Crítica | The Walking Dead 7×09: Rock in the Road

Dois meses após o tradicional hiato, o retorno de The Walking Dead teve como objetivo estabelecer objetivos. Através de motivações que envolvem coragem e precaução, em Rock in the Road os líderes das comunidades subservientes aos Salvadores agora precisam tomar decisões.

Consumido pelo desejo de liberdade, Rick agora assume uma posição de ataque. O líder de Alexandria teve maior destaque no episódio, tentando construir parcerias. Para retirar as pedras do caminho, ele precisa demover Ezekiel e Gregory da ideia a qual ele mesmo pouco tempo atrás detinha. O primeiro continua sendo o caricato rei que é reverenciado de forma quase cômica mas que protege sua gente de maneira muito séria. Já o segundo é egoísta e covarde. No entanto, a grande dificuldade com os dois será a mudança de postura.

O custo para estabelecer parcerias é compreensível. O acordo que o Reino e Hilltop possuem é de certa forma conveniente. Assume-se que o mal menor é o melhor que se pode conseguir quando se está em inferioridade numérica. Não é o que todos desejam e os líderes não refletem a vontade dos demais. Isso fica claro através das pessoas com quem Enid conversa e pela postura de Benjamin e Richard. No entanto, haverá um preço a ser pago e muitas baixas serão inevitáveis.

Com 51 minutos de duração, o padrão de episódios maiores nessa temporada foi mantido. Dirigido por Greg NicoteroRock in the Road foi construído através de muitos diálogos, com a transição do segundo para o terceiro ato sendo marcada por uma ótima sequência de ação. A cena para conter uma horda e ao mesmo tempo desarmar explosivos é mais uma daquelas feitas para criar tensão e estabelecer algum perigo ao grupo. Sem baixas, o momento em que vários zumbis são cortados ao meio é criativa, bem filmada mas atende apenas ao propósito de criar um senso de perigo. O mesmo acontece no fim mas não há o que temer. Ao invés do pavor, Rick ri e enxerga a possibilidade de um exército, rumo à guerra que está por vir.

A sensação de orientação também está retornando. Morgan e Carol agora estão devidamente localizados, Daryl recebeu asilo no Reino e o grupo reunido com seus “embaixadores” agora tem mais força para as tomadas de decisões. Um fato importante a se considerar é que diferente de outras ocasiões, agora Rick tem em sua linha de frente mulheres como Rosita, Tara e Sasha, além de Michonne. A força feminina foi um dos grandes destaques da primeira metade da temporada e aqui parece que será de grande importância. Quem também funcionou muito bem foi Jesus, intermediando as tentativas de acordo. Outra menção importante é o fato de que Aaron teve algum tempo de tela para humanizar sua relação com Erick, algo que havia se perdido.

Quanto ao Padre Gabriel, quem não quis xingá-lo no início? Abandonar a vigia, levar mantimentos e um carro soou completamente fora do padrão atual do personagem. Fugir teria sido bem plausível há duas temporadas atrás mas agora, uma reviravolta precisaria ser bem explicada. E não deverá. Há um motivo por trás disso e a relação dele com o barco, além da situação que o levou até ali gera uma expectativa pois não havia nada até agora para dar base a isso. Vejamos o que o roteiro vai disponibilizar.

No final das contas, Rock in the Road serviu literalmente como um reinício. Juntando todos os personagens de Alexandria novamente (mesmo que separados) e preparando o terreno para o conflito iminente. Nos próximos episódios a tendencia é que a tensão vá se intensificando até o clímax. Como Rick e a narrativa irão lidar com isso definirão o tom dessa segunda metade da sétima temporada.


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Carioca, apreciador de filmes e séries em tempo integral, quando o Bernardo (filho dele) deixa. Iniciou sua admiração pela sétima arte com os clássicos da sessão da tarde e se apaixonou pelo mundo das séries quando o Voo 815, da Oceanic, caiu misteriosamente em algum lugar no meio do nada...

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