Os filmes de Super-Heróis em 2016

O ano de 2016 foi favorável para os amantes de filmes de super-heróis. Ao todo foram seis produções de diferentes estúdios, no entanto, uns caíram nas graças do público e outros nem tanto. Confira quais foram os mais bem avaliados aqui no Quarta Parede, além daqueles que não agradaram tanto:

6 – Esquadrão Suicida (DC/Warner)

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Vendido como o filme que seria a redenção da DC nos cinemas, Esquadrão Suicida tornou-se uma decepção, tanto para a crítica especializada quanto para muitos fãs. A produção tem um bom elenco, com nomes como Will Smith, Jared Leto, Margot Robbie e Viola Davis, porém, derrapou em um enredo confuso, montagem desconexa e um roteiro descuidado. A Arlequina e o Pistoleiro até tiveram um certo destaque mas o Coringa decepcionou, muito por conta do marketing que vendeu mais do que poderia entregar. Nem mesmo o humor mais evidente – fato inovador no Universo Cinematográfico da DC  – foi suficiente para tirar o filme do último lugar dessa lista.

5 – X-Men: Apocalipse (Fox)

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Sejamos justos, a história dos X-Men nunca foi explorada em sua plenitude no cinema. Linhas temporais confusas e personagens mal aproveitados são algumas das características negativas inerentes as histórias dos mutantes nas telonas, que por ironia, possuem o maior potencial para discutir diversas questões em sua premissa. Após o reboot em 2011, Michael Fassbender, James McAvoy e Jennifer Lawrence trouxeram um novo frescor à franquia que vinha bem até X-Men: Apocalipse. Um vilão com motivações rasas e caricato, Apocalipse (Oscar Isaac) não disse a que veio, tampouco seus quatro cavaleiros. Além disso, são muitos os momentos em que a artificialidade dos efeitos ficaram evidentes. Porém, nem tudo é descartável no longa: Mercúrio (Evan Peters) roubou a cena mais uma vez, Sophie Turner se sai bem como a jovem Jean Grey e Wolverine (Hugh Jackman) garantiu o fan service da vez.

4 – Batman vs Superman: A origem da Justiça (DC/Warner)

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Reunir dois ícones do gênero de heróis em um só filme causou uma enorme expectativa nos fãs de Batman e Superman. Além disso, a presença da Mulher Maravilha e a expectativa pelo embate dos heróis de Gotham City e Metrópolis foram componentes que elevaram a ansiedade. Entretanto, o longa não entregou tudo o que prometeu, com um roteiro cheio de lacunas e os exageros de Lex Luthor (Jesse Eisenberg), vilão que passou do ponto. Felizmente, Batman vs Superman: A Origem da Justiça entregou uma ótima atuação de Ben Afleck como Batman/Bruce Wayne e Gal Gadot não deixa por menos como a Mulher Maravilha. Além disso, o longa é repleto de alegorias e referências, contando com uma breve apresentação dos heróis que estarão em Liga da Justiça no ano que vem: Flash, Aquaman e Ciborgue.

3 – Doutor Estranho (Marvel/Disney)

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Último filme do gênero a estrear em 2016, Doutor Estranho gerou uma certa desconfiança inicial, por apresentar uma história de origem de um herói pouco conhecido do grande público. Porém, com uma boa direção de Scott Derickson e um protagonista do porte de Benedict Cumberbatch, o filme apresentou conceitos novos ao universo cinematográfico da Marvel ao trazer a tona o lado místico e ampliando as possibilidades para os próximos filmes. Visualmente o filme é fantástico e conta com efeitos especiais impecáveis e uma ótima fotografia, o que o torna um deleite visual. O vilão, bem…não é lá essas coisas, aliás os dois. Mas dentro do contexto e da importância para o futuro deste universo integrado, Doutor Estranho é diversão garantida e com certeza vale as suas duas horas de exibição.

2 – Deadpool (Fox)

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Você até deve ter estranhado a presença do herói tagarela ocupando o segundo lugar da lista. De fato, tecnicamente Deadpool não é um filme superior à alguns que estão atrás dele e está longe de ser perfeito, mas foi o que mais surpreendeu em 2016. Seu diferencial consiste na simplicidade do roteiro, aliado ao fato de ser um filme que subverte totalmente o gênero. Divertido, ousado e insano, o longa teve um orçamento relativamente baixo para o gênero e teve um resultado acima do esperado. Além disso, Ryan Reynolds expurgou seus demônios após um pífio Lanterna verde e a uma versão do próprio Deadpool totalmente descaracterizada em X-Men Origens (2009). Neste filme, o anti-herói quebra a quarta parede, usa e abusa dos palavrões e piadas, que sejamos justos, passam do ponto em determinados momentos mas não comprometem o resultado final que é bem satisfatório.

1 – Capitão América: Guerra Civil (Marvel/Disney)

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Ocupando o primeiro lugar da lista, Capitão América: Guerra Civil foi um sucesso tremendo de público, atingindo uma marca mundial superior à US$1 bilhão nas bilheterias. Reunindo boa parte de seus heróis do já estabelecido universo cinematográfico, a Marvel conseguiu realizar um filme com todos os componentes necessários para cativar o público: ação, aventura e humor, com o diferencial de trazer um tema interessante: as consequências dos atos dos heróis ao longo desses anos, o que rendeu uma certa carga dramática que possibilitou a melhor atuação de Robert Downey Jr. em todos os filmes desde 2008.  Além do emblemático duelo de Steve Rogers e Tony Stark, todos os heróis mostrados tiveram um tempo de tela equilibrado, incluindo uma boa apresentação do Pantera Negra e a tão aguardada participação do Homem-Aranha. O vilão ainda não foi aquele que esperamos nos filmes da casa das ideias, entretanto, esteve bem acima de tantos outros, o que convenhamos não é lá a especialidade da Marvel. O longa ainda tem a capacidade de funcionar como um bom filme de ação, independente do gênero.

É bom lembrar que, embora existam motivos para classificar os filmes através de uma lista, todo fã tem o direito de tirar suas próprias conclusões. Portanto, se você achou Batman vs Superman o melhor filme do ano ou curtiu mais X-Men Apocalipse do que os filmes da Marvel, a boa notícia é que ninguém está certo ou errado nessa história. E que venham mas filmes em 2017 porque o ano que vem promete!


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Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...