Crítica | ‘Alita: Anjo de combate’ empolga e entrega excelentes sequências de ação

Dirigido por Robert Rodriguez (Um Drink no Inferno) e produzido pelos ganhadores do Oscar James Cameron (Titanic) e Jon Landau, Alita: Anjo de combate chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 14 e tem tudo para se tornar um clássico do gênero de ficção científica. Com efeitos visuais impressionantes e cenas de ação envolventes, o longa, que é baseado no mangá do japonês Yukito Kishiro, é uma ótima surpresa.

O roteiro do filme é escrito pelo próprio James Cameron e conta com um elenco de ponta, com nomes como Christoph Waltz (Bastardos Inglórios), Jennifer Connelly (Uma Mente Brilhante), Mahershala Ali (Moonlight) e Rosa Salazar no papel principal.

A trama gira em torno da ciborgue Alita, que desperta em um mundo pós-apocalíptico completamente sem memória. Com a ajuda do médico e cientista Dr. Ido (Waltz), a personagem ganha um novo corpo e começa a ter lembranças de sua vida passada. Com o tempo, a protagonista descobre que é muito mais que uma simples máquina de combate e entende o real propósito de sua existência.

Seguindo uma boa safra de ótimas ficções científicas que vem sendo lançadas nos últimos anos, como Mad Max: Estrada da Fúria (2015), de George Miller, e Jogador Número 1 (2018), de Steven Spielberg, Alita: Anjo de Combate consegue mesclar uma narrativa intensa e contagiante com ótimas cenas de ação. A fotografia é linda! Embora a maioria dos cenários utilize a computação gráfica, isso não prejudica a beleza do visual criado para o filme.

A cidade, pano de fundo para grande parte dos acontecimentos, é muito bem construída e tem uma leve inspiração na metrópole futurista e caótica de Blade Runner (1982), principalmente à noite. É possível perceber a mão de Cameron no design de produção, uma vez que a qualidade técnica e a destreza dos detalhes saltam aos olhos do público.

Os efeitos visuais são um show a parte. A produção caprichou em criar uma realidade pós-apocalíptica muito convincente. Os detalhes nas expressões dos personagens impressionam pela qualidade do CGI. Destaque para os olhos e a textura da pele da ciborgue Alita. Outro ponto muito positivo é a ação. Nesse quesito, a trama não poupa tempo e entrega quase duas horas e meia de muitas lutas e cenas extremamente empolgantes. Para os expectadores mais exigentes, vale a pena assistir em IMAX, onde o espetáculo visual e sonoro é ainda mais impressionante.

Embora o roteiro seja interessante, visto que é baseado em uma franquia de sucesso, ele deixa alguns furos. Pela grande quantidade de personagens e a profundidade da história, o filme acaba atropelando certos argumentos e correndo com outros. Porém, não é nada que tire o seu encanto. A trama é bastante interessante e se revela atual em colocar uma personagem feminina com personalidade forte e que toma suas próprias decisões na linha de frente. Filmes como Mulher-Maravilha (2017) e Capitã Marvel (2019) ajudam a encorpar esse importante movimento.

Embora Christoph Waltz, Mahershala Ali e Jennifer Connelly já tenham ganhado o Oscar, o que reflete a competência dos artistas, não há muito para se destacar sobre as atuações, visto que são papéis seguros e que não exigem muita versatilidade.

Alita: Anjo de Combate é uma belíssima produção em conjunto de Robert Rodriguez e James Cameron. Um filme com excelentes efeitos visuais, um bom roteiro, mesmo que com algumas falhas, e cenas de ação que impressionam. É uma belíssima surpresa e que merece entrar para lista de bons filmes de ficção científica.

ALITA: ANJO DE COMBATE | ALITA: BATTLE ANGEL
4

RESUMO:

Alita: Anjo de Combate é um espetáculo visual e conta com cenas de ação de encher os olhos.

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Iron Ferreira

Carioca e Jornalista graduado. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.