Crítica | ’Era Uma Vez um Deadpool’ leva o humor da franquia ao extremo

Wade Wilson (Ryan Reynolds) tenta provar que Deadpool pode ser um clássico conto de fadas, Era Uma Vez um Deadpool, sem restrições de faixa etária. Para isso, o mutante sequestra o ator e diretor Fred Savage e decide narrar uma versão mais romântica e menos violenta de Deadpool 2. Dirigido por David Leitch (Atômica e V de Vingança) e com trilha sonora de Tyler Bates (John Wick, 300), o filme estreia no dia 27 de dezembro.

A premissa do longa não é diferente do que foi apresentado em Deadpool 2. O vilão Cable (Josh Brolin) vem do futuro com a missão de assassinar o jovem mutante Russel (Julian Dennison). Decidido a salvar a vida do menino e mudar o futuro, Deadpool reúne um time de mutantes, a X-Force, para impedir que o pior aconteça. O filme conta ainda com a participação de membros dos X-Men.

Era Uma Vez um Deadpool acrescenta o ponto de vista do mercenário como foco nos principais acontecimentos. A franquia é conhecida pela quebra da quarta parede, onde o humor é a justificativa para uma séria de auto referências e piadas sobre o próprio universo da Marvel. A nova versão, porém, leva o humor ao extremo. Desde piadas sobre a vida pessoal do protagonista Ryan Reynolds até as críticas aos filmes licenciados pela FOX.

Embora a abordagem da trama seja mais despretensiosa e menos violenta, o filme não perdeu sua essência. O personagem é carismático e extremamente caricato. Levar o humor ao extremo é essencial para aproveitar o protagonista e a sua história. Como o Deadpool se difere do que se espera de um herói tradicional, mesmo porque ele não é um, brincar com o humor e a violência de sua personalidade é a melhor saída. As cenas acrescentadas trazem uma nova versão do mutante, mais branda e emotiva. Apesar do sarcasmo já ter sido explorado em Deadpool 2, o filme não se torna cansativo. A participação de Fred Savage é boa e rende ótimas piadas com o passado do ator.

A trama funciona, mas ainda abre espaço para as críticas aos efeitos especiais. A qualidade do CGI é baixa, sendo possível notar a textura extremamente artificial nas cenas principais. Contudo, a produção entrega boas cenas de ação e entrosamento entre os personagens. Para os fãs da Marvel Comics e do seu mentor/criador Stan Lee, vale a pena esperar até o final dos créditos para se emocionar com uma bela homenagem.

Era Uma Vez um Deadpool chega aos cinemas em 27 de dezembro.

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Iron Ferreira

Carioca e Jornalista graduado. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.