Crítica | ‘Slender Man: Pesadelo Sem Rosto’ mistura roteiro fraco com terror morno

Slender Man: Pesadelo Sem Rosto, distribuído pela Sony Pictures, prometia ser um dos maiores lançamentos de terror do ano. Porém, não impressiona. Com uma péssima narrativa, falhas no roteiro e um terror pouco desenvolvido, o filme é bem abaixo do que esperado. O longa é dirigido por Sylvain White (Eu Sempre Vou Saber o que Vocês Fizeram no Verão Passado).

Wren (Joey King), Katie (Annalise Basso), Hallie (Julia Goldani Telles) e Chloe (Jaz Sinclair) são quatro amigas do colegial que levam uma vida comum. Tudo muda quando elas decidem invocar o Slender Man, em uma reunião na casa de uma delas, a partir de um vídeo da internet. O que era apenas uma diversão torna-se um pesadelo real quando Katie desaparece misteriosamente, forçando as meninas a unirem-se para enfrentarem a criatura.

Filmes como A Bruxa (2015), Raw (2016) e Hereditário (2018), ajudaram a dar um fôlego para a indústria de filmes de terror, que há tempos estava saturada com produções repetitivas e de roteiros extremamente similares. Os longas citados anteriormente trabalham o terror de maneira psicológica, evitando sustos bobos e distribuindo bem o suspense durante todo o tempo de exibição da obra. Slender Man: Pesadelo Sem Rosto, infelizmente, faz o contrário. O filme esperdiça boa parte do tempo com barulhos altos, sustos previsíveis e imagens macabras.

 

O Slender Man é uma criatura fictícia que surgiu como um meme de internet em 2009. Criado pelo usuário Eric Knudsen, o personagem é alto, magro e utiliza um terno preto, além de ser conhecido por sequestrar pessoas aleatoriamente. Por se tratar de uma lenda urbana, que nasceu na era digital, o filme poderia ter trabalhado isso de maneira mais primorosa. A criatura é exatamente igual a diversas imagens encontradas na internet, o que revela a falta de esforço da produção em trabalhar melhor sua imagem. Embora a tecnologia seja abordada na produção, não houve nenhuma explicação sobre a origem ou motivações do monstro.

O roteiro é mal construído, confuso e deixa diversas pontas soltas. O destino de Chloe não é explicado e as personagens não são bem desenvolvidas. O terror baseia-se em ruídos e edição de imagens, como o estalar de galhos quebrando na floresta ou sombras se movendo. Outro ponto bem fraco da produção são os efeitos especiais. A computação gráfica é muito ruim e a figura do Slender Man é péssima, deixando nitidamente a impressão de que é uma montagem.

Apesar do filme reunir diversos aspectos negativos, sua trilha sonora é composta por Ramin Djawadi, a mente por trás da brilhante e belíssima abertura de Game Of Thrones (2011 – atualmente). Slender Man: Pesadelo Sem Rosto está longe de ser uma obra prima do terror. Embora a criatura carregue consigo um bom potencial de mistério e suspense, sua essência se perdeu diante de uma narrativa fraca e pouco empolgante.

Crítica - Slender Man: Pesadelo Sem Rosto
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Resumo

Embora a criatura carregue consigo um bom potencial de mistério e suspense, Slender Man: Pesadelo Sem Rosto se perde diante de uma narrativa mal desenvolvida e pouco empolgante.

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Iron Ferreira

Carioca e Jornalista graduado. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.