Crítica | Rampage: Destruição Total

Rampage: Destruição Total é o mais novo filme protagonizado por Dwayne Johnson (Jumanji: Bem-vindo à selva). Distribuído pela Warner Bros, a produção é inspirada no game de mesmo nome dos anos 80, e estreia nessa quinta nos cinemas nacionais. Abusando dos efeitos especiais, o longa traz muita destruição e uma aventura que poderá agradar os espectadores menos exigentes.

Davis Okoye (Dwayne Johnson) é um renomado primatologista responsável pelos gorilas de uma reserva natural. O protagonista é um homem solitário, cujo melhor amigo é George, o Gorlia albino líder dos símios da reserva. O animal é capaz de se comunicar através da língua de sinais. Quando destroços de um experimento químico, baseado na edição genética caem pelo sul dos Estados Unidos, os animais presentes nesse ecossistema têm o seu comportamento e tamanho alterados.

George não é o único atingido. Um lobo e um crocodilo também sofrem alterações genéticas provocadas pelo experimento. O causador disso tudo é o Crispr, uma técnica científica desenvolvida pela empresa dos irmãos Claire Wyden (Malin Akerman) e Brett Wyden (Jake Lacy). Quando os animais se transformam em verdadeiros monstros gigantes, a cidade se torna pequena para tanta destruição. Em meio ao caos e a ameaça que as criaturas representam para a vida de milhões de pessoas, Kate Caldwell (Naomie Harris), responsável pela criação do Crispr, se une a Davis para salvar o mundo.

Rampage: Destruição Total é um prato cheio para os amantes de um filme de ação de fácil entendimento. Sem muitos detalhes e com um roteiro preguiçoso, o longa exagera nos efeitos especiais e economiza na qualidade. O diretor Brad Peyton (Terremoto: A Falha de San Andreas) entrega um projeto divertido, porém, pouco convincente. A história em si não é ruim e bebe na fonte de clássicos da ficção científica que se aproveitam da ciência para criar monstros.

É fato que embora Dwayne Johnson não seja conhecido pelos papéis mais memoráveis ou brilhantes do cinema, o ator possui carisma. Porém, essa fórmula já se tornou cansativa. O ator parece sempre estar representando os mesmos papéis. As referências aos seus atributos físicos, uma das características mais associadas à Johnson, estão por todo o filme, o que contribui para o seu fracasso.

O roteiro é pouco desenvolvido e sem originalidade. Aliás, os diálogos em Rampage são péssimos. A história toda funciona apenas como um pano de fundo, insuficiente para sustentar a destruição em massa. Os efeitos especiais são o trunfo da produção. Embora não sejam os melhores do cinema atual, visto que conservo minhas preferências pelos efeitos práticos utilizados nos filmes de Spielberg e Nolan, impressionam. O grande gorila albino George é o personagem mais carismático do longa, sobrepondo-se inclusive ao próprio protagonista.


Embora baseado no jogo eletrônico dos anos 80, Rampage: Destruição Total merecia um tratamento melhor. A história poderia ser melhor aproveitada e elaborada. Apesar de tudo, o filme não é de todo mal. Porém, funciona como um bom produto de entretenimento, apenas.

Iron Ferreira

Carioca e Jornalista em formação. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.