Crítica | ‘Cemitério Maldito’ é um remake necessário

Antes de começar, gostaria de ser claro e dizer que nunca li “Pet Sematary”, obra icônica e polêmica de Stephen King, porém, ao assistir o clássico original, percebia uma boa história que sofria com um roteiro desleixado, que sentia dificuldades em imprimir uma linguagem narrativa para as telas, falhando em manter a coerência lógica e o teor psicológico certo. Cemitério Maldito

Nesta nova versão contamos com uma boa coerência narrativa, que deixa claro ao espectador o peso dos assuntos abordados, conseguindo assustar e e divertir do início ao fim.

Temos aqui um roteiro coerente e fiel ao corpo principal da obra, sabe muito bem como desenvolver sua trama e subtramas, falhando em alguns aspectos da psique dos personagens, o que leva o espectador a pensar algo do tipo: por que ele está fazendo isso mesmo? Porém, tais momentos são menores e, a meu ver, parecem ter sido sacrifícios necessários para que o filme não perca seu ritmo e não se torne denso demais – não comprometendo o filme como um todo.

Em termos de atuação, contamos com uma ótima escalação e com atores extremamente carismáticos e competentes, com destaque mais para Jason Clarke e…a filha mais velha do casal (Jeté Laurence), que nos brinda com uma grande empatia e depois com uma grande antipatia.

Cemitério Maldito é um filme que consegue tratar muito bem o tabu da morte, abusa um pouco de jumpscares, mas não os traz de graça, assusta principalmente pelo teor psicológico e sugestivo que o tema leva ao público e as personagens, e, mesmo se passando nos dias atuais, consegue manter o charme típico de um terror dos anos 80.

Das poucas obras de King que li, cheguei ao veredito de que suas tramas são mais assustadoras quando lidas do que quando assistidas, pois o terror psicológico extremamente bem descrito e imaginado pelo leitor perde grande impacto do formato audiovisual, mais rápido e com ações ocorrendo no aqui e no agora; em Cemitério Maldito temos um filme que, acredito também ter perdido certo impacto, mas se manteve competente em assustar, respeitando a obra e o formato cinematográfico, um excelente entretenimento para os fãs de terror.

CEMITÉRIO MALDITO | PET SEMATARY
3.5

RESUMO:

Mesmo se passando nos dias atuais, o remake Cemitério Maldito consegue manter o charme típico de um terror dos anos 80.

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Matheus Amaral

Formado em Audiovisual, amante do cinema em todos os seus aspectos. Filósofo de bar. As vezes mistura as coisas...Desde pequeno assistia tudo o que via pela frente, cresceu lado a lado com o cinema e com as suas diversas vertentes.