Lista | Os filmes do DCEU, do melhor ao pior

Quando se fala em filmes de super-heróis, a comparação é inevitável: Marvel ou DC? Isso porque, quando a primeira já estava estabelecida com os Vingadores no cinema, Warner Bros. e DC davam o pontapé inicial com O Homem de Aço, em 2013. Tudo isso após a trilogia Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan, um tremendo sucesso, mas que levou sete anos para ser concluída.

O universo cinematográfico da DC, chamado de DCEU (DC Extended Universe, ou, Universo estendido da DC), tem seis filmes até o momento. No horizonte, estão Mulher-Maravilha 1984, Shazam!, Flash e o problemático filme solo do Batman. Portanto, elegemos, até o momento, os melhores e os piores filmes da DC nos cinemas, e iremos atualizar essa lista assim que os novos lançamentos chegarem aos cinemas. Vamos conferir?

6. Esquadrão Suicida (2016)

Terceiro filme do Universo Cinematográfico da DC, Esquadrão Suicida foi um dos filmes mais aguardados do ano de 2016. Depois de um trailer bastante sombrio com uma versão sinistra de “I Started a Joke”, do grupo Bee Gees, e outro, extremamente divertido e empolgante com a música “Bohemian Rhapsody”, da banda Queen, as expectativas em torno do Esquadrão Suicida cresceram. Além disso, o filme contava com nomes como Will Smith, Margot Robbie, Viola Davis, Jared Leto, e uma história nova, do ponto de vista dos vilões. Não tinha como dar errado. Mas deu.

O filme, dirigido por David Ayer, é repleto de aspectos negativos. A história é fraca, o grande vilão é horroroso, os personagens são mal desenvolvidos, a ótima trilha sonora é muito mal utilizada, e os diálogos são ruins e bastante expositivos. Mas talvez uma das piores coisas seja o Coringa, simplesmente o personagem mais esperado. A atuação do Jared Leto e a reapresentação do maior inimigo do Batman chegam a deixar o público irritado. O que foi aquilo? Outro aspecto que vale a pena ser ressaltado é que o longa, além de contar com um péssimo trabalho de direção, é completamente exagerado. Para que tantas explosões e tantos efeitos visuais grandiosos? Funcionaria muito bem se fosse menor, uma história mais fechada naquele universo.

O filme não foi bem recebido pela crítica e teve um resultado abaixo do esperado na bilheteria. Porém, o longa possui como pontos positivos o Pistoleiro (Will Smith) e a Arlequina (Margot Robbie). Além de serem ótimos atores, os dois conseguiram entender bem seus personagens. Seria muito bom que eles tivessem um futuro nesse universo cinematográfico. O resto do filme pode ser esquecido. Ou melhor, deve ser lembrado para que nunca mais façam alguma coisa parecida. Paulo Victor Costa.


5. Liga da Justiça (2017)

Eis o filme que era para ser auge desse universo cinematográfico. Ai entra uma inevitável comparação: quando a Marvel levou para os cinemas Os Vingadores, todos aqueles heróis reunidos já haviam ganho seus filmes solo, para que pudéssemos ter aquele grande evento em sua plenitude. Já em Liga da Justiça, conhecemos alguns heróis de maneira apressada, como o Aquaman, Flash e Ciborgue.

Mas, os problemas de Liga da Justiça seriam muito menores se fosse apenas uma questão de apresentação dos heróis ainda não vistos em ação. O longa passou por profundas modificações de conceito e execução. O diretor Zack Snyder foi afastado da produção e Joss Whedon (Os Vingadores e Vingadores: Era de Ultron) foi contratado para finalizar o filme. Refilmagens aconteceram, o tom do filme mudou e até a duração do longa foi alterada. O resultado foi uma tentativa de emular um filme da concorrência, fato que não deu muito certo.

Quanto ao filme em si, Liga da Justiça trata de diversos assuntos: precisa resolver a situação do Superman, inserir os outros meta-humanos e fazer o Batman de Bem Affleck (em uma versão mais abobalhada) montar o tal super time. Ainda temos o Lobo da Estepe, mal concebido esteticamente e uma ameaça empobrecida pelo roteiro desajustado do filme. O resultado é uma produção que pode até divertir alguns momentos, mas está longe de empolgar. Talvez o filme tenha sido do jeito que precisava, mas, está longe da grandiosidade do que deveria possuir. Léo Barreto.


4. Batman vs. Superman: A Origem da Justiça (2016)

Um dos filmes mais polêmicos de 2016, Batman vs Superman dividiu opiniões. Até hoje, no site Rotten Tomatoes é perceptível a enorme diferença entra a opinião da crítica (27%) e a do público (63%). Fato é que esse filme criou uma enorme expectativa. Isso porque seria o primeiro encontro entre o Batman e o Superman nos cinemas, teria o Lex Luthor interpretado pelo bom ator Jesse Eisenberg e apresentaria a Gal Gadot no papel da Mulher-Maravilha.

O longa tem vários problemas. Começando pelo roteiro que não é muito bem desenvolvido e é bastante repetitivo; alguns diálogos são bem fracos e as atuações também; no entanto, dois aspectos são marcantes por serem os mais problemáticos. O primeiro são as péssimas tentativas de encurtar a narrativa, como na sequência em que o Batman descobre alguns arquivos do Lex Luthor, que tinham informações sobre o Flash, o Aquaman, o Cyborg e a Mulher-Maravilha, com os símbolos de cada um. Como assim?! Pois é. O segundo é o fato de que a história é cheia. O diretor Zack Snyder tinha como objetivo contar aquele evento no qual o Batman e o Superman brigam, mostrar a função do grande vilão Lex Luthor naquela situação, apresentar o universo compartilhado da DC e os novos personagens, entre outros. O diretor acaba se perdendo gravemente com tantos objetivos.

Tendo em vista todos esses problemas apresentados, vale a pena comentar que Batman vs Superman não é um filme de todo ruim. É um longa que vai crescendo com o tempo e certos conceitos, bastante profundos, trabalhados pelo Snyder vão se esclarecendo. O diretor foi corajoso em apresentar um projeto tão ambicioso como esse, que mostrava sua visão única do universo da DC. Essa é mais sombria, dramática, tem fortes consequências (um contexto no qual o Batman e o Superman se encaixavam muito bem). Isso poderia, inclusive, servir como um contraponto aos filmes da Marvel, conhecidos por serem mais divertidos. Uma pena que essa visão não foi tão bem aceita. Outro ponto positivo é a aparição da personagem Mulher-Maravilha, que, mais tarde, ganharia um grande filme; além da estrondosa e certeira trilha sonora de Hans Zimmer. Paulo Victor Costa.


3. O Homem de Aço (2013)

O Superman tem uma longa vida nos cinemas. Aclamado pela sua versão interpretada por Christopher Reeve, e criticado pela versão de Brandon Routh, o personagem tem seus altos e baixos nas telonas. O público vinha com receio de rever o herói após o gosto amargo deixado por sua última versão. Porém, felizmente, Zack Snyder não errou a mão em O Homem de Aço.

Considerado quase como um “ame ou odeie”, Snyder trouxe um filme grandioso, e bastante diferente do que se foi visto anteriormente. Mais sério e melancólico – o que não agradou muita gente – o diretor da vida ao Superman mais discutido e polêmico do cinema. O filme inova por não repetir a mesma fórmula já conhecida, e se arriscar em uma versão própria e original. As cenas de luta fazem jus ao personagem, dessa vez interpretado por Henry Cavill, e mostram o efeito de Snyder na direção, que sabe dirigir cenas assim como ninguém. A experiência é complementada com um excelente elenco, composto por nomes como Amy Adams, Russel Crowe e Michael Shannon. Sem contar a excepcional trilha-sonora composta pelo sempre impecável Hans Zimmer. O Homem de Aço pode não ter agradado a todos, mas ainda assim foi inovador e uma entrada com pé direito do universo compartilhado da DC nos cinemas. Gabriel Granja.


2. Aquaman (2018)

Se eu te dissesse há alguns anos atrás que Aquaman seria o maior sucesso de bilheteria do DCEU nos cinemas, você não acreditaria. Provavelmente, ia rir da minha cara. Porém, para a surpresa de muitos, o Rei dos Mares chegou com tudo e se tornou um enorme sucesso de bilheteria, sendo o primeiro filme da DC a atingir a marca de um bilhão de dólares, após o fechamento da Trilogia de Nolan, em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

O filme conta com a direção do versátil James Wan, que constrói um universo totalmente diferente do que já fora visto nas telonas. Atlântida é um deleite visual e se torna um personagem entre tantos outros. A história em si não carrega nenhuma carga de inventividade ou surpresa: é a típica jornada do herói. Porém, Jason Momoa é um protagonista carismático e o elenco engrandece o longa. Nomes como Nicole Kidman, Willem Dafoe e Patrick Wilson dão credibilidade ao longa, que ainda apresenta uma heroína a este universo, Mera, vivida por Amber HeardAquaman ainda tem ótimas cenas de ação e embora pareça durar uns 15 minutos a mais do que deveria, é um grande e divertido filme. Léo Barreto.


1. Mulher-Maravilha (2017)

É difícil de acreditar, mas temos aqui o primeiro filme de super-herói protagonizado por uma mulher. Considerando isso, a responsabilidade de dar vida ao projeto era grande tanto pela importância dele em termos de representatividade feminina, quanto pela importância que a personagem possui nos quadrinhos. Felizmente, Mulher-Maravilha cumpriu suas promessas, e isso se deve ao fato de que uma mulher estava no controle da direção.

Patty Jenkins entrega um trabalho digno de aplausos, e que trouxe a DC para os eixos após a enxurrada de críticas negativas em cima dos dois últimos longas lançados. O filme é um frescor para o gênero. A direção de Jenkins engradece a relevância da personagem, deixado de lado o que seria uma provável sexualização da mesma em mãos de outros diretores, para mostrar todo o seu poder e força para o público.

Apesar de derrapar em seu 3º ato, o filme conta com boas atuações, uma marcante trilha-sonora, e um carisma excepcional de Gal Gadot. Mulher-Maravilha não é só o melhor filme do universo da DC, como também um marco no gênero e até mesmo no cinema. Vale relembrar a lindíssima sequência em que a personagem entra em um campo de guerra. É de arrepiar! Gabriel Granja.


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Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...