Conheça as cineastas indicadas ao Oscar em 2019

Em 1975, pela primeira vez, uma mulher foi indicada ao Oscar de Melhor Direção. A italiana Lina Wertmüller marcou a história com seu filme Pasqualino Sete Belezas. Foram necessárias 47 edições da premiação para que uma mulher fosse reconhecida em uma das categorias principais.

Depois deste ano, apenas outras quatro mulheres foram indicadas: Jane Campion em 1993, pelo filme O Piano, Sofia Coppola em 2003 com Encontros e Desencontros (2003), Kathryn Bigelow em 2008 com o filme Guerra ao Terror (se tornando a primeira mulher a vencer a categoria), e Greta Gerwig, em 2017 com o coming of age Lady Bird: A Hora de Voar (2017).

Na edição de 2019 não há mulheres indicadas na categoria de Direção. Entretanto há diretoras indicadas em outras categorias. Confira abaixo as cineastas nomeada para a 91ª do Oscar:

Nadine Labaki, diretora de ‘Cafarnaum’, indicado a Melhor Filme Estrangeiro

A libanesa Nadine Labaki venceu o Prêmio do Júri na última edição do Festival de Cannes com seu longa Cafarnaum. Durante a premiere do filme no festival, o longa foi aplaudido durante 15 minutos. Ele conta a história de um menino de 12 anos que deixa seus negligentes pais, decidindo ir morar nas ruas.

Labaki dirigiu os longas Caramelo (2007) e E Agora, Aonde Vamos? (2011). Ambos representaram o Líbano na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, entretanto, a primeira vez que o país foi indicado foi em 2018 com o filme O Insulto, de Ziad Doueiri. Em seu último filme antes de Cafarnaum, a diretora veio ao Brasil para filmar um dos curtas do filme Rio, Eu te Amo (2014).


Julie Cohen e Betsy West, diretoras de ‘RBG’, indicado a Melhor Documentário

Sexto documentário dirigido por Julie Cohen e o primeiro de Betsy West, RBG conta a história de vida e carreira da Suprema Corte dos Estados Unidos, Ruth Bader Ginsburg, figura que se tornou popular nos Estados Unidos após discordar de uma série de julgamentos no tribunal. Ainda em 2018, foi lançado um filme biográfico sobre Ginsburg. Suprema conta com Felicity Jones no papel de RBG e Armie Hammer interpretando o seu marido Martin D. Ginsburg, figura essencial em seu âmbito profissional e pessoal.


Marianne Farley, diretora de ‘Marguerite‘, indicado a Melhor Curta em Live Action

Marianne Farley é uma atriz e diretora canadense. Seus trabalhos mais notáveis são Gem Whitman em Imaginaerum, Nicole Breen em This Life, e Dillan Vanderson em Vampire High. O segundo trabalho da cineasta como diretora após Saccage (2015) conta a história de uma amizade entre uma mulher idosa e sua enfermeira. A aproximação das duas inspira a senhora a descobrir desejos não reconhecidos e, assim, fazer as pazes com seu passado.


Rayka Zehtabchi, diretora de ‘Absorvendo o Tabu’, indicado a Melhor Documentário em Curta-metragem .

A diretora iraniana-americana foi a única mulher indicada na categoria de documentário em curta-metragem com Absorvendo o Tabu (Period. End of Sentence.), sendo este seu terceiro trabalho na direção. O documentário se passa em uma aldeia rural nos arredores de Delhi, na Índia, onde as mulheres lideram uma revolução silenciosa. Elas lutam contra o estigma profundamente enraizado da menstruaçãoNos limites da Região da Capital Nacional, podemos acompanhar o antes e depois que um ativista local prepara uma equipe para fazer e distribuir absorventes higiênicos de baixo custo.

O projeto chegou até Rayka Zehtabchi através de meninas de 12 a 14 anos de idade da Oakwood High School em Los Angeles, que juntamente com sua professora de inglês do ensino médio, Melissa Berton, descobriram que mulheres em todo o mundo, especialmente na Índia, luta sem acesso a absorventes higiênicos. O empreendedor social Arunachalam ‘Pad Man’ Muruganantham encontrou uma solução, ajudando assim a transformar a história de uma vila.h2>PARTICIPE DO NOSSO BOLÃO DO OSCAR E CONCORRA A PRÊMIOS


Louise Bagnall, diretora de’ Late Afternoon’, indicado a Melhor Curta de Animação.

Late Afternoon acompanha uma mulher idosa que volta ao passado através de suas memórias. Ela existe entre dois estados, o passado e o presente. Esse é o quarto curta de Louise Bagnall. A mesma também utiliza sua voz para dar vida a personagem durante sua juventude. Louise também trabalhou no departamento de animação do desenho O Incrivel Mundo de Gumball da Cartoon Network, do filme Song of the Sea, indicado a Melhor Animação em 2015 e do filme The Breadwinner, indicado a Melhor Animação em 2018.


Alison Snowden, co-diretora de ‘Animal Behaviour’, indicado a Melhor Curta de Animação

Alison Snowden trabalha juntamente com seu marido David Fine. Juntos os dois já fizeram mais de dez trabalhos. O casal já foi indicado três vezes ao Oscar, em 1986 com o curta de animação Second Class Mail, em 1995 com Bob’s Birthday, onde saíram com a estatueta, e agora em 2019, com Comportamento Animal (Animal Behaviour).


Elizabeth Chai Vasarhelyi, co-diretora de ‘Free Solo’, indicado a Melhor Documentário

Juntamente com Jimmy Chin, Elizabeth Chai Vasarhelyi acompanhou durante 2 anos o alpinista Alex Honnold na realização de seu sonho: escalar sem equipamento de segurança a rocha El Capitan, no Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia. Alex fez algo inédito já que até então a rocha nunca havia sido escalada por alguém sem corda. Esse é o oitavo filme da diretora que possui em sua filmografia outros documentários da área esportiva como Meru (2015). Elizabeth e Jimmy venceram o British Academy of Film and Television Awards (BAFTA) de Melhor Documentário, se tornando o favorito para levar o Oscar.


Domee Shi, diretora de ‘Bao’, indicado em Melhor Curta de Animação.

Aos 30 anos, Domme Shi se tornou a primeira mulher a dirigir uma animação da Pixar. A diretora entrou na Pixar para trabalhar como artista de design em Divertidamente (2015), trabalhou, também, em O Bom Dinossauro (2015) e Os Incríveis 2 (2018). O curta foi exibido antes de seu último trabalho na Pixar, nos cinemas, e pode ser conferido no youtube. O filme é considerado o favorito em sua categoria.

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Estudante de psicologia e fascinada pelo audiovisual. Acredita que o cinema seja uma arte de teor político que dá voz a quem não é ouvido. Gosta de conhecer novas culturas e acredita que o cinema seja a melhor forma para isso, expandindo assim a visão de mundo dentro se sua limitada realidade.