Lista | Da história para o cinema: 10 filmes sobre a Segunda Guerra Mundial (Parte 2)

Soldados! Estamos de volta para outra investida, não deixei minha preciosa terra natal para trocar cartões de futebol e muito menos saber sobre a vida de cada um de vocês. A guerra ainda está bem longe de terminar, sem mais delongas vamos a ela. Se não nos encontrarmos no final, saibam que foi uma honra estar com vocês.

Leia também: Da história para o cinema: 10 filmes sobre a Segunda Guerra Mundial (Parte 1)

1941  – Ataque a Pearl Harbor

O que foi: Suscetíveis ataques aéreos relâmpagos a base naval estadunidense, Pearl Harbor, na tentativa, fracassada, de destruir a frota naval que estava no Havaí.

Filme: Tora! Tora! Tora! (1970). Diretores: Richard Fleischer, Kinji Fukasaku, Toshio Masuda

Similar ao Battle of Britain, temos aqui mais um filme com uma das mais belas intenções: A fidelidade histórica até onde seja possível. Os diferentes diretores trabalham, cada um a seu modo, para mostrar a tensão pré ataque, ataque e pós ataque, dos pontos de vista Estadunidense e Japonês, através de olhares civis, militares e políticos.

A proposta de Tora! Tora! Tora! é grande, e pode levar alguns a pensar que estamos nos referindo a um filme sem ritmo ou desbalanceado – O bom é que este não é o caso. O filme possui ótimas transições e um ritmo digno de aplausos; os dois pontos de vista se conversam de uma maneira fluidez instigante, o espectador sente com grande inquietação o que está por vir e anseia pelo ataque, mas ao mesmo tempo não quer que ele aconteça.

Temos aqui um filme sério e muito importante, que fala sobre das ações políticas e seu impacto em vidas simples. O melhor filme a retratar uma das ações mais imprecisas e descuidadas do império Japonês.

O que acontece depois: Em 11 de Dezembro a Alemanha e a Itália declaram guerra contra os Estados Unidos.


1942 – Batalha de Stalingrado

O que foi: Após as suscetíveis recuadas por parte da União Soviética, os Alemães dessem para perto da região do Cáucaso com o intuito de abastecer. Porém, depois disso, Hitler ordena que seus homens conquistem a cidade de Stalingrado (Cidade de Stalin), o que seria o fim da moral Soviética e talvez a chave para a campanha na Rússia. Porém, Stalin é informado por um espião no oriente que não haverá ataques a Rússia na frente oriental, então quase todas as tropas são realocadas para Stalingrado.

Filmes: Stalingrado (1993) Diretor: Joseph Vilsmaier

Nesta obra-prima do cinema Alemão sobre a Segunda Guerra, acompanhamos os soldados alemães, ou melhor, “os homens que se achavam os melhores do mundo”, em sua nova missão: Conquistar Stalingrado.

Aqui temos mais um filme que visa mostrar o companheirismo da guerra junto das mais terríveis e cruéis situações, mas com um pequeno trunfo: O filme massacra por completo o ídolo da superioridade ariana no exército alemão. Desde pequenos detalhes, vemos os soldados trocando suas armas pelas de soviéticos mortos, pois suas armas são melhores por engasgar com menos constância. São sujeitas as mais precárias situações de saúde, são obrigados a investirem no inimigo através de esgotos e o constante horror fazem, acidentalmente, uns atirarem nos outros.

Espere aqui ótimas cenas de batalha, uma ótima fotografia, apagada e fria, que nos ajuda a compreender a cruel situação e a derrubada de um ídolo que já causou muito sofrimento para a humanidade. Stalingrado é um filme dinâmico, divertido, importante e pouco conhecido, não pode passar batido.

Círculo de fogo (2001) Diretor: Jean-Jacques Annaud

A versão Hollywoodiana da mais sangrenta batalha travada na Segunda Guerra nos conta a história do famoso Sniper Soviético Vassili Zaitsev, e como um improvável amigo que trabalhava como comissário político, elevou os feitos de Vassili no jornal, transformando-o em uma lenda, para levantar o vigor de soldados desesperançados.

Temos aqui um filme bem detalhista aos pequenos detalhes das composições do cenário, é um filme em que o mundo vive; bem histórico e palpável. Porém, por se tratar de uma história real, o filme toma diversas liberdades poéticas para criar ao personagem figuras que representam aliados, amores e inimigos. A medida em que a lenda de Vassili se espalha nos ouvidos alemães, é hora de contra-atacar e o ficcional Major Erwin König entra em cena para rivalizar com o protagonista.

Basicamente todas as cenas de ação aqui são constituídas por conflitos entre Snipers, então espere muito cálculo, muita enganação e muita tensão. Círculo de Fogo é um filme que fala sobre a construção de mitos e lendas e porque é necessário que acreditamos neles, mas, em contraponto, destrói os próprios ídolos que constrói, mostrando a dificuldade de viver segundo eles. É um filme com aquele “q” de Hollywood, foca mais na diversão do filme enquanto produto de entretenimento, mas consegue equilibrar bem este aspecto com o clima serio da guerra e ainda sim dizer coisas importante.

O que acontece depois: A Batalha de Stalingrado teve início em setembro de 1942, mas só terminou no início de 1943 com o recuo vergonhoso das tropas Alemãs. Segundo alguns historiadores, é considerada a batalha mais importante da Segunda Guerra Mundial.


1942 – Teatro do Pacifico

O que foi: Uma série de operações travadas nas ilhas do Pacífico, na Ásia Oriental e na China, tendo como principais protagonistas os Estados Unidos e o Império Japonês. Vale ressaltar que as primeiras grandes incursões começaram em 42, mas este conflito perdurou até a rendição de Hirohito, a derrubada de duas bombas atômicas e o fim da guerra em 1945.

Além da Linha Vermelha (1998) Diretor: Terrence Malick

Com este filme temos a fictícia trajetória de uma companhia de Soldados Estadunidenses em meio a batalha de Guadalcanal onde se encontram nas mais terríveis situações físicas e emocionais. Pela sinopse, podemos concluir que temos um roteiro simples, que não aparenta trazer nada de novo para o gênero; porém o que de verdade temos em mãos é uma fascinante história sobre a relação do homem com a natureza.

Misture as narrações de Honra e Lealdade com os impactos psicológicos de Vá e Veja para ter uma ideia básica do que está por vir em Além da Linha Vermelha. Toda a destruição interna e racional das personagens faz com que elas se reconheçam como matéria, como natureza. Se deparam com a indiferença natural perante aos assuntos do mundo. O devir parece simplesmente seguir seu curso, enquanto nós, homens, fingimos ser o que não somos.

Temos aqui um dos filmes de guerra mais criativos e inventivos do gênero e que em termos técnicos nos brinda com uma fotografia excelente e cenas de ação fluidas, criativas e poéticas.

O que acontece depois: O conflito em Guadalcanal tem fim apenas em 1943. Em 10 de Julho de 1943 tropas Aliadas desembarcam na Sicília, encerrando as campanhas pela liberação no Norte da África.


1943 – Guerra no Deserto e desembarque na Sicília

O que foram: Campanhas Aliadas, lideradas principalmente pelos Britânicos, que visavam a liberação do Norte da África. Teve início em junho de 1940 e fim em maio de 1943. Seus principais cenários foram a Líbia, o Egito, Marrocos, Argélia e a Tunísia. Liberada a África, os Aliados partiram para a Sicília, para depois chegarem na Itália, onde tiveram auxilio da Força Expedicionária Brasileira.

Filme: Patton: Rebelde ou Herói? (1970) Diretor: Franklin J. Schaffner

Talvez um dos melhores filmes biográficos já feitos na História do cinema, Patton conta a trajetória do polêmico General George S Patton durante a Segunda Guerra Mundial e como foi uma das figuras mais simbólicas e importantes para o fim da guerra.

Com Patton podemos acompanhar a guerra em várias camadas diferentes: Seus alicerces, pois entramos em contato com diversas figuras históricas que ditaram a guerra, como o general americano Omar Bradley, o general Alemão Erwin Rommel entre muitos outros. Entramos em contado também com diversos momentos da guerra, fielmente inseridos, como a Operação Overlord, a batalha nas Ardennes entre outros.

Patton é um filme que nos mostra as complexidades políticas, as dificuldades de liderar e de ser liderado e como seres humanos que são bons na Arte da Guerra, talvez nunca vejam uma vida de paz. O filme vai até o final da guerra.

O que acontece depois: Em 17 de janeiro de 1944 tem início a batalha de Monte Cassino na Itália e em 4 de junho os Aliados entram em Roma.


1944 –  “Itália Ocupada”

O que foi: Grupos de resistentes Italianos começam uma campanha para derrubar Mussolini e as forças do Eixo, no intuito de retomar a Itália.

Filme: Roma Cidade Aberta (1945). Diretor: Roberto Rossellini

Numa das maiores obras da história do cinema, acompanhamos a fuga do líder da resistência Giorgio Manfredi, durante a ocupação nazista, enquanto diversos de seus amigos atrapalham a Gestapo, para auxiliar a fuga.

Temos aqui o filme que praticamente deu início ao movimento cinematográfico conhecido como Neorrealismo Italiano. Movimento que visava, fugir de tramas escapistas e divertidas para focar na realidade da vida, a crueldade da miséria, da pobreza, da humilhação e da opressão. Mirava principalmente no sofrimento da classe trabalhadora.

Roma, Cidade Aberta nos mostra toda a dinâmica da cidade de Roma durante a ocupação nazista; seus moradores lutam ferreamente para ajudar na fuga como um só, é como se a cidade vivesse e fosse também um personagem. A dinâmica entre os personagens e sua relação com o meio é excelente, os temas como humilhação, opressão e consciência do coletivo são muito bem trazidos e explorados aqui, sem falar no grande trabalho de atuação de praticamente todos os atores.

Roma é um dos filmes mais importantes da lista devido a seu forte impacto na história geral e na história do cinema. Imperdível.

O que acontece depois: Em 6 de junho de 1944 tropas inglesas, estadunidenses e canadenses desembarcam nas praias da Normandia. O DIA-D.


1944 – Operação Overlord

O que foi: Desembarque das forças aliadas nas praias de Normandia, a Operação Overlord criou por base de engodo falsas pistas que mostravam o desembarque nas praias de Calais. Caindo na armadilha, Hitler ordenou a seus generais que concentrassem a maioria de suas forças em Calais. A Operação Overlord visava a inserção Aliada através da Normandia, para liberar a França e depois a Europa.

Filme: O Resgate do Soldado Ryan (1998). Diretor: Steven Spielberg

Após a tomada da praia de Omaha, o Capitão John Miller é incumbido de uma controvérsia e nobre tarefa, encontrar um soldado paraquedista que perdeu todos os irmãos em combate e leva-lo para casa. O segundo filme de Spielberg que aparece em nossa trajetória é, talvez, o filme de guerra mais popular nos dias de hoje; seus méritos estão espalhados em praticamente todos os aspectos da trama.

As cenas de ação são lentas, visíveis e saboreáveis, os truques de câmera do diretor não criaram apenas uma sensação de caos e realismo, mas conseguiu mostrar a ordem que se forma em meio ao caos, poucos diretores conseguem tal proeza. Acompanhamos as cenas através de planos abertos que mostram o caos acontecendo no coletivo, os takes no rosto do Capitão Miller mostram as emoções individuais do momento e os avanços em primeira pessoa o caos em forma bruta: impalpável e incerto.

Em termos históricos, vale ressaltar que estamos falando aqui de uma história fictícia, baseada em alguns relatos eu ocorreram no Pacífico. Em contraponto temos um roteiro formidável, emocionante, com diversos momentos históricos, companhias reais e a presença do ilustre George C Marshall, criador do plano Marshall.

O Resgate do Soldado Ryan é um filme que fala sobre companheirismo, politica, dever, intelecto, emoção e levanta sempre à tona o valor de uma vida. Será que a vida tem valor? Quem as coloca na balança? Porque? Temáticas que são universais e tocantes e fazem o Resgate do Soldado Ryan um dos melhores filmes de guerra já feitos.

O que acontece depois: Em 25 de julho de 1944 tem início a Operação Cobra, liderada pelo general Estadunidense Omar Bradley e que visava a conquista da Normandia, principalmente pela cidade de Saint Lo e Caen. Em 25 de agosto de 1944 os Aliados conquistam Paris. Começa a marcha para Berlim. Em 17 de Setembro tem início a Operação Market Garden, liderada pelo marechal Britânico Bernard Montgomery, visava a incursão aliada no Rio Reno, através da Holanda. Fracassou.

A União Soviética começa a libertar as terras ocupadas por Hitler, através da justificativa de um espaço vital para o povo Alemão, e começa a conquistar terras em nome do Comunismo. Em janeiro de 1945 conquistam Varsóvia e liberam os prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz, o maior de todos.


1945 – Operação Detachment

O que foi: Batalha de Iwo Jima, travada em 19 de fevereiro e finalizada em 23 de março de 1945; foi um conflito entre os Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e o Império Japonês, pela conquista e defesa da ilha de Iwo Jima.

Filme: Cartas de Iwo Jima (2006). Diretor: Clint Eastwood

Até agora vimos filmes alguns filmes reais e cruéis, que visaram derrubar alguns ídolos de guerra, mostrar a indiferença do mundo com o homem e dizer que heróis e vilões não existem. Mas, até agora não vimos a história através dos “vilões” que foram duramente derrotados.

Cartas de Iwo Jima é o ápice da desmistificação do gênero guerra. Nele acompanhamos soldados japoneses que aguardam, sem esperanças, a chegada das forças Estadunidenses na ilha. A maioria dos personagens aqui, de fato existiram, sendo assim, acompanhamos sub tramas reais que amplificam os afetos de realidade e tristeza. É um daqueles filmes que grudam no telespectador por um bom tempo.

A direção de fotografia pálida e acinzentada elucidam ainda mais a sensação de tristeza, desamparo e desesperança. As cartas que os soldados escrevem para as famílias, traçam um parâmetro entre uma realidade passada e com a ilusão de equilíbrio, de bem e de mal, e, cria um contraste perfeito com a guerra, onde não parece existir bem e mal apenas os que estão vivos e os que já morreram.

Iwo Jima nos mostra que as melhores histórias de guerra não falam sobre sacrifícios heroicos ou sobre nacionalismo, mas sobre perder o chão, sentir a vida com uma cruel e voraz intensidade e sobre a dualidade constante entre estar vivo e estar morto.

O que acontece depois: Em 30 de Abril, Hitler se suicida em Berlim.


1945 – “A Queda! ”

O que foi: Com a chegada Soviética cada vez mais próxima da Alemanha, Hitler se recusa a deixar Berlim e passa suas últimas semanas com os principais generais e membros do Terceiro Reich no Führerbunker, onde comete suicídio.

Filme: A Queda! As Últimas Horas de Hitler (2004). Diretor: Oliver Hirschbiegel

Um grupo de jovens moças são levadas no meio da madrugada até a Toca do Lobo, para uma entrevista de emprego às pressas. O cargo: Secretária de Hitler.

A vencedora é Traudl Junge, que, em tempos mais a frente, é acordada pela artilharia Soviética e por todo o desespero que circula em volta de Berlim. Hitler e seu pessoal se refugiam no Bunker, enquanto bravos soldados e generais começam a perceber as loucuras que circulam a sua volta e começam a negociar com o inimigo, recuar e se render. Fazendo com que as últimas horas de Hitler se torne o maior inferno que ele presenciara.

Com A Queda! encontramos toda a decadência de uma sociedade que abraçou a primeira solução de melhoria que apareceu. Nele vemos Hitler usar sua própria ideologia para condenar a “fraqueza” de todos aqueles que o ajudaram, dizendo que se o povo não foi forte o bastante o próprio povo merecia sucumbir.

Porém, acompanhamos a trajetória de um povo tentando se reerguer, ganhando real força, enquanto Hitler e seus simpatizantes mais próximos saem de cena tentando levar todos juntos.

A Queda! trabalha muito bem com o os temas históricos: Choca o telespectador ao mostrar a coragem e a determinação da juventude Hitlerista, os terríveis crimes da SS e nos mostra o poder de nos espelharmos em ideologias, não importa qual seja, pois, uma vez que as abraçamos com muita força, quando ela se mostra mentirosa ou não está presente, nos sentimos destituídos de ser, e fazendo coisas nefastas para não conviver com a realidade, como matar seus próprios filhos.

Ficamos aqui com muita pouca música, apenas sons de artilharia, gritos de sofrimento e balas disparando contra seus próprios atiradores. Similar a Iwo Jima, uma paleta de cor fria e desbotada, nos mostra a decadência, o sofrimento, a tristeza, mas com uma pitada de luz no fim do túnel.

As atuações desse filme atingem uma escala assombrosa de perfeição e carinho. O Hitler de Bruno Ganz é real, palpável e crível – É o Hitler que nunca mais vai sair da sua cabeça! A Queda! É um dos filmes mais duros e cruéis de nossa lista, bem mais histórico e bem menos psicodélico do que Vá e Veja, é um filme na medida certa: Histórico, real, cruel, desmistificador e acessível a diversos públicos.

O que acontece depois: Em 2 de maio de 1945 a União Soviética ocupa Berlin. Em 6 de Agosto 1945 as bombas atômicas Little Boy e Fat Man são jogadas em Hiroshima e Nagasaki. Em 2 de Setembro de 1945 o Japão assina a rendição e encerra a Segunda Guerra Mundial. Em 20 de novembro de 1945 a 1 de outubro de 1946 acontece o evento denominado Julgamentos de Nuremberg, onde diversos membros do Eixo são julgados por seus crimes.


HOLOCAUSTO

O que foi: Para terminar nossa jornada, vamos falar sobre o tema mais sério e triste de todo o conflito: o genocídio judeu. Os campos de trabalhos forçados, os guetos, os campos de concentrações e as execuções em massa são uma história a parte que começou antes da guerra foi evoluindo junto com a mesma.

Mais de 6 milhões de Judeus foram mortos pelas potências do Eixo. Há rumores que os grandes líderes das forças Aliadas há muito tempo já tinham conhecimento da tal “limpeza ética”, mas foi preferível que as coisas passassem por debaixo do tapete para conquistar e estratégicas mais fortuitas por assim dizer.

Que esse evento seja uma lição muito valiosa para nós sobre humanidade, solidariedade e aceitação a diferenças.

Filme: A lista de Schindler (1993). Diretor: Steven Spielberg

Tudo vai bem na vida do empresário alemão Oskar Schindler, suas fábricas estão cheias de mão de obra Judia por ser mais barata. Porém Oskar não maltrata os judeus e sempre teve dificuldades de entender o porquê de eles serem inferiores. Com o convívio e o passar do tempo, as fabricas de Oskar é vista como um paraíso para os judeus nos campos de concentração, pois lá eles são tradados com dignidade.

Porém, com a guerra em andamento e a limpeza étnica, Schindler se vê obrigado a entrar numa jornada moral e se desfaz de toda a sua fortuna para salvar quantos judeus for necessário dos campos da “limpeza étnica”.

Considerado por muitos o melhor filme de guerra já feito, A lista de Schindler, mostra como ninguém o antissemitismo, a sentimento de superioridade nazista, a realidade dos campos de concentração e somos obrigados a engolir o que fizemos a tão pouco tempo atrás. Tem uma direção eximia, atuações maravilhosas, uma fotográfia impecável e genial. Acompanhamos o filme todo em preto e branco, a cor aparece em momentos chave e o filme só ganha de fato coloração por completo quando a guerra acaba.

A Lista de Schindler é o filme que pegou como ninguém para trabalhar com um dos temas mais difíceis de digerir e fez com o mesmo um dos melhores filmes já feitos em na história do cinema. Indispensável para todo amante de arte.


Para você que almeja mais sobre os filmes sobre a Segunda Guerra, saiba que eistem muitos filmes excelentes e até melhores espalhados por aí soldado! Aqui vai uma pequena lista de menções honrosas:

  • O Barco: Inferno no mar
  • Operação Valquíria (Atentado a vida de Hitler)
  • A raposa do deserto (Guerra no deserto e atentado a vida de Hitler)
  • Até o Último Homem (Guerra no Pacifico)
  • O Menino do Pijama Listrado (Holocausto)
  • O filho de Saul (Holocausto)
  • A Vida é Bela (Holocausto)
  • O Jogo da Imitação (Criação da máquina Enigma)
  • Tobruk (Guerra no Deserto), Santos ou Soldados (Batalha do Bulge)
  • A Ponte do Rio Kway (Guerra no Pacifico)
  • A Cruz de Ferro (Retirada Alemã das terras da Rússia)
  • O Julgamento de Nuremberg
  • A Conquista da Honra

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Matheus Amaral

21 anos, formado em Audiovisual, amante do cinema em todos os seus aspectos. Filósofo de bar. As vezes mistura as coisas...Desde pequeno assistia tudo o que via pela frente, cresceu lado a lado com o cinema e com as suas diversas vertentes.