Os grandes marcos da inteligência artificial que influenciaram ‘Westworld’ e outras obras na cultura pop

A inteligência artificial é um tema bastante intrigante e recorrente na cultura pop. Na visão de realizadores de cinema e TV, a forma como máquinas e robôs se relacionam com seres humanos possuem consequências que transitam entre a violência e o drama, explorada de forma dramática e tensa, na maioria das vezes. Constantemente, ao consumir essas obras, nos perguntamos qual o nível de conexão emocional poderemos chegar algum dia.

Com enorme sucesso em 2016, ano em que estreou na HBO, Westworld apresenta um mundo futurista, onde em um parque em que tudo é permitido, homens e máquinas não são distinguíveis. Pelo menos por parte dos humanos. Criada por Jonathan Nolan e Lisa Joy, a primeira temporada desenvolveu a relação entre visitantes e anfitriões, enquanto a segunda temporada vem investindo no desenvolvimento da consciência dos robôs sintéticos.

Na história, os diversos avanços da ciência em relação à inteligência artificial possibilitaram a criação do universo da série. E cada vez mais esses avanços tornam as possibilidades mais amplas. Será que um dia, o mundo de Westworld, que apresenta um potencial sem limites, poderá ser recriado em sua plenitude?

Esse infográfico divulgado pela HBO, com os principais marcos científicos, remonta desde aos anos 1950 os principais marcos da inteligência artificial (clique para ampliar):

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA CULTURA POP

Fritz Lang em Metrópolis (1927), Stanley Kubrick com 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968) e Michael Crichton em Westworld – Onde Ninguém tem Alma (1973) traziam robôs e máquinas que nos deram visões futuristas diferenciadas, cada qual ao seu modo. Até mesmo a saga  Star Wars, de George Lucas, mesmo com um tom fantasioso, também nos deu uma visão dessa interação homem-máquina.

Nos anos 80,  Ridley Scott nos apresentou seus replicantes em Blade Runner, que seriam revisitados brilhantemente em 2017 em Blade Runner 2049, por Denis Villeneuve. Da mesma forma, James Cameron em O Exterminador do Futuro apresentou as máquinas em rebelião, enquanto na década de 90 e no início dos anos 2000, as irmãs Wachoswki e o lendário Steven Spielberg (sob as bençãos de Kubric) também nos mostraram suas visões distintas do tema com a trilogia Matrix e o elogiado A.I. – Inteligência Artificial.

O recente A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (2017), baseado no excelente anime Ghost in the Shell, de 1995, utiliza a ambientação cyberpunk como pano de fundo para falar de temas como o transumanismo, que também é discutido na série Altered Carbon, da Netflix.

Por outro lado, filmes como Ex-Machina (2015), de Alex Garland, e Ela (2013), de Spike Jonze, investem em um profundo mergulho emocional mais intimista, sobre o impacto das relações do homem com a inteligência artificial.

A inteligência artificial em “Blade Runner 2049” (2017)

Muitas dessas obras, em especial as do passado, anteviam situações que hoje ainda caminham a passos de formiga, enquanto outras avançam consideravelmente. A pergunta que fica é: em algum momento, daqui a algumas décadas ou séculos, algum desses realizadores terá acertado? Será que um dia teremos um parque da Delos com prazeres violentos culminando em fins violentos? Isso só o tempo poderá dizer, é claro.

Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...