Crítica | ‘Escape Room’: clichê e divertido

Aos fãs de produções como Jogos Mortais e O Albergue, uma nova franquia ao melhor estilo do gênero pode estar no horizonte. Escape Room possui uma fórmula conhecida, mas agrada. Não tão sangrenta quanto seus precedentes, mas que reúne aqueles elementos característicos que tanto gostamos: suspense, tensão e adrenalina. O filme, dirigido por Adam Robitel (Sobrenatural: A Última Chave), entrega o resultado a que se propôs, entreter e divertir.

Seis pessoas desconhecidas entre si recebem uma caixa preta com um convite: participar de um desafio, onde precisam encontrar a saída de uma sala e ao vencedor, o prêmio de 10 mil dólares. A novidade é introdução de um jogo contemporâneo que tem se popularizado bastante ao redor do mundo: as escape rooms ou “jogos de fuga”. São salas que forjam cenários reais e os jogadores têm um tempo determinado para decifrar pistas e encontrar a saída do local.

Essa difusão indica uma tendência do universo dos games em que, cada vez mais, percebe-se o uso de recursos de interatividade e realidade aumentada. Essa nova onda está repercutindo também no mundo do audiovisual, destaque para o último episódio lançado de Black Mirror — Bandersnatch —  em que o público pode escolher os próximos passos dos personagens. Ou a realidade está refletindo o criado no Cinema (A vida imita a arte?).

Em Escape Room, no entanto, a brincadeira sai do controle ao passo que demonstra estar longe de um simples jogo de imersão. A cada sala enfrentada pelos jogadores, o nervosismo e o perigo aumentam ao vermos que eles correm um risco real de vida.

O roteiro é bem amarrado, apesar de previsível. No meio do filme, já estamos envolvidos e ansiosos com a trama, e talvez tenhamos esquecido os diálogos autoexplicativos das ações e personagens clichês. Destaque positivo para o ator Nik Dodani (Atypical) no papel bem estereotipado do nerd viciado em video games

Com traços do britânico Exam e Segredo da Cabana, Escape Room é uma boa pedida para quem procura uma distração. O final em aberto é favorável, o jogo não terminou. Podemos aguardar uma continuação dessa produção que arrecadou US$ 18,2 milhões em sua estreia nas bilheterias norte-americanas.

ESCAPE ROOM
3

RESUMO:

Apesar de contar com elementos já conhecidos pelo público,  Escape Room é uma dose de entretenimento puro pode ser a boa pedida do fim de semana.

 

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Isa Carvalho

Jornalista e estudante de cinema. Acredita que o cinema é um documentário de si mesmo, em que o impossível torna-se parte do real. "Como filmar o mundo se o mundo é o fato de ser filmado?"