Oscar 2018 | Conheça os favoritos que podem ameaçar ‘Bingo’ na disputa de melhor filme estrangeiro

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou na última quinta-feira que 92 países apresentaram filmes para a corrida do Oscar de melhor língua estrangeira em 2018. O número estabelece um novo recorde para a Academia, com países como Haiti, Honduras, Laos, Moçambique, Senegal e Síria figurando pela primeira vez na lista.

No mês passado, Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende, foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema como o filme brasileiro que irá tentar uma vaga entre os melhores filmes de língua estrangeira. Porém, a concorrência este ano promete ser grande com elogiados longas entrando no circuito.

Os favoritos na corrida deste ano incluem First They Killed My Father (Camboja), de Angelina Jolie, filme que está  disponível na Netflix. O longa é baseado no livro homônimo de memórias da autora e ativista cambojana Loung Ung, que narra o início do regime liderado pelo Khmer Vermelho, organização do partido comunista Kampuchea.

Sareum Srey Moch em “Fist They Killed My Father”

O longa sueco The Square, de Ruben Ostlund, também merece destaque por ter conquistado a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em Maio deste ano. O filme discute a estupidez do mundo ocidental de forma ácida, sob a ótica de um gerente de museu que tenta alavancar o sucesso de sua nova instalação chamando a atenção da mídia.

Ainda sobre o  festival francês, o filme alemão In the Fade, de Fatih Akin, rendeu o prêmio Melhor Atriz para Diane Kruger e merece atenção. Na trama, a atriz vive uma mulher que clama por justiça após o assassinato de seu marido e seu filho em um atentado neonazista.

O longa Happy End (Áustria), de Michael Haneke, também concorreu a Palma de Ouro em Cannes e obteve elogios da crítica, mesmo sem ter nenhuma conquista. Já Uma Mulher Fantástica (Chile), de Sebastián Lelio, foi bastante elogiado no Festival de Berlim, onde ganhou o prêmio de melhor roteiro e o prêmio do juri, e também obteve destaque em Toronto. O drama transgênero que segue uma uma garçonete transexual, em busca do sucesso como cantora, ainda está em cartaz em algumas salas brasileiras.

O francês 120 Batimentos por Minuto, de Robin Campillo, está em cartaz no Festival do Rio. O filme segue a luta da comunidade gay que se juntou para lutar contra o estado, a indústria farmacêutica e a indiferença da sociedade no início dos anos 90. O filme foi o vencedor do Grande Prêmio do Júri e do prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes.

Nahuel Pérez Biscayart em “120 Batimentos por Minuto”

Foxtrot, de Samuel Maoz, é a grande aposta de Israel. Inspirado nas experiências pessoais do diretor, que foi soldado, o longa faturou três prêmios no Festival de Veneza, incluindo o Leão de Prata, sendo também indicado ao Leão de Ouro, prêmio principal.

Com uma trama que acompanha uma jovem que enfrenta fenômenos sobrenaturais e uma família religiosamente severa, Thelma (Noruega) deu ao seu diretor Joachim Trier o reconhecimento da crítica de seu país e também do Festival de Chicago. O drama russo Loveless, de Andrey Zvyagintsev, também merece destaque, tendo chamado a atenção em Cannes com sua trama sobre um divórcio que é abalado pelo sumiço do filho do casal.

Agora, apenas uma curiosidade: Indo na contramão da maioria, a China indicou seu blockbuster de maior sucesso até hoje: Wolf Warrior 2, de Wu Jing. O filme fez um tremendo sucesso por lá e tem como um dos protagonistas o ator norte-americano Frank Grillo, no papel de um vilão. No entanto, este longa não deve ameaçar ‘Bingo’.

Confira a lista completa com os 92 indicados:

Afeganistão: A Letter to the President, de Roya Sadat
África do Sul: The Wound, de John Trengove
Alemanha: In the Fade, de Fatih Akin
Albânia: Daybreak, de Gentian Koçi
Argélia: Road to Istanbul, de Rachid Bouchareb
Argentina: Zama, de Lucrecia Martel
Armênia: Yeva, de Anahit Abad
Austrália: The Space Between, de Ruth Borgobello
Áustria: Happy End, de Michael Haneke
Azerbaijão: Pomegranate Orchard, de Ilgar Najaf
Bangladesh: The Cage, de Akram Khan
Bélgica: Racer and the Jailbird, de Michaël R. Roskam
Bolívia: Dark Skull, de Kiro Russo
Bósnia e Herzegovina: Men Don’t Cry, de Alen Drljević
Brasil: Bingo – O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende
Bulgária: Glory, de Petar Valchanov & Kristina Grozeva
Camboja: First They Killed My Father, de Angelina Jolie
Canadá: Hochelaga, Land of Souls, de François Girard
Cazaquistão: The Road to Mother, de Akhan Satayev
Cingapura: Pop Aye, de Kirsten Tan
Chile: A Fantastic Woman, de Sebastián Lelio
China: Wolf Warrior 2, de Wu Jing
Colombia: Guilty Men, de Iván D. Gaona
Costa Rica: The Sound of Things, de Ariel Escalante
Coreia do Sul: A Taxi Driver, de Jang Hoon
Croácia: Quit Staring at My Plate, de Hana Jušić
República Tcheca: Ice Mother, de Bohdan Sláma
Dinamarca: You Disappear, de Peter Schønau Fog
Equador: Alba, de Ana Cristina Barragán
Egito: Sheikh Jackson, de Amr Salama
Espanha: Summer 1993, de Carla Simón
Estônia: November, de Rainer Sarnet
Eslováquia: The Line, de Peter Bebjak
Eslovênia: The Miner, de Hanna A. W. Slak
Filipinas: Birdshot, de Mikhail Red
Finlândia: Tom of Finland, de Dome Karukoski
França: BPM (Beats Per Minute), de Robin Campillo
Georgia: Scary Mother, de Ana Urushadze
Grécia: Amerika Square, de Yannis Sakaridis
Haiti: Ayiti Mon Amour, de Guetty Felin
Honduras: Morazán, de Hispano Durón
Hong Kong: Mad World, de Wong Chun
Hungria: On Body and Soul, de Ildikó Enyedi
Islândia: Under the Tree, de Hafsteinn Gunnar Sigurðsson
Índia: Newton, de Amit V Masurkar
Indonésia: Turah, de Wicaksono Wisnu Legowo
Irã: Breath, de Narges Abyar
Iraque: Reseba – The Dark Wind, de Hussein Hassan
Irlanda: Song of Granite, de Pat Collins
Israel: Foxtrot, de Samuel Maoz
Itália: A Ciambra, de Jonas Carpignano
Japão: Her Love Boils Bathwater, de Ryota Nakano
Kosovo: Unwanted, de Edon Rizvanolli
Laos: Dearest Sister, de Mattie Do
Letônia: The Chronicles of Melanie, de Viestur Kairish
Líbano: The Insult, de Ziad Doueiri
Lituânia: Frost, de Sharunas Bartas
Luxemburgo: Barrage, de Laura Schroeder
México: Tempestad, de Tatiana Huezo
Mongólia: The Children of Genghis, de Zolbayar Dorj
Marrocos: Razzia, de Nabil Ayouch
Moçambique: The Train of Salt and Sugar, de Licinio Azevedo
Nepal: White Sun, de Deepak Rauniyar
Holanda: Layla M., de Mijke de Jong
Nova Zelândia: One Thousand Ropes, de Tusi Tamasese
Noruega: Thelma, de Joachim Trier
Paquistão: Saawan, de Farhan Alam
Palestina: Wajib, de Annemarie Jacir
Panamá: Beyond Brotherhood, de Arianne Benedetti
Paraguai: Los Buscadores, de Juan Carlos Maneglia & Tana Schembori
Peru: Rosa Chumbe, de Jonatan Relayze
Polônia: Spoor, de Agnieszka Holland & Kasia Adamik
Portugal: Saint George, de Marco Martins
Quênia: Kati Kati, de Mbithi Masya
Quirquistão: Centaur, de Aktan Arym Kubat
Reino Unido: My Pure Land, de Sarmad Masud
República Dominicana: Woodpeckers, de Jose Maria Cabral
Romênia: Fixeur, de Adrian Sitaru
Rússia: Loveless, de Andrey Zvyagintsev
Senegal: Félicité, de Alain Gomis
Sérvia: Requiem for Mrs. J., de Bojan Vuletic
Suécia: The Square, de Ruben Östlund
Suíça: The Divine Order, de Petra Volpe
Síria: Little Gandhi, de Sam Kadi
Taiwan: Small Talk, de Hui-Chen Huang
Tailândia: By the Time It Gets Dark, de Anocha Suwichakornpong
Tunísia: The Last of Us, de Ala Eddine Slim
Turquia: Ayla: The Daughter of War, de Can Ulkay
Ucrânia: Black Level, de Valentyn Vasyanovych
Uruguai: Another Story of the World, de Guillermo Casanova
Venezuela: El Inca, de Ignacio Castillo Cottin
Vietnã: Father and Son, de Luong Dinh Dung


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Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...

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