Lista | Os filmes de Star Wars, do pior ao melhor

Desde que a Disney comprou a Lucasfilm em 2012, a expectativa pelos novos filmes de Star Wars só aumentou. A partir de 2015, quando O Despertar da Força quebrou o jejum de mais de 10 anos sem a saga nos cinemas, a cada ano temos a expectativa pela expansão da mitologia deste universo, uma vez que segundo a própria Casa do Mickey Mouse, teremos Star Wars todos os anos.

Desta forma, organizar os filmes agora tende a ser uma tarefa mais frequente, já que em 2018 veremos nas telonas mais um spin-off Star Wars Story, contando a história de origem do querido Han Solo. No ano seguinte (2019) estreia nos cinemas o Episódio IX, com direção de J.J. Abrams. Este ano, tivemos a oportunidade de conferir Os Últimos Jedi (leia a crítica), dirigido por Rian Johnson, o mesmo diretor que terá a missão de levar para os cinemas uma trilogia inteira e totalmente nova.

Enquanto tudo isso não acontece e ainda estamos saboreando o gosto do Episódio VIII, confira essa lista com todos os filmes de Star Wars, do pior ao melhor:

9 – Episódio I: A Ameaça Fantasma (1999)

Longos dezesseis anos haviam se passado desde a exibição  do Episódio VI. Depois de tanto tempo, um novo filme de Star Wars fez com que uma enorme expectativa surgisse entre os fãs. Porém, classificar este filme como decepcionante é quase um consenso. Dirigido e escrito pelo criador da saga George Lucas, o filme reuniu um bom elenco, com nomes como Liam Neeson, Natalie Portman e Ewan McGregor.

Porém, com um enredo frágil, repleto de assuntos sobre rotas comerciais e tramas políticas, além de soluções simples demais, o longa apostou no surgimento do pequeno Anakin Skywalker para cativar os fãs e acabou entregando aquele que talvez seja o mais odiado de todos: Jar-Jar Binks. Misericórdia! Pelo menos rola uma batalha de sabres de luz entre Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e Darth Maul (Ray Park). Ela chega a empolgar mas não salva o resultado final. Também há um easter-egg bem bacana no Senado, que é o aparecimento de três Et´s iguaizinhos aos do filme E.T.: O Extraterrestre, de Steven Spielberg.

8 – Episódio II: Ataque dos Clones (2002)

Situado cronologicamente dez anos após o Episodio I, com a República Galáctica enfrentando um movimento separatista, O Ataque dos Clones conseguiu superar seu antecessor mas não atingiu um resultado que possa torná-lo um bom filme de Star Wars. Os cenários artificiais construídos através de CGI chegaram ao seu ápice, inclusive um Mestre Yoda (voz de Frank Oz) ao melhor estilo videogame, são características que acompanham – inclusive – a segunda trilogia de George Lucas, que dirigiu e co-escreveu com Jonathan Hales este filme.

Há uma construção de romance entre o crescido Anakin Skywalker (Hayden Christensen) e a agora Senadora Padmé Amidala (Natalie Portman), com diálogos risíveis e cenas dotadas de pouco carisma. Porém, há boas sequências de batalhas, com destaque para Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor), agora mestre Jedi de Anakin que mais uma vez rouba a cena, lutando contra Jango Fett (Temuera Morrison) e  descobrindo a origem do exército dos Stromtroopers. Outra boa luta acontece entre o Conde Dooku (Christopher Lee) e o Mestre Yoda.

7 – Episódio VI: O Retorno de Jedi (1983)

O terceiro filme da trilogia clássica apresenta uma mudança brusca de tom em relação ao seu antecessor. O que não quer dizer que, apesar de sua colocação no ranking, seja uma produção ruim. O Retorno de Jedi é tido por muitos o filme que mais atraiu o interesse dos fãs para a saga, devido as suas exibições corriqueiras na Sessão da Tarde. Faixa essa que também exibiria com frequência Caravana da Coragem, protagonizado pelos Ewoks, introduzidos nesse filme e que renderam milhões a George Lucas.

Co-escrito por Lucas e Lawrence Kasdan, O Episódio VI foi dirigido por Richard Marquand. Neste filme, Luke Skywalker (Mark Hamill ) resistiu às tentações do lado sombrio) e seu pai, Darth Vader, o ajudou a derrotar o Imperador Palpatine. Temos também o resgate Han Solo (Harrison Ford), que havia sido congelado em carbonita e entregue para Jabba the Hutt. Porém, neste mesmo processo, a Princesa Leia (Carrie Fisher) foi escravizada e teve que utilizar um biquíni em um conjunto de cenas bem desnecessárias. Além disso, há os Ewoks. Não chega a ser tão irritante quanto um Jar-Jar, mas é um alívio cômico exagerado e diminuiu até mesmo o tom ameaçador do Império. Um dos pontos altos, além da batalha final é a eletrizante perseguição que acontece nas florestas de Endor.

6 – Rogue One: Uma História Star Wars (2016)

Situado entre o os episódios III e IV, Rogue One inaugurou uma série de spin-offs que irão contar histórias paralelas aos principais eventos de Star Wars. No entanto, o diretor Gareth Edwards e os roteiristas Tony Gilroy e Chris Weitz tiveram uma missão ingrata: entregar um resultado que pudesse ser atraente, mesmo com um final que todos nós já conhecemos. Afinal de contas, o roubo dos planos da Estrela da Morte resultaria nos eventos finais do Episódio IV.

Desta maneira, o atrativo era contar como e não o quê. O filme se sai bem em diversos aspectos, inclusive os técnicos, com um visual incrível e o valor de produção próximo do que vimos em O Despertar da Força e no recente Os últimos Jedi. A guerra vista através de um outro ponto de vista e o cuidado em colocar inúmeros easter-eggs foram um deleite para os fãs, assim como as cenas de batalha. Isto sem mencionar as aparições de Darth Vader e a inesquecível cena final. Porém, embora Jyn Erso (Felicity Jones) não seja uma protagonista mal-sucedida em sua missão, faltou um pouco de carisma em torno de elemento humano do filme, algo muito presente em toda a saga.

5 – Episódio VII: O Despertar da Força (2015)

Mais de dez anos haviam se passado sem um novo filme de Star Wars. Mesmo com um encerramento digno, a segunda trilogia foi uma decepção e nada mais justo que um recomeço triunfal para colocar as coisas nos eixos novamente. O Despertar da Força foi também um despertar de emoções, trazendo de volta todo aquele universo fantástico com uma tecnologia bem empregada, uso de efeitos práticos e uma estética que nos permitiu parafrasear Han Solo: “Estamos em casa, Chewie”.

Além disso, O Despertar da Força é um filme que carrega consigo uma carga emocional notável, trazendo uma sentida perda e colocando antigos personagens em evidência, como Han Solo (Harrison Ford), a agora General Leia Organa (Carrie Fisher) e Chewbacca. No entanto, é no surgimento do vilão Snoke (Andy Serkis) e da Primeira Ordem que Star Wars ganha novos rumos, com Rey (Daisy Ridley) vivendo uma carismática protagonista ao lado de outros novos personagens como Poe Dameron (Oscar Isaac) e Finn (John Boyega). Isto sem mencionar Kylo-Ren (Adam Driver), um vilão em construção, sendo um antagonista em posição de igualdade com Rey. No entanto, o diretor J.J. Abrams e seus co-roteiristas Lawrence Kasdan e Michael Arndt empregaram neste episódio uma estrutura muito parecida com o Episódio IV, além do filme em muitos momentos soar meramente como um grande tributo ao início da trilogia clássica.

4 – Episódio III: A Vingança dos Sith (2005)

Quem diria que um filme da tão criticada segunda trilogia de George Lucas poderia alcançar um lugar tão alto nessa lista. Pois é. Isto não quer dizer que os demais longas tenham sido muito piores, com exceção dos Episódios I e II, que de fato, são ruins. Definitivamente não há final feliz em A Vingança dos Sith, longa que mostrou uma série de acontecimentos dramáticos que culminariam em explicações que fecharam questões envolvendo o nascimento de Luke e Leia e até mesmo explicaram como C3PO (Anthony Daniels) e R2-D2 (Kenny Baker) surgiram na trilogia clássica.

Escrito e dirigido mais uma vez por Lucas, o Episódio III talvez seja o filme com a temática mais sombria de Star Wars. Ele lida com o aspecto humano ao mostrar uma Padmé atormentada pela transformação de Anakin. É claro, a conclusão da jornada do futuro Darth Vader e a ascensão do Império iniciaram tempos difíceis na Galáxia, então não poderia ser diferente. Hayden Christensen não entregou uma grande atuação como Anakin mas seu desempenho melhora bastante neste filme. A luta entre Obi-Wan (Ewan McGregor) – melhor personagem do prequel – e Anakin, que o deixa desmembrado, consegue ser visceral e emocionante. A transformação do Chanceler Palpatine no grande senhor Sith e o confronto com Mace Windu  (Samuel L. Jackson) também são impactantes, assim como a fuga de Yoda, após o fracasso em seu embate. Porém, nenhum momento se comparara em peso dramático a cena mais densa que o filme apresenta: o assassinato das crianças Jedi. No fim, toda a empatia que um dia possa ter existido pelo pai de Luke Skywalker se vai quando ele emerge como Darth Vader, com sua respiração pesada e imponente.

3 – Episódio VIII: Os Últimos Jedi (2017)

Depois de um familiar e seguro Episódio VIIStar Wars deu um salto muito mais ambicioso em Star Wars: Os Últimos Jedi. Não que O Despertar da Força, dirigido por J.J. Abrams, não mereça destaque por trazer de volta uma das maiores franquias da história do cinema. Porém, é no Episódio VIII que a série conquista um patamar nunca antes visto em termos de possibilidades visuais e criativas, embora ainda não tenha a mesma importância do aclamado Episódio V: O Império Contra-Ataca.

A introdução acima é a mesma da crítica (clique aqui para ler) publicada semana passada aqui no blog. É uma tarefa difícil rankear um filme que estreou nos cinemas dias atrás. No entanto, Os Últimos Jedi é um episódio marcante, tanto esteticamente quanto em termos de enredo. Não que haja uma história complexa ou algo semelhante a isso. Foram as reviravoltas, a imprevisibilidade dos fatos e a ampliação de assuntos já discutidos exaustivamente na saga que trouxeram um frescor à franquia, sem que sua essência tenha se perdido. O Episódio VIII é um filme de Star Wars de alto padrão.

Uma das grandes discussões que o filme aborda é a transição entre o velho e o novo. Personagens como Luke Skywalker e a General Leia Organa possuem o seu devido destaque mas o filme trabalha as personalidades de Rey, Kylo Ren e Poe Dameron com a finalidade de dar mais substância a eles. Todos chegam diferentes no fim de suas jornadas. E deu certo. Com alguns tropeços e muitos acertos, Os Últimos Jedi figura entre os três melhores filmes da saga nos cinemas.

2 – Episódio IV: Uma Nova Esperança (1977)

Até 1977, não havia nada como Star Wars. E ainda não há algo semelhante após a estreia deste filme. Bom, digamos que  seria correto afirmar isso em partes, já que George Lucas, idealizador da saga e diretor/roteirista deste filme bebeu bastante em fontes como Akira Kurosawa e seu A Fortaleza EscondidaFlash Gordon, criado por Alex Raymond; o modelo da Jornada do Herói de Joseph Campbell; Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, criadores da HQ francesa Valerian;  Frank Herbert, criador do épico de ficção científica Duna; entre outras inspirações – admitidas ou não comentadas – pelo cineasta.

Porém, nada disso desmerece esse marco do cinema. Tais referências constituem uma base riquíssima de inspiração. Entretanto, o que torna o Episódio IV tão especial é sua história envolvente, as jornadas dos personagens – sobretudo a de Luke Skywalker (Mark Hamill) e toda a mitologia apresentada através de um universo riquíssimo e palpável. Os efeitos práticos e as maquetes de George Lucas impressionavam bastante pelo realismo, se considerarmos o longínquo ano de 1977. Além disso, a Princesa Leia (Carrie Fisher), Han Solo (Harrisson Ford) e Darth Vader (voz de James Earl) surgiam aqui para se tornarem definitivamente personagens icônicos nos filmes seguintes. A ótima participação de Alex Guiness como Obin-Wan Kenobi e a apresentação da Força são momentos inesquecíveis, assim como a impactante trilha de John Williams, embalando a verdadeira ópera espacial que é Star Wars.

Além disso, cabe ressaltar que Uma Nova Esperança também impressionou a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, conquistando 6 Oscars em 1978: Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Montagem, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Mixagem de Som e Melhor Trilha Sonora.

1 – Episódio V: O Império Contra-Ataca (1980)

Dirigido por Irvin Kershner e escrito por  Lawrence Kasdan e Leigh Brackett, O Império Contra-Ataca mostrou que uma continuação pode expandir os conceitos de um primeiro filme, servir como transição e ao mesmo ter identidade própria. Ao elevar sua mitologia e desenvolver seus personagens e relacionamentos em uma trama madura e cheia de consequências, este episódio pode ser considerado o melhor filme de Star Wars já feito até hoje.

Todos os personagens em O Império Contra-Ataca atingem um estágio superior com novas camadas, desde Luke Skywalker, que se firma em sua jornada para se tornar um herói, passando por Dath Vader, que se firma como um grande vilão. Há diversos momentos icônicos também. É impossível não lembrar da perseguição da frota imperial no campo de asteróides, onde Han Solo e Chewie pilotam a Millennium Falcon. Mesmo já tendo assistido, é inevitável não desgrudar os olhos. O mesmo pode se dizer sobre o treinamento de Luke em Dagoba, com as frases do Mestre Yoda que marcariam para sempre Star Wars, além da grande revelação sobre a identidade de seu pai. O Episódio V termina com um sabor mais amargo do que doce e o impacto do contra-ataque é sentido. Imagine como deve ter sido, na época, esperar por mais três anos para ver o desfecho da história.

E para você, qual o melhor episódio da saga Star Wars? Concorda ou discorda da lista? Deixe seu comentário e amplie o debate!


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Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...