Festival de Cannes 2019 | Confira o júri e seleção completa da mostra ‘Curtas e Cinéfondantion’

A mostra de Curtas e Cinéfondation foi criada em 1998 sob a iniciativa do ator francês Gilles Jacob, que continua a presidir a seção até hoje. Às vezes a Cinéfondantion também é chamada de “o caçador de cabeças” do festival, dedicada a jovens criadores.

Através de três ações principais, a fundação apóia os projetos de filmes de jovens diretores; desde o roteiro até o reconhecimento de seu trabalho em escala internacional, até a busca por apoio financeiro. Em suma, o objetivo principal da mostra  é apresentar e destacar filmes de escolas de cinema, sejam de ficção ou de animação, que revelam talento e mereçam ser encorajados.

Em 2019 o júri é encabeçado pela diretora francesa Claire Denis. Além dela, completam o comitê: a atriz britânica Stacy Martin, o diretor israelense Eran Kolirin, o diretor grego Panos H. Koutras e o diretor romêno Cătălin Mitulescu.

Claire Denis

A diretora, roteirista e atriz francesa, já conhecida do público e com uma carreira consolidada, com um poucos mais de 13 longas, onde quatro deles passaram pelo Festival de Cannes. ‘Noites Sem Dormir’ (1994) e ‘Bastardos’ (2013) na mostra Um Certo Olhar, ‘Chocolat’ (1998) na Seleção Oficial e ‘Deixe a Luz do Sol Entrar’ (2017) na Quinzena dos Realizadores. Denis estreou seu último longa em 2018,High Life’ com Robert Pattinson e Juliette Binoche, no qual o poder de sua direção e experiência nas reticências reinventam a ficção científica.

Stacy Martin

Atriz de origem francesa e britância, Martin teve seu grande papel em 2013 na parte I de ‘Ninfomaníaca’ de Lars Von Trier. Sua carreira decolou depois disso, assumindo vários projetos, dentre eles ‘O Conto dos Contos’ (2015) de Matteo Garrone que esteve na Competição Oficial,  ‘O Formidável’ (2017) de Michel Hazanavicius também em Competição no Festival de Cannes. Em 2018, ela compartilhou a tela com Tahar Rahim em  ‘Treat Me Like Fire’, de Marie Monge, selecionado na Quinzena dos Diretores, e Vincent Lacoste, em ‘Amanda‘, de Mikhaël Hers. Este ano, ela esteve em ‘Casanova, Last Love’ de Benoît Jacquot.

Eran Kolirin

Diretor e roteirista israelense, estreou com o filme ‘A Banda’ (2007), que lhe rendeu aclamação da crítica e mais de 50 prêmios de prestígio em todo o mundo, entre eles oito Ophir Awards da Academia Israelense de Cinema, o Un Certain Regard Jury Coup do Prémio Cœur em Cannes 2007 e no European Film Discovery Award. Seu segundo longa-metragem, ‘The Exchange’ (2011), foi selecionado para o 68º Concurso de Veneza e recebeu vários prêmios em todo o mundo, incluindo o Prêmio FIPRESCI no Festival Internacional de Cinema de San Francisco. Seu terceiro filme, ‘Beyond the Mountains and Hills’ (2016), estreou na mostra Um Certo Olhar em 2016 e foi lançado com aclamação da crítica.

Panos H. Koutras

Diretor e roteitista grego, nascido em Atenas, começou a dirigir vários curtas-metragens em Paris e Londres, que percorreram os festivais de cinema do mundo. Em 1995, ele fundou a produtora 100% Synthetic Films em Atenas e começou a escrever seu primeiro longa-metragem, ‘The Attack of the Giant Moussaka’ (2019), que alcançou o status de cult. ‘Real Life’ (2004) e ‘Strella’ (2009) foram apresentados em Toronto e Berlim, respectivamente, seu quarto filme, ‘Xenia’ (2004), foi selecionado para Un Certain Regard em 2014. Em 2015, ele foi um membro do júri da mostra Un Certain Regard. Atualmente, ele está preparando seu quinto longa-metragem, ‘Dodo’.

Cătălin Mitulescu

Diretor, roteirista e produtor romêno. Seus curtas-metragens escolares ‘Bucharest-Wien 8:15’ (2000) e ’17 Minutes Late’ (2002) foram ambos selecionados na Cinéfondation em 2001 e 2002. Ele ganhou Palma de Ouro de Curta-Metragem com o curta ‘Traffic’ em 2004. Em 2006, seu primeiro longa-metragem, ‘Como eu festejei o fim do mundo’, foi selecionado para Un Certain Regard e recebeu o prêmio de Melhor Atriz. ‘Loverboy’, seu segundo filme, estreou na Un Certain Regard em 2011 e ganhou prêmios em Sarajevo e Vilnius FF. ‘By the Rails’, seu terceiro longa, teve sua estréia internacional em Karlovy Vary IFF em 2016, onde recebeu uma menção especial. Ele completou recentemente ‘Heidi’, seu quarto filme, que tem previsão de lançamento para este ano.

Os filmes que competem este ano na seção são:

Seleção de Curta-metragem

‘And Then the Bear’, de Agnès Patron
‘All Inclusive’, de Teemu Nikki
‘Anna’, de Dekel Berenson
‘The Distance Between Us and the Sky’, de Vasilis Kekatos
‘Ingen Lyssnar’ (Who Talks), de Elin Övergaard
‘The Jump’, de Vanessa Dumont e Nicolas Davenel
‘Monstruo Dios’ (Monster God), de Agustina San Martin
‘La Siesta’ (The Nap), de Federico Luis Tachella
‘Parparim’ (Butterflies) / Yona Rozenkier
‘White Echo’, de Chloë Sevigny (também presente com The Dead Don’t Die)


Seleção da Cinéfondation

‘Adam’, de Shoki Lin
‘Ahogy Eddig’ (As Up to Now), de Katalin Moldovai
‘Ambience’, de Wisam Al Jafari
‘Bamboe’, de Flo Van Deuren
‘Duszyczka’ (The Little Soul), de Barbara Rupik
‘Favoriten’ (Favourites), de Martin Monk
‘Hiếu’, de Richard Van
‘Jeremiah’, de Kenya Gillespie
‘Mano a Mano’, de Louise Courvoisier
‘Netek’ (Rift), de Yarden Lipshitz Louz
‘Pura Vida’, de Martin Gonda
‘Reonghee’ (Alien), de Jegwang Yeon
‘Roadkill’, de Leszek Mozga
‘Rosso: La Vera Storia Falsa del Pescatore Clemente’ (Rosso: A True Lie About a Fisherman), de Antonio Messana
‘Slozhnopodchinennoe’ (Complex Subject), de Olesya Yakovleva
‘Solar Plexus’, de David Mcshane
‘Sto dvacet osm tisíc’ (One Hundred and Twenty-Eight Thousand), de Ondřej Erban

A mostra de Curtas e Cinéfondation terão suas atividade iniciadas no dia 21/05 no Festival de Cannes.

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Juliana Oliveira

Estudante de psicologia e fascinada pelo audiovisual. Acredita que o cinema seja uma arte de teor político que dá voz a quem não é ouvido. Gosta de conhecer novas culturas e acredita que o cinema seja a melhor forma para isso, expandindo assim a visão de mundo dentro se sua limitada realidade.