Crítica | 1ª temporada de ‘Love, Death & Robots’ é impecável

Desde o sucesso de Black Mirror, era esperado que novas séries antológicas com temas futuristas fossem lançadas, principalmente pelas plataformas de streaming (que foi onde Black Mirror conquistou a maior parte do seu público) e isso de fato aconteceu, com a Amazon também lançando sua série antológica, Electric Dreams.Love, Death & Robots

Porém, não foi só por ser uma nova antologia que Love, Death & Robots chamou atenção. Desde seu anúncio, a nova série original da Netflix, conquistou a atenção do público com a duração de seus episódios, que variam de 5 à 20 minutos e pelo fato de ser uma série de animação adulta em que cada episódio contaria com um estilo diferente.

A série conta com grandes nomes em sua produção como Tim Miller (diretor de Deadpool) e David Fincher (diretor de filmes como Zodíaco, Garota Exemplar, Clube da Luta entre outros) e em seus 18 episódios, conta diversas histórias que se passam em um futuro distante, e às vezes bem próximo, sendo que cada um deles é extremamente original em sua narrativa, mas que no geral, acaba combinando com todo o conjunto da série.

Um dos grandes pontos positivos fica para o roteiro, que consegue contar histórias simples de 8 minutos (como o episódio “Os Três Robôs”, em que três robôs se aventuram em uma Terra pós apocalíptica), como grandes tramas em 16 minutos (como o episódio “Para Além da Fenda de Áquila”, uma história misteriosa em que nada é o que parece) com a mesma intensidade.

Em todos os episódios existem personagens extremamente carismáticos, que conseguem cativar em poucos minutos. Histórias essas que variam não só no tipo de animação, mas no gênero. Love, Death & Robots apresenta em seus 18 episódios histórias de terror, mistério, romance e até paródias políticas sempre conectadas a ficção científica de alguma maneira.

Outro ponto positivo também fica por conta das animações. A série utiliza de vários tipos de animação, desde o mais simples desenho em 2D, até a animação 3D extremamente realista e cada uma delas ajuda a dar pistas de qual será o tom do episódio.

Em episódios com histórias mais simples e realistas, utilizam de animações em 3D que fazem uso de captação dos rostos dos atores, como a do episódio “Ajudinha” (em que uma astronauta, à deriva no espaço, precisa achar uma maneira de voltar para sua nave) e em episódios mais simples e lúdicos como “Noite de Pescaria”, em que são utilizadas animações com foco mais artístico do que realista.

Na verdade, o grande triunfo de Love, Death & Robots fica por conta de como todos os elementos (narrativa, animação, roteiro etc) acrescentam no trabalho de contar grandes histórias cheias de detalhes em pouco tempo, resultando em uma das melhores séries originais da Netflix.

LOVE, DEATH & ROBOTS - 1ª TEMPORADA
5

RESUMO:

Love, Death & Robots utiliza de vários recursos narrativos para contar grandes histórias em pouco tempo, e funciona.

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Matheus Ribeiro

Paulista, jornalista em formação, gamer e viciado em filmes e séries. Acredita que boas histórias nos ajudam a conhecer não só a maneira que a sociedade funciona, mas a conhecer a nós mesmos.