Mulheres dirigiram apenas 8% dos 250 principais filmes de 2018, aponta estudo

Um estudo anual feito pelo Centro para o Estudo de Mulheres na Televisão e Cinema, da Universidade do Estado de San Diego, aponta que mulheres dirigiram poucos filmes em 2018.

A porcentagem de diretoras, levando em consideração os 250 principais filmes do ano, caiu de 11% (2017) para 8% (2018). Quando a amostra aumenta para 500 filmes, o resultado também tem uma queda de 18% para 15%.

Segundo a diretora executiva do Centro, Dra. Martha M. Laurzen, “o estudo não fornece evidências de que a indústria cinematográfica tradicional tenha experimentado a profunda mudança positiva prevista por muitos observadores da indústria no último ano. É improvável que essa sub-representação radical seja remediada pelos esforços voluntários de alguns indivíduos ou de um único estúdio. Sem um esforço de grande escala montado pelos principais participantes – os estúdios, agências de talentos, sindicatos e associações – é improvável que vejamos mudanças significativas”.

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O estudo também contou com uma análise sobre a presença das mulheres como roteiristas, diretoras de fotografia, editoras e produtoras nos 250 principais filmes do ano. Comparado com o ano de 1998, hoje há mais mulheres desempenhado as funções citadas, porém nenhuma dessas categorias contou com mais de 3% de aumento nos últimos 20 anos.

Avaliando cada categoria, as mulheres representavam 16% dos roteiristas, 21% dos produtores executivos, 26% dos produtores, 21% dos editores e 4% dos cineastas que trabalhavam no top 250. No total, apenas 1% dos filmes pesquisados ​​empregou 10 ou mais mulheres nesses papéis nos bastidores, enquanto 74% dos filmes empregaram 10 ou mais homens.

Vale lembrar que o ano de 2018 contou com o movimento #MeToo, em Hollywood; teve a diretora Greta Gerwig (Lady Bird) como a quinta mulher a ser indicada ao Oscar na categoria Melhor Direção; Rachel Morrison se tornou a primeira mulher a ser indicada ao Oscar na categoria Melhor Fotografia por Mudbound: Lágrimas Sobre O Mississipi; e Ava DuVernay (foto) se tornou a primeira mulher negra a dirigir um filme com um orçamento de 100 milhões de dólares, com o filme Uma Dobra no Tempo.

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Paulo Victor Costa

Depois que descobriu "The Truman Show" e "Lost", passou a viver de filmes e séries. Também é muito fã dos filmes do Spielberg. Tenta assistir de tudo para poder debater com outras pessoas.