Lost | Carlton Cuse fala sobre um possível reboot da série

Produtor executivo e showrunner de uma das séries de maior sucesso e impacto cultural da última década, Carlton Cuse está de volta ao ABC Studios, onde assinou um contrato de US$ 20 milhões. Co-criador de Jack Ryan, protagonizada por John Krasinski e que estreia no final de agosto no Amazon Prime Video,  Cuse falou em uma entrevista ao THR sobre a possibilidade de um reboot de Lost.

“Damon [Lindelof] e eu sempre fomos inflexíveis em contar a história que queríamos contar. Eu ficaria bem se a ABC contratasse alguém que tivesse uma boa ideia [para o reboot] envolvendo outros personagens que vão para a ilha em algum outro ponto no tempo. Eu ficaria menos animado se eles quisessem usar os personagens que nós tivemos em nosso show”, disse Cuse sobre a possibilidade de reboot envolveros personagens já conhecidos do público, como Jack, Kate , Locke, entre outros. No entanto, ele admitiu que não gostaria de se envolver em um possível projeto relacionado a isso.

Ao ser questionado sobre como seria a recepção do público de Lost nos dias atuais, Cuse fez uma observação entre a produção em canais fechados e streaming. “O desafio é que você tem muito mais vantagens trabalhando para uma empresa de streaming ou para a HBO, do que trabalhar para uma rede de televisão aberta. Você tem tempo e dinheiro, e esses são extremamente importantes em termos de eliminar fatores que fazem os programas falharem.”

Agora que conhece os dois lados da moeda, o showrunner comparou o trabalho numa plataforma de streaming, em relação ao  modelo tradicional das redes de TV. “A Amazon nos deu tempo e recursos para contar nossa história em uma escala de filme e fazer o show da maneira que Graham Roland [co-roteirista]e eu queríamos fazer. “No lado negativo, era logisticamente desafiador trabalhar nos oito episódios que estamos filmando em três continentes, com quatro diretores diferentes e muitas vezes duas – e às vezes três – filmagens ao mesmo tempo.”

“Quando estávamos fazendo Lost , foi o maior e mais complicado programa roteirizado do mundo”, disse Cuse, se referindo ao desafio de filmar os 121 episódios, que foram ao ar entre 2004 e 2010.

Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...