar avançando, mas os personagens e o mundo do filme são desenhados com envolvimento imersivo, e o clima é transfixante.”. “As prometidas explosões e confrontos nunca se materializam completamente, embora isso acabe sendo tanto uma fraqueza quanto uma força do filme. O fator chave é que há um sentimento suficiente no relacionamento para mantê-lo torcendo para que ele funcione.”

Jeanne (Joan of Arc), de Bruno Dumont, foi outro longa presente na seção. No filme, que já possui uma história conhecida e retratada outras vezes no cinema, Lise Leplat Prudhomme interpreta Joana D’Arc, uma jovem mulher que embarca em uma empreitada para fazer parte do exército francês, surpreendendo a nação ao comandar e sair vitoriosa de grandes batalhas contra a Inglaterra. Porém, seus excessos religiosos a levam a ser presa e sentenciada a morrer queimada.

O site The Playlist deu nota D para o filme. Em sua resenha, Caroline Tsai critica a performance da protagonista, “no papel de protagonista, o olhar de determinação de Prudhomme, pelo menos parcialmente, mascara o fato de que seu desempenho se parece muito com recitação enquanto olha direto para o cano da câmera, que significa conotação de sabedoria cansada de batalha além de seus anos. Ainda assim, parece difícil atribuir a qualidade da atuação de Prudhomme a jovem intérprete e, em vez disso, é mais sensato culpar o homem por trás da câmera – por escalar Prudhomme em um papel que exige a complexidade da emoção de uma garota nove anos mais velha. De mais a esta maneira, Jeanne é o projeto de paixão de um diretor que claramente se imagina um humorista, ainda que a tentativa se traduza desfavoravelmente como auto-indulgência pretensiosa.”

“Port Authority”

O espanhol Albert Serra estréia o seu Liberté, filme que se passa em 1774, quando um grupo de libertinos franceses foge do governo conservador de Louis XVI. Rejeitando os valores morais e a ideia de autoridade, eles desejam exportar para a Alemanha sua filosofia libertina. Porém, para convencer os alemãs a adotarem ideias tão radicais vão ser necessárias estratégias mais sofisticadas.

O filme, que possui a quantidade de nudismo como uma das características ressaltadas, foi descrito pelo The Wrap como “uma orgia de mais de duas horas de masoquismo, sadismo, masturbação, sodomia, flagelações e humilhações de todos os tipos.”. “E enquanto o assunto é indubitavelmente grosseiro, o filme é magicamente silencioso, com a ação central ocorrendo a noite toda em uma floresta, os sons das cigarras proporcionando um cenário de natureza semelhante ao de Rousseau ao gemido e masturbação entre os nobres em cortes aveludados e perucas em pó.”

No geral, os críticos foram receptivos com a obra. O crítico Vasco Câmara da Público, completa dizendo que “Não liguem ao que vos possam dizer, que Liberté é lento, que Liberté é grotesco, que parece À Espera de Godot escrito pelo Marquês de Sade. Sim, pode ser tudo isso o sexo. Lento e silencioso como a morte. Grotesco, mas também comovente, algo hilariante até. São manobras dos humanos para transcender o horizonte de fim.”

O Festival de Cannes terá sua premiação realizada no dia 25/05. Confira aqui os filmes na competição oficial.

 

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Juliana Oliveira

Estudante de psicologia e fascinada pelo audiovisual. Acredita que o cinema seja uma arte de teor político que dá voz a quem não é ouvido. Gosta de conhecer novas culturas e acredita que o cinema seja a melhor forma para isso, expandindo assim a visão de mundo dentro se sua limitada realidade.