Crítica | ‘She-Ra e as Princesas do Poder’ traz toda a nostalgia da saga clássica com temas atuais

Estamos vivendo a era dos remakes e reboots! Não só grandes franquias do cinema estão lançando filmes novos como Halloween, Predador, O Grinch e Mary Poppins. Na TV, anúncios de remakes de grandes animações dos anos 80 e 90 chegam sempre em volta de polêmicas, sejam por mudanças nos visuais dos personagens, no roteiro, entre outros. E não foi diferente para o remake de She-ra, já que, além de mudar a aparência e etnia de diversos personagens, também deu representações mais jovens do que os personagens originais em She-ra e as Princesas do Poder.

Nessa versão da clássica animação de 1985, a história começa já no meio de uma guerra entre A Horda e A Aliança das Princesas que dura anos, sendo que essa última, foi desfeita após várias derrotas pelas tropas da Horda. Nisso conhecemos Aurora, uma jovem recruta da Horda, a quem após diversos sucessos em missões e treinamentos,  é dada a oportunidade de se tornar Capitã da Ordem. Porém, após se perder na floresta e encontrar uma espada mágica, Adora não só descobre as verdadeiras intenções da Horda, como também descobre que ela na verdade é a lendária princesa She-ra. E com seu novo poder, ela terá a missão de reunir uma nova Aliança das Princesas para acabar de uma vez por todas com os planos da Horda.

O grande destaque da versão de 2018, e o que mais a afasta da versão original, é a diversidade em seus personagens. Aqui se veem personagens de diversos tipos, como personagens negros, asiáticos, gordos, latinos, orientais, entre outros. Além de forte representação LGBT, não só com um casal de princesas, mas como a própria Aurora tem uma relação de amor  que se torna ódio extremo com uma das vilãs da série, a Felina. Essa representação não só traz uma maior variedade no estilo dos personagens, como faz com que cada um se destaque por motivos diferentes, seja a aparência ou a personalidade.

Outro ponto forte do remake é o roteiro. Além do ritmo da trama e da quantidade de episódios ser perfeita para que a história não passe a sensação de lentidão, mas também não seja corrida demais, o roteiro tem ótimos diálogos, que só contribuem no entendimento desses personagens complexos. Por exemplo, no lado da Horda, somos apresentados a personagens tão ou mais carismáticos que do lado da Aliança, o que faz com que a trama nunca fique cansativa. Além disso, a trama apresenta plot twists dignas de séries de fantasia para um público mais adulto, trazendo complexidade a série.

Outro ponto positivo é a dublagem nacional, que traz vozes conhecidas como a de Guilherme Briggs, Fernanda Baronne (a famosa voz da Vampira de X-Men) e Flávia Saddy (a Lisa dos Simpsons). Além de trazer ótimas vozes para os mais diversos personagens, a animação ganha pontos no quesito nostalgia, já que várias dessas vozes estão presentes em outros desenhos dos anos 80 e 90.

She-ra e as Princesas do Poder é um ótimo exemplo de que desenhos antigos podem ganhar ótimos remakes não só contando as clássicas histórias para uma nova geração, mas as adaptando de maneira perfeita para os tempos atuais, trazendo mensagens importantes.

SHE-RA E AS PRINCESAS DO PODER - 1ª TEMPORADA
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Resumo:

She-ra e as Princesas do Poder traz toda a nostalgia da saga clássica, porém, com diversidade em seus personagens e mensagens importantes para os tempos atuais.

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Matheus Ribeiro

Paulista, jornalista em formação, gamer e viciado em filmes e séries. Acredita que boas histórias nos ajudam a conhecer não só a maneira que a sociedade funciona, mas a conhecer a nós mesmos.