Crítica | ‘Tomb Raider: A Origem’: um reboot repleto de ação e aventura

Inspirado na famosa série de jogos eletrônicos Tomb Raider, lançada em 1996, Tomb Raider: A Origem é o mais novo reboot cinematográfico da franquia. Dirigido pelo norueguês Roar Uthaug (A Onda, de 2015), o filme acompanha a protagonista Lara Croft na busca pelo seu pai, desaparecido durante uma estranha missão.

Lara (Alicia Vikander) é uma jovem londrina que enfrenta dificuldades para encontrar seu propósito na vida. Sofre pelo sumiço repentino de seu pai, Richard (Dominic West), um aventureiro rico e excêntrico. A protagonista se recusa a assumir o monopólio financeiro de seu pai, acreditando na possibilidade de que ele ainda esteja vivo.

Após sete anos sem respostas, Lara Croft decide ir até o último destino de Richard, a fim de encontrar respostas sobre o seu paradeiro. O lugar é uma ilha remota na costa do Japão, repleto de perigos e de difícil acesso. Com a ajuda de Lu Ren (Daniel Wu), um marinheiro bêbado, Croft consegue chegar até o local.

Em meio as reviravoltas do longa, a personagem enfrenta o obstinado vilão Mathias Vogel (Walton Goggins). Vogel, que é ligado a uma entidade que deseja dominar as forças sobrenaturais do planeta, busca um antigo túmulo escondido na ilha, sobre o qual paira uma misteriosa lenda.

Tomb Raider: A Origem é baseado no jogo eletrônico “Tomb Raider”, lançado em 2013, e conta com uma boa adaptação. O roteiro escrito por Genebra Robertson-Dworet e Alastair Siddons é bem desenvolvido e a história estimula a atenção do expectador. Repleto de expectativas dos fãs, o filme consegue entregar muita aventura e bons momentos de dramaticidade, sem colocar todas as suas fichas em cenas de ação vazias e sem sentido.

Ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pela excelente atuação em A Garota Dinamarquesa (2015), Alicia Vikander mostra seu carisma e qualidade ao viver a heroína. O longa busca uma nova roupagem para a protagonista, cada vez mais distante do padrão sensual e poderoso estabelecido pela talentosa Angelina Jolie, e focando na sua inteligência e sensibilidade. Atleticamente mais bem preparada, Vikander entrega uma Lara Croft mais “normal”, onde somos capazes de perceber o seu amadurecimento e suas inúmeras facetas. Já Walton Goggins não brilha em seu papel antagônico. Ele é um vilão comum de características e motivações estereotipadas, sem nuances e camadas dramáticas.

Embora o filme exagere no uso do CGI, as cenas de ação são muito empolgantes e bem executadas. O expectador é capaz de sentir e sofrer toda a tensão junto com a personagem. Os efeitos especiais são satisfatórios, embora não sejam os melhores.

Talvez, Tomb Raider: A Origem não entre para a história como um grande filme de ação. Porém, é uma das melhores adaptações de games da atualidade, colocando na tela ação e aventura e uma heroína identificável.

 

 


 

Iron Ferreira

Carioca e Jornalista em formação. Admirador da comunicação e de suas linguagens. Acredita no cinema como ferramenta capaz de transmitir sentimentos, quebrar preconceitos e mudar o mundo.