Crítica | Aventura e ação na medida certa fazem de ‘Kin’ uma boa ficção científica

Dirigido pelos irmãos Josh e Jonathan Baker, Kin é um ótimo filme de ficção científica que explora a relação conturbada de dois irmãos. Baseado no curta Bag Man (2014), dos próprios diretores, o longa reúne bons efeitos especiais, ação e aventura na medida certa. Com estreia marcada para essa semana, a produção conta com um elenco de peso, com nomes como James Franco (Artista do Desastre), Dennis Quaid (O Dia Depois de Amanhã), Zoë Kravitz (Divergente), Jack Reynor (Transformers: A Era da Extinção) e Michael B. Jordan (Pantera Negra).

Após passar seis anos preso, Jimmy (Reynor) tenta recomeçar sua vida ao lado de seu pai Hal (Quaid) e seu irmão mais novo Elijah (Myles Truitt). Tudo muda quando Jimmy e seu irmão encontram-se foragidos da polícia, ao mesmo tempo em que são perseguidos por um grupo de criminosos sádicos, liderados por Taylor (Franco). A única proteção que os protagonistas possuem é uma estranha arma encontrada por Elijah, o que os coloca na mira de dois soldados de outro mundo.

Kin é uma surpresa positiva em muitos aspectos. Apesar de não ser uma grande produção hollywoodiana – afinal o filme possui um tom mais minimalista, com ares de filme independente – o longa surpreende ao mesclar bom roteiro, com boas atuações e efeitos especiais excelentes. É claro que Hollywood não é o único berço de qualidade cinematográfica como a frase anterior faz pensar, longe disso. Existem excelentes filmes de diversos lugares do mundo. Porém, quando falamos de ficção científica e efeitos especiais mais “explosivos”, o padrão americano acaba levando vantagem, mesmo que não seja o único. Nesse sentido, o filme é bem realizado. A computação gráfica é utilizada de maneira primorosa e não passa a sensação de artificialidade.

Além de ser cativante, a produção consegue entregar um bom ritmo de ação e aventura em sua narrativa. A história é simples, mas bem contada e apresentada de maneira compreensível. A relação dos irmãos Solinski, Jimmy e Elijah ganha espaço na tela, quase que como um terceiro protagonista. Os personagens evoluem sua afetividade de maneira simples e inocente, passando muito realismo. Apesar das irresponsabilidades cometidas por Jimmy, colocando o irmão mais novo em constante perigo, é possível perceber que existe amor entre os mesmos.

Já o roteiro possui diversos pontos positivos, como a construção de bons personagens e uma boa ficção, mas deixa o final em aberto, com poucas conclusões sobre o destino dos protagonistas. Talvez, seja um gancho para uma possível continuação, a qual, será bem-vinda.

As atuações também representam pontos positivos para o filme. Dennis Quaid, Zoë Kravitz, Myles Truitt e James Franco entregam trabalhos competentes, contribuindo para a afetividade do público com os personagens. A trilha sonora também é um triunfo. Produzida pela banda escocesa Mogwai, as composições futuristas e trabalhadas com sintetizadores lembram muito a atmosfera sonora de Stranger Things (2016 – atualmente) e Tron: Legacy (2010).

Kin, no geral é um ótimo filme. Reúne diversos elementos positivos que auxiliam no seu sucesso. Para os amantes de aventura, ficção cientifica e com uma pitada de drama familiar, o filme é uma excelente indicação. É empolgante e merece muito ser visto.

KIN
3.5

Resumo

Kin é uma surpresa positiva em muitos aspectos. Apesar de não ser uma grande produção hollywoodiana, o longa surpreende ao mesclar bom roteiro, com boas atuações e efeitos especiais excelentes.

Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...