Crítica | The Walking Dead 7×10: New Best Friends

Já havia algum tempo que The Walking Dead não apresentava um episódio com uma duração mais convencional. Em 45 minutos, New Best Friends adicionou um novo grupo à trama, além de desenvolver um pouco mais as ramificações em torno do Reino.

Não bastassem todas as provações que Rick já teve que passar, desta vez mais uma aconteceu de forma insana e bizarra. Em uma cena que remete as antigas lutas de arena, só que bem mais claustrofóbica, os planos fechados e as características do zumbi renderam grandes momentos de tensão. Não somente pelo fato de cortar a carne mas também por toda a dificuldade que é desenvolver parcerias neste mundo. A líder Jadis (Pollyanna McIntosh) apresenta uma característica totalmente diferente dos demais. Com uma imponência que beira a canastrice, e fazendo o uso de gestos para controlar o seus comandados, é interessante ver mais uma mulher liderando um grupo.

O acordo do líder de Alexandria pode não ter sido o melhor dos mundos, mas com a certeza de contar com um exército, pode-se considerar uma vitória. Resta saber se a busca pelas armas os levará até a comunidade que Tara visitou no episódio Swear ou se ela manterá sua palavra. A história de Gabriel também foi resolvida e amarrada de forma coerente. Nesse ponto, o roteiro não ficou devendo.

O outro foco em New Best Friends foi estabelecer a relação entre Daryl e outras três pessoas em momentos distintos de posicionamento. Além disso, curiosamente o título do episódio também poderia servir para o início de uma parceria entre ele e Richard. É é justamente por causa do plano frustrado de matar os Salvadores na estrada que ele chega até Carol. As cenas entre eles são bem filmadas e através do contato entre os velhos amigos, vemos o senso de proteção dele para com ela. Cabe a você interpretar se ela tomou isso como verdade ou não comprou a ideia de que todos estão bem. Com relação a Morgan, o pacifismo que o mantém exitante será determinante para o posicionamento de Ezekiel. Convencê-lo não seria mesmo uma tarefa fácil.

Nos dois últimos episódios, fica clara a intenção da série em ajustar o seu rumo para o conflito que em breve acontecerá, inevitavelmente. É uma jornada muito parecida com o que aconteceu com Jon Snow em Game of Thrones. Na última temporada, o bastardo ressuscitou e peregrinou pelo Norte em busca de apoio em várias casas, sem muito sucesso, para lutar contra um exército maior e mais preparado. Também é interessante ver como o foco voltou-se para Rick, que ressurge como líder nato e segue sua jornada para construir alianças. É curioso notar também que isso implica na ausência de Negan, fora da tela por dois episódios consecutivos.

Outra intenção da narrativa, que tem sido mostrada por diversas vezes é o fato dos Salvadores serem…escrotos. Não tem melhor palavra para definir. Durante o acordo com o Reino, além de inúmeras vezes como quando visitam Hilltop ou Alexandria (ou quando fazem qualquer coisa) a antipatia já foi criada. O público já tem ojeriza suficiente. Talvez seja hora de apresentar algo novo do lado de lá.

Embora conte com ação dosada,  porém eficiente,  New Best Friends teve como mérito apresentar e resolver um conflito, sem se distanciar da narrativa central. Quando The Walking Dead move sua história para frente, seja um episódio mais lento ou não, há razão em se comemorar assim como Rick, em sua espinhosa porém eficiente negociação.


Se você gostou dessa publicação, deixe sua opinião, comente e participe. Para acompanhar as publicações do Quarta Parede, siga as redes sociais do blog e receba notificações de novos posts!

Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...

Deixe seu comentário: