Crítica | Jurassic World: Reino Ameaçado

Com o título de Jurassic World: Reino Ameaçado, a franquia de dinossauros mais famosa do cinema ganha seu novo capítulo. O filme continua a história de Jurassic World, lançado em 2015, que se tornou a quinta maior bilheteria de todos os tempos. Dirigido por Juan Antonio Bayona (O Impossível), o longa tem estreia marcada para o dia 21 de junho.

No filme, Claire (Bryce Dallas Howard) e Owen (Chris Pratt) retornam à ilha Nublar com o intuito de salvar as criaturas que ficaram na ilha de um vulcão que entrou em atividade. Em meio ao caos e o perigo, os protagonistas descobrem os destroços do que restou do parque, após o incidente com o Indominus Rex. Durante a missão de resgate, os personagens são enganados por um grupo de traficantes que desejam levar os dinossauros para o continente, a fim de vende-los. Claire e Owen unem suas forças para salvar, mais uma vez, esses animais da extinção.

Jurassic World: Reino Ameaçado é um ótimo blockbuster de ação, aventura e ficção científica, e dá sequência, de forma competente, ao seu antecessor. O primeiro ponto positivo a ser destacado é a direção de Juan Antonio Bayona. O cineasta espanhol consegue extrair uma excelente dose de suspense, detalhe presente em Jurassic Park e O Mundo Perdido de Jurassic Park, mas que faltou em Jurassic World, dando aos dinossauros um aspecto mais monstruoso e perigoso. O longa explora melhor as cenas de violência, conferindo maior credibilidade à produção.

Embora o filme não utilize tantos animatrônicos, característica importante da franquia, os efeitos especiais são muito bons. As cenas mais elaboradas utilizam movimentações de câmeras interessantes. Destaque para a cena de perseguição em que o Indoraptor, o novo dinossauro híbrido, entra no quarto de uma das personagens. Dessa forma, é possível perceber que a computação gráfica é bem utilizada, além de ser bastante convincente.

Embora o longa seja bem dirigido, o roteiro é um ponto a ser questionado. Escrito por Colin Trevorrow, diretor de Jurassic World, a história possui alguns furos e situações desnecessárias. O vulcão, que provoca a destruição da ilha Nublar, nunca foi mencionado em nenhum capítulo da franquia. Além de não fazer sentido a ideia de construir um parque de diversões onde existe um vulcão em atividade.

Outra falha do roteiro é a fraca construção dos personagens. Bryce Dallas Howard (A Vila) é uma excelente atriz, mas a personagem de Claire não consegue trazer à tona todo o seu potencial. Chris Pratt (Guardiões da Galáxia) também é um bom ator, porém, entrega um personagem extremamente estereotipado. O destaque negativo, porém, é Justice Smith, que interpreta Franklin, um personagem que força um senso de humor desnecessário e com piadas ruins e fora de hora.

Apesar dos erros na construção da história e de alguns personagens, Jurassic World: Reino Ameaçado não deixa de ser um êxito. O filme apresenta novas espécies de dinossauros e consegue dar um novo rumo ao destino das criaturas, além de elucidar questões importantes a respeito do direito dos animais. A sequência da saga já foi confirmada pelos estúdios Universal, e deve estrear em junho de 2021.

Iron Ferreira

Carioca e Jornalista graduado. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.