Espetáculo teatral ‘Um tribunal para Joana D´Arc’ estreia hoje (23) no Rio de Janeiro

Estreia hoje (23), no Rio de Janeiro, o espetáculo teatral Um tribunal para Joana D´Arc. A peça é inspirada na vida e morte de Joana D’Arc, a partir de romances, biografias, filmes e peças sobre a heroína francesa, adaptados para o palco pelo próprio diretor, Marcelo Morato.

Na peça, apenas oito intérpretes estão em cena. A ação se dá em dois planos: no primeiro se desenvolve o julgamento de Joana D’Arc por heresia, levando-a a morte em 1431 aos 19 anos; no segundo ocorrem as situações no breve período desde a partida da jovem camponesa de sua aldeia (após receber orientação de três santos que teriam lhe dado a missão de salvar a França) até a sua captura e venda para os ingleses, dando início ao seu
julgamento pelo tribunal da Igreja Católica.

A encenação, a cargo de Marcelo Morato, busca economia de recursos cênicos, de acordo com a simplicidade de Joana e a aspereza da Idade Média. No primeiro plano, a ação transcorre através do enfrentamento de Joana D’Arc com as autoridades eclesiásticas, numa progressão catártica, que leva a ação dramática ao clímax com a abjuração de Joana e sua posterior retratação, preferindo a morte na fogueira; no segundo plano, utilizando recursos épicos e metateatrais, atores encenam as situações evocadas.

Desde o século XV, Joana tem sido uma das personagens mais retratadas da História. Não existe, em toda a Idade Média, uma vida de pessoa não pertencente à nobreza tão bem documentada quanto a de Joana D’Arc. Cientistas e artistas de todas as áreas tentaram decifrar o enigma no qual ela se transformou.

A identidade do mito Joana D’Arc se multiplicou: santa, herética, guerreira, feminista, homossexual, esquizofrênica, médium, prostituta, mártir, orgulhosa, injustiçada, feiticeira etc. Parecem não ter fim os adjetivos vinculados à jovem camponesa cuja interferência na história da França foi tão rápida e decisiva: libertar o cerco de Orléans, coroar o Delfim Carlos VII como rei da França, restituir a confiança de uma nação, e logo depois ser traída, vendida e queimada na fogueira em 1431, após um julgamento polêmico e, provavelmente, fraudulento.

Um tribunal para Joana d’Arc estreia dia 23 de maio no Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas e fará curta temporada até o dia 31 de maio.

Um tribunal para Joana D´Arc
Adaptação e direção: Marcelo Morato
Produção: Joel Tavares
Assistente de direção: Bernardo Marques
Consultoria filosófica: Ana Paula Botelho
Elenco: Daniel Kristensen, Eduardo Leão, Graziela Dartelet, João Antônio Santucci, Joel Tavares, Raphael Oliver, Stefano Giglietta e Tiago Kempski.
Trilha Sonora: Black Tears of the Fallen
Cenário: Vinicius Fragoso
Figurino: Nina Rosa
Iluminação: Gabriel Prieto
Direção Corporal: Marina Solomon

SERVIÇO
Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre, 169 Santa Tereza
Telefone: (21) 2215-0621 2224-3922
Horário: 19:30
Ingressos: R$ 30 inteira/R$15 meia

Léo Barreto

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...