Crítica | ‘A Freira’ adiciona um bom capítulo para a franquia ‘Invocação do Mal’

Com estreia marcada para o dia 06 de setembro, A Freira é mais um capítulo da franquia de terror do cineasta e produtor James Wan, pertencente ao mesmo universo de Invocação do Mal e Anabelle. O filme é um dos maiores lançamentos de terror do ano, e conta com a participação de Taissa Farmiga (American Horror Story), Bonnie Aarons (Invocação do Mal 2), Demián Bichir (Os Oito Odiados) e Jonas Bloquet (Elle).

Após uma freira cometer suicídio em um antigo convento na Romênia, o Vaticano solicita que o padre Burke (Bichir) e a noviça Irene (Farmiga) investiguem o ocorrido. Com a ajuda de Frenchie (Bloquet), um aldeão responsável por abastecer o convento com alimentos, a dupla chega até o local. Com o tempo, eles descobrem que o lugar é assombrado pelo demônio Valak, o qual assume a forma de uma freira maligna.

Seguindo a linha das produções do mesmo universo cinematográfico, A Freira é um bom capítulo da ambiciosa franquia de terror. Dirigido por Corin Hardy (A Maldição da Floresta), o filme entrega uma história interessante, mas insiste em basear o terror nos efeitos audiovisuais. A maioria dos filmes do gênero utilizam a trilha sonora para transmitir a sensação de agonia e suspense ao público, porém, não é o suficiente para agradar.

Excelentes produções de terror, como Hereditário (2018), baseiam o terror no roteiro e no sofrimento de seus personagens principais. Embora o roteiro de Gary Dauberman não seja ruim, ele tende mais para uma aventura assombrada. Explosões na trilha sonora e o surgimento repentino de imagens na tela servem mais para assustar do que criar, efetivamente, uma atmosfera macabra.

Embora o roteiro não seja dos mais tenebrosos, a história é boa, com uma ambientação bem construída. A ideia de desenvolver a narrativa dentro de um antigo castelo na Romênia traz para o filme um ar mais medonho. Os efeitos especiais também são outro ponto positivo da produção. Ao invés de repetir imagens de possessões e demônios em excesso, como outros filmes da própria franquia fazem, o longa utiliza novas criaturas e formas de assustar.

Assim como os efeitos especiais, a maquiagem desempenha um papel importante no filme, o qual deixa um pouco a desejar. Como o demônio Valak é um personagem que já apareceu em Invocação do Mal 2 (2016), seria interessante ver um lado mais sombrio e agressivo do mesmo.

Apesar do roteiro não ser ruim, possuindo uma boa interação entre os personagens, o alívio cômico de Frenchie (Bloquet) soa um pouco ultrapassado. Outro ponto negativo é a falta de explicação do motivo pelo qual Valak sempre assume a forma de uma freira. O filme ainda possui uma curiosidade interessante em seu elenco: Taissa Farmiga é irmã da atriz Vera Farmiga, a Lorraine Warren de Invocação do Mal.

A Freira pode ser descrito como um bom filme de aventura com muitos, muitos sustos. Longe de possuir um roteiro definitivamente assustador, o longa entrega o entretenimento prometido. É um passo interessante para uma franquia que é sucesso de bilheteria. Vale a pena ser assistido.

A FREIRA
3

Resumo

Com bastante aventura e muitos sustos, A Freira possui uma boa história para contar, embora invista e se apoie em muitos momentos em jumpscares.

Iron Ferreira

Carioca e Jornalista graduado. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.