Crítica | Jennifer Garner é pura ação em ‘A Justiceira’

Desde Rambo, no final dos anos 70, e Duro de Matar, nos anos 80, são vários os filmes lançados que priorizam a ação à um roteiro elaborado ou personagens marcantes que não sejam os próprios protagonistas, como Carga Explosiva, Busca Implacável, entre outros. Esses dois últimos são inclusive dirigidos por Pierre Morel, que dirige o mais novo filme do gênero, A Justiceira.

No longa, Jennifer Garner (a eterna protagonista de De repente 30 e Elektra) é Riley, uma mãe que tem filha e marido mortos à tiros por um cartel de drogas  e que, não encontrando justiça no sistema penitenciário, decide fazer vingança com as próprias mãos.

Mesmo contando com vários personagens e até algumas sub-tramas, tudo isso é deixado de lado para dar espaço a Garner. Ela protagoniza diversas cenas de ação no melhor estilo dos filmes de ação do começo dos anos 2000, cheias de explosões, tiros, lutas e com uma dose de violência razoável, mostrando a sede de vingança de Riley.

A simplicidade do roteiro, que pode ser um dos atrativos aos fãs do gênero, também é um dos seus maiores defeitos. Nas cenas em que não acontecem ação, são aquelas em que o filme mais corre, jogando todas as informações que você precisa saber de uma só vez, em diálogos expositivos que muitas vezes beiram ao ridículo, principalmente por parte dos vilões, o que, curiosamente, deixam as cenas pouco empolgantes. Personagens que, inclusive, são tratados de maneira quase cômica, com risadas malignas, cenas em que estouram de raiva e em outras ameaçadoras, e que passam a sensação de que você já viu aquele filme, e não foram poucas vezes.

Continuando nos personagens secundários, no lado da polícia que investiga a morte desses membros do cartel, estão os Detetives Moises Beltran (John Ortiz), Stanley Carmichael (John Gallagher Jr.) e Inman (Annie Ilonzeh), que até conseguem provocar algumas surpresas durante o filme, mas fica a sensação que esses personagens ficam pouco desenvolvidos, até pelo pouco tempo de tela.

No quesito técnico o filme não passa muito do comum. A fotografia foca nas lesões em que Riley recebe e provoca em suas cenas de ação, enquanto a trilha sonora é usada de modo pesado para criar o clima tanto das cenas tristes e melancólicas, quanto as de tensão e de maior ação.

O grande problema em A Justiceira é o pouco foco no roteiro, e as cenas menos movimentadas acabam tornando o filme rapidamente tedioso. O longa é um filme de pura ação que foca mais em suas lutas do que no desenvolvimento de personagens e histórias.

2.5

RESUMO:

Novo filme de Jennifer Garner, A Justiceira tem boas cenas de ação, mas desenvolvimento de história e personagens deixam a desejar.

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Matheus Ribeiro

Paulista, jornalista em formação, gamer e viciado em filmes e séries. Acredita que boas histórias nos ajudam a conhecer não só a maneira que a sociedade funciona, mas a conhecer a nós mesmos.